Vamos comemorar!!!
Hã...
Bem...
NAMASTE!
- Moça, eu quero comprar uma camiseta para meu namorado.
Acompanhar uma mulher nas compras é um ato que exige do homem, acima de tudo, paciência. É impressionante o quanto elas ficam indecisas no momento em que pisam dentro de uma loja de roupas. É como se o espírito da dúvida as dominasse toda vez que elas entrassem em contato com o tecido de vestuário, e a partir dali se tornassem incapazes de escolher entre um lenço e uma blusa.
Conheço poucas mulheres (na verdade quase nenhuma) que são práticas na hora das compras. Do tipo que entram em uma loja sabendo perfeitamente o que querem e onde querem. Esse espécime de mulher em extinção não precisa de ajuda para se decidir se casa ou compra uma bicicleta (tá, eu sei, essa é do tempo da vovó!), e apesar de gastar com vontade todos os limites dos cartões de crédito, pelo menos sabe bem o que quer e é precisa, indo direto ao ponto.

Dia desses, acompanhando uma colega nas compras (sabe como é, elas precisam de um burro de carga que lhes carreguem as sacolas e eu era o único disponível) me deparei com algo muito parecido com o diálogo descrito no início do post. Elas são capazes de entrar em uma loja para comprar uma cueca de presente e acabam levando vários casacos!
Nessas horas tudo levanta dúvida. Azul ou verde? GG ou P? Rock n’ roll ou Emo? All Star ou coturno?
E são dúvidas que beiram os extremos, tal é o grau de indecisão por parte delas!
Apesar de saber que aquela pessoa está sendo paga para fazer o que faz, e que a paciência deva ser um dos dons daquela pobre alma atrás do balcão, eu me compadeço com o sofrimento dos vendedores de loja ao atenderem mulheres indecisas. Não deve ser fácil ter que revirar o estoque da loja inteiro em busca de algo que agrade a cliente e no final ouvir um “obrigada, depois eu volto” ou “não gostei de nada, vou procurar em outra loja”. Fico imaginando o repertório de palavrões que o vendedor solta mentalmente enquanto sorri “amarelamente” em sua direção, diante de um balcão abarrotado de roupas que nunca serão compradas por aquela mulher. Ser vendedor deve estar lado a lado com professor no quesito “profissões que devem ser escolhidas em último caso”.

