1 de agosto de 2018

Que Deus Salve o Rei!


Aiiinnn, Rodman! Você falando de novela?? Esse Blog não é mais o mesmo!

Aff! Vou cancelar a assinatura do Padrim!

Título de post citando “Deus”, é isso mesmo?????

Caaaalma, haters! Eu SEMPRE fui noveleiro, e isso nunca foi um segredo. Em minha época de criança (toca aquela música triste do Hulk) a nossa TV de casa sintonizava uns quatro ou cinco canais apenas, não existia TV por Assinatura ou Internet e uma das únicas formas de entretenimento audiovisual que tínhamos era a boa e velha novela. Mas eu tinha meus critérios de qualidade também. Não era assim bagunçado, assistindo tudo que passava! Eu vi os grandes clássicos da teledramaturgia da televisão brasileira junto de Babãe, e até hoje tenho boas lembranças de Renascer (aquela do Zé Inocêncio e o Pé de Jequitibá-Rei), Rei do Gado (ambas escritas por Benedito Ruy Barbosa) e os clássicos do horário das 7 protagonizados pelo Pescador Parrudo, Kubanacan e Uga-Uga.



Eu particularmente SEMPRE tive mais interesse nas histórias fantasiosas (Renascer tinha muito disso), e até hoje minhas novelas preferidas foram Vamp (de Antônio Calmon), O Beijo do Vampiro (mesmo autor) e Kubanacan (Carlos Lombardi) por causa do fantástico.

Por mais que a gente critique e exija uma qualidade que mesmo a Globo sendo a potência televisiva que é (sendo Iluminatti ou não!) AINDA não consegue atingir (se compararmos com produções estrangeiras!), temos que admitir que aquilo que os produtores, diretores e roteiristas conseguem fazer DIARIAMENTE é quase um milagre (e fica aqui a segunda citação religiosa do post!). Vocês se deram conta que uma novela tem mais de 150 capítulos que são transmitidos de segunda a sábado quase que ininterruptamente por MESES? Levando em consideração que uma produção como Game of Thrones (série que foi usado para vender Deus Salve o Rei como um produto similar), por exemplo, gasta quase US$ 15 Milhões por episódio (valor estimado para a última temporada da série que terá apenas 6 episódios) e que tem um tempo de criação muito mais extenso em relação a uma novela, a gente até entende que as vezes os efeitos visuais usados no Brasil não ficam tão bons ou que a história não engrene como se deve por causa da pressão diária a que os escritores acabam sendo submetidos. 



Daniel Adjafre que o diga!



Considerado ainda novato no meio, Daniel Adjafre até então tinha escrito episódios para séries como Cidade dos Homens, A Cara do Pai e SOS Emergência. Como novela mesmo havia trabalhado em Sete Vidas e A Vida da gente (que eu nem sei que novela é essa!), sendo Deus Salve o Rei seu grande desafio até então. Em meados de Abril de 2018, com a novela já no ar, Adjafre descobriu que não teria vida fácil na TV do Plim-Plim (essa entrega a idade!), com os números da audiência não agradando a emissora platinada e a história não conseguindo emplacar junto ao público, ele teve  que reescrever vários capítulos e aceitar ser supervisionado por Silvio de Abreu (que agora é diretor de teledramaturgia da Globo). Além disso, outro escritor foi chamado para auxiliá-lo, e assim Ricardo Linhares (de Rock Story) usou de sua experiência para corrigir os rumos que o enredo criado por Adjafre estava tomando, segundo a Globo, erroneamente. Algumas dessas correções foram a eliminação de personagens coadjuvantes em excesso (lembram da Peste que tomou alguns reinos da Cália?? Serviu para fazer essa eliminação!), a extinção de cenas que não deixavam a história seguir seu rumo de forma objetiva e a adição de um vilão de verdade à história com a chegada do Rei Otávio (Alexandre Borges) da Lastrilha, já que Rodolfo (Johnny Massaro) não estava dando conta desse posto. Os números da audiência deram uma estabilizada e a novela se manteve com uma média de 25,5 no Ibope, um pouco abaixo de Rock Story, que fechou com 25,9.



Mas e aí, Rodman, por que afinal você decidiu falar dessa novela em específico? Vai começar uma nova sessão para fazer reviews de novelas?

Em primeiro lugar, fazia muito tempo que eu não acompanhava uma novela do primeiro ao último capítulo (nem lembro qual foi a última que fiz isso!), e o motivo pelo qual me interessei por essa história é muito simples: O tema medieval!



As comparações exageradas com Game of Thrones e Vikings no início da divulgação da novela serviram, claro, para ao menos aguçar minha curiosidade, e decidi parar para dar uma olhada no dia da estreia do folhetim (isso também entrega a idade!) lá em Janeiro de 2018.

Mas Rodman, seu boçal! Você vive falando que não tem tempo para nada, como consegue parar para ver novela??