Se há algo com a qual eu não tenho a menor paciência é comprar roupas. Em geral eu já entro na loja (quase sempre a mesma) pensando no que quero. Peço duas ou três peças (geralmente quase iguais) experimento e sempre, eu disse sempre, consigo escolher entre uma delas. Não é nada impossível de se fazer. Você olha no espelho e aquela que não é curta demais, nem larga demais e nem horrível demais é a que será comprada. O preço, na maioria das vezes, não importa, desde que não seja nada exorbitante.
Na verdade esta é a última coisa que vejo (às vezes fico sabendo o valor na hora que o cartão já está nas mãos da caixa). É um saco ficar importunando a pessoa da loja, enchendo-a de pedidos e no final não escolher nada. É quase como se você quisesse passar a imagem de imbecil: “Mas esse imbecil não consegue nem escolher entre um lenço e um casaco??”. Comprar roupas não é algo que me deixe feliz como escolher um livro, um DVD ou uma HQ (aliás, esse artigo, em minha infância, era a única coisa que eu demorava pra escolher a que levar). Comprar roupa é uma obrigação chata, e que por isso, não deve tomar mais do que meia hora da sua vida e nem mais da metade de seu salário. A gente entra na loja, escolhe um item, compra e sai.
Fácil, né?
Como marido, namorado, irmão ou amigo, você terá muitos momentos de desafio como os que eu tive recentemente, mas nada que um MP3 carregado de heavy metal ou a visão apurada para prestar a atenção na traseira da vendedora quando esta sobe na escada para alcançar uma roupa no alto, não resolva. Nessas horas a gente inventa o que fazer e responde “sim” a tudo que sua parceira lhe perguntar.
“Será que essa roupa ficará bem?”
“Essa é muito feia, né?”
“G ou P?”
Boas compras!
Depois de tomar um belo de um chute no saco com Lanterna Verde, filme que em seu fim de semana de estreia lá nos EUA faturou 52,7 milhões de Dólares, mas que ficou aquém do que produtoras e estúdios esperavam (até porque o filme custou 200 milhões), a DC/Warner não desanimou apesar de tudo, e resolveu dar uma aquecida no mercado, divulgando material dos filmes vindouros de seus dois verdadeiros ícones, Batman e Superman.
As fotos não trazem nada de muito surpreendente, mas causaram um frisson na comunidade nerd e nas fãs tresloucadas do Batman mundo afora.
Devo admitir que um adversário mais físico para o morcego já estava sendo exigido desde o primeiro filme apesar de Ra's Al Ghul ter sido um belo de um inimigo para recomeço de franquia, mas 11 entre 10 leitores de HQ venderiam a alma para ver um quebra de responsa entre Batman e Bane nos cinemas, e não, aquele embate vergonhoso entre George Clooney e Jeep Swenson em Batman & Robin não conta!
Vamos torcer para que Nolan acerte o tom nas cenas de ação dessa vez, e que ele saiba enquadrar a câmera durante a briga para que os espectadores também consigam ver a luta de forma confortável!
Quem deu as caras no set de filmagens de Batman essa semana foi a gatíssima Anne Hathaway, já paramentada, com o que podemos supor, ser a versão da Mulher Gato/Selina Kyle do Nolan.
Como bem eu imaginava, não teremos orelhinhas de gatinha e nem roupinha de couro brilhante costurado desta vez para a Mulher Gato, até porque isso não cabe no universo criado pelo competente diretor para o Morcego, e a anti-heroína (heroína, vilã, sei lá!) terá um visual mais básico (apesar dos óculos hi-tech da foto).
Ter Hathaway no filme, no entanto, já é um grande alento para os bat-fãs, depois da broxante Rachel Dawes da feiosa Maggie Gyllenhall em Batman Cavaleiro das Trevas. Como a personagem será retratada no filme ainda é um mistério, mas já podemos esperar por algo bem mais verossímil do que uma secretária que ganha "poderes" felinos após ser atirada por uma janela e lambida por vários gatinhos!
Espero ansioso pela gostosa vestida de couro apertado em cena, e fica a torcida para que Nolan não afaste muito a personagem do que ela é nas HQs.
A polêmica cueca sobre as calças parece ter sido limada do visual atual (assim como nas novas HQs do herói que começam a sair em Setembro lá fora), e as cores do traje apresentam um tom mais sóbrio, distante do colorido que o espectador acostumou a ver no personagem, além de uma textura de "bola de basquete" que parece ser a última moda para os estilistas de super-heróis, já que o Homem Aranha também tem em sua nova roupa.
Se é quase impossível esperar algo desastroso por parte de Christopher Nolan em Batman depois do brilhante filme que foi o Cavaleiro das Trevas, o mesmo não pode ser dito de Zack Snyder, o diretor do filme do Azulão. Depois de 300 de Esparta, Snyder não emplacou um filme que passasse perto do decente na tela grande, e depois de Watchmen e Sucker Punch (que eu não vi, mas minhas filhas viram e disseram que é muito ruim) não sei se consigo esperar algo de muito positivo por parte do "visionário" diretor.
Embora seja um personagem conhecido pelas velhas gerações, um herói que, para muitos, representa o nacionalismo exacerbado dos estado-unidenses, o sujeitinho que veste uma bandeira americana e que usa uma tampa de lata de lixo como arma, o Capitão América nunca foi um ícone das grandes massas, ao contrário de caras como Superman, Batman ou Homem Aranha. Pergunte à sua mãe quem é o Capitão América. É provável que ela tenha uma razoável ideia de quem seja, mas a reação não seria a mesma se lhe perguntasse quem é o Superman, por exemplo: “Quem? O bonitão que de tão apressado sempre esquece a cueca para fora da calça?”. Com o filme do Sentinela da Liberdade sendo lançado com relativo sucesso, isso tende a mudar, e toda uma nova geração (que não é muito fã de quadrinhos) saberá quem é o Capitão América.



Até certo ponto Capitão América segue uma linha bem fiel à das HQs e apesar do universo cinematográfico da Marvel ter muito mais elementos que remetam à versão Ultimate, o Steve Rogers que vemos na tela é o sujeito pacato e centrado do universo 616 (a Marvel tradicional) e não o autoritário e violento líder dos Supremos. 


Quando Zola é aprisionado, o Coronel Phillips descobre que o objetivo do Caveira é a conquista! A conquista! CONQUISTA! E coloca seus homens em alerta, levando o Capitão a confrontar o vilão cara a cara. O desfecho da história se modifica, quando em vez de cair de um avião não tripulado com explosivos no Ártico, vendo seu parceiro Bucky sendo feito em pedaços pela explosão (ou pelo menos foi assim que imaginávamos que tudo havia acontecido) o Capitão derrota o Caveira dentro de um bombardeiro e leva o avião (que explodiria Nova York) com segurança para o Ártico ficando assim perdido por anos, congelado no interior da bagaça.
Assisti a uma sessão em 3D, mas devo salientar que, diferente do filme do Thor, o recurso adiciona muito pouco ao filme em si, sendo restrito a dar profundidade a cenas de tomadas aéreas ou para aproximação de objetos. Em um dado momento, um dos mais interessantes, o escudo do Capitão América rebate na parede e parece que vem em direção ao espectador (quase me abaixei nessa hora!).
O efeito digital que transformou o marombado Chris Evans num baixote raquítico é de tirar o chapéu. O efeito já havia me impressionado nos primeiros trailers lançados no começo do ano, mas vê-lo em tela grande por quase uma hora e não notar nenhum defeito é algo digno de nota. Tanto o efeito quanto a interação dos demais atores com o Evans magricelo não deixa nada a dever para o dramático O Curioso Caso de Benjamim Button, filme estrelado por Brad Pitt e que se utiliza dos mesmos artifícios para transformar o marido da Angelina Jolie num velhinho cheio de reumatismo.
Joe Johnston conseguiu fazer funcionar muito bem a primeira hora do filme e o roteiro é todo conduzido de forma a fazer o público aceitar o personagem de Chris Evans. Como os demais filmes da Marvel, no entanto, a produção peca por algumas inconstâncias, as quais eu listo a seguir as que mais me incomodaram:

Estamos falando de um supersoldado acrobata que possui um escudo que ele usa como arma, certo? O que você esperaria de cenas de ação em um filme cujo protagonista é o descrito acima? Muita porradaria, não é mesmo?
Os confrontos com o Caveira Vermelha, em especial o final, deixaram bastante a desejar no quesito empolgação. Tendo em vista que Hugo Weaving, o eterno Agente Smith de Matrix já é familiarizado com lutas bem coreografadas, confesso que esperava brigas mais intensas no filme, mas acabei decepcionado com a qualidade técnica dos embates físicos entre o Capitão e o Caveira. Enquanto a primeira luta mostra o que poderia se esperar de um confronto entre dois caras mais do que humanos que podem torcer metal com as mãos, a segunda mais me parece uma briga entre dois caras num bar, com direito a garrafada na cabeça e taco de sinuca nas costas. O enquadramento da luta é bom, nos dá uma visão confortável da peleja, mas é tão rápida e mal coreografada que não chega a empolgar. Certeza que se a cena fosse dirigida por Zack Snyder (o Visionário!) ela seria recheada de slow-motion, mas pelo menos teríamos uma mera noção do que os punhos de caras cujo sangue corre um supersoro são capazes de fazer no rosto do adversário.
Chris Evans me surpreendeu em cena. Em boa parte do filme ele abandona aquele seu ar de mané que o deixou famoso em comédias de gosto duvidoso e se lembra que ele é um ator e que por isso precisa atuar. Claro, ele não é nenhum Al Pacino, aliás longe disso, mas quando lhe foi exigido emoção ele soube demonstrar, e conseguiu convencer em seu papel nas cenas mais tensas como quando ele é só um fracote que é humilhado por sua condição física e quando no fim do filme ele acorda em pleno século XXI e se vê num mundo que ele não conhece, entrando em desespero. Eu consegui ver tensão em seu rosto, e a meu ver já valeu sua intepretação, embora o filme também não exija nada shakespeariano da parte de nenhum ator.

Cara! Fiquei impressionado com a beleza de Hayley Atwell, essa atriz inglesa de 29 anos que participou de filmes como A Duquesa e Reviver o Passado em Brideshead antes de viver a Peggy Carter. Ela passa toda aquela imponência britânica em seu papel, mas não deixa de esbanjar um charme inigualável que deixou até mesmo o Capitão América balançado. Lindíssima, Hayley consegue ser ao mesmo tempo forte e sexy (o que dizer daquele vestido vermelho que ela usa para avisar Rogers que ele está sendo recrutado???), e a meu ver, a partir de hoje, entra no hall das atrizes inglesas que se destacam também no cinema americano, assim como a belíssima Kate Beckinsale. 