Nesse caso o GloboPlay disponibilizar os capítulos via streaming logo após sua exibição ajudou um bocado, e foi assim que consegui dar conta de todos os mais de 100 episódios, fora que abdiquei de várias séries esse ano como The Flash, Arrow, Agents of SHIELD e Supergirl, o que fez com que sobrasse um tempinho para ver Deus Salve o Rei.     

Vamos ao que interessa?

A novela não é nenhuma obra de ficção que se possa dizer “noooossa, que obra de ficção magnífica!”, mas distrai bem, como poucas novelas. Os personagens centrais também deixam bastante a desejar, mas a história é bem atraente e faz com que nos importemos com o destino de todos eles. O enredo se passa no reino de Montemor, onde a rainha soberana Crisélia de Monferrato (Rosamaria Murtinho) começa a preparar o neto Afonso (Romulo Estrela) para assumir o trono agora que sua idade já se encontra avançada. 



Dependente da água que vem do reino vizinho de Artena, Crisélia opta por encontrar novas fontes de água para matar a sede da sua população, e o próprio neto sai em expedição para encontrá-la junto ao fiel amigo Cássio (Caio Blat). Tudo dá errado quando a caravana de Afonso é atacada por ladrões perto de Artena, e ele acaba se perdendo de seus soldados, desfalecendo ferido em um campo após levar uma flechada. O destino faz com que Amália (Marina Ruy Barbosa) o encontre ali indefeso, e com a ajuda de seu irmão Tiago (Vinícius Redd) ela o leva para casa, onde começa a cuidar dele, sem saber que ele é o futuro governante de Montemor. Enquanto se recupera, sem dizer que ele é o príncipe de Montemor, Afonso sente uma forte atração pela plebeia, e ambos acabam se apaixonando. Claro. Senão isso não seria uma novela.



Dado como morto, Afonso fica desaparecido por bastante tempo, e à contragosto, Crisélia começa a considerar a hipótese de seu segundo neto assumir o trono após sua morte, embora ela saiba que essa não é a melhor ideia. O próprio Rodolfo (Johnny Massaro) vê a possibilidade com terror, já que seu grande talento é a esbórnia e não governar.  



Enquanto isso, no reino vizinho a ambiciosa princesa Catarina de Lurton (Bruna Marquezine) almeja o lugar do pai, o Rei Augusto (Marco Nanini), com todas as forças, entrando em conflito com ele por este ser benevolente em excesso. Sua visão é a de que Artena deve ser um reino forte e com um exército poderoso, mas Augusto e seu conselheiro Demétrio (Tarcísio Filho) discordam, entendendo que manter a paz entre os reinos vizinhos é a melhor forma de conduzir as coisas. 



Dessa forma, para a história ter algum atrativo, Afonso volta a Montemor recuperado, mas seu amor por Amália faz com que ele abdique do trono logo que sua avó falece, deixando-o para seu irmão Rodolfo, enquanto ele decide viver como um plebeu e ferreiro em Artena, junto a Amália. Catarina se alia ao perigoso Constantino (José Fidalgo) a fim de forçar Augusto a entrar em guerra, e assim começa a saga da princesa de Artena em busca de sentar em um trono, nem que para isso ela tenha que enganar, trair e até matar.



Dirigidos por Fabrício Mamberti, os capítulos da novela até que possuem um ritmo agradável, mas os atores não parecem tão bem dirigidos quanto poderiam. Se compararmos o grau de emoção que um ator de uma novela das 9, por exemplo, é capaz de expressar, com um de novela das 7, a diferença é gritante. É claro que os públicos são diferentes, e a novela das 7 é sempre feita mais para entreter, cabendo assim exagerar bastante no humor e trazer uma história mais leve e de fácil aceitação do que levantar questões polêmicas. Sempre foi assim.

Mas o que isso impede de exigir atuações mais verossímeis de seus atores?



Veteranos no elenco só mesmo Marco Nanini, Marcos Oliveira (Heráclito, mais conhecido como o Beiçola da Grande FamíliaWalter Breda (Enoque, que faz só pontas) e Betty Gofman (Naná), e mesmo esses atores parecem apenas ligados no modo automático de atuação, sem nos brindar com cenas mais emocionantes ou marcantes. Aos jovens atores, destaque mesmo somente para Johnny Massaro e Tatá Werneck (Lucrécia), que juntos protagonizaram as melhores cenas de humor da novela, extrapolando até mesmo o tema medieval com piadas cheias de referências modernas de memes e citações a Internet. 



O humor de Tatá nunca me agradou, nem mesmo na época de Comédia MTV, e de lá pra cá tem-se a impressão que ela faz sempre o mesmo tipo de personagem, o que não foi diferente da sua Lucrécia. Apesar disso, ela soube dosar muito bem momentos de drama a sua personagem quando foi necessário, e seu humor autêntico trouxe um frescor aos episódios da novela, o que fez falta quando Lucrécia se exilou em um convento após o fim do casamento com Rodolfo e acabou sumindo por alguns dias. Por sua vez, Massaro também tem uma boa veia cômica, o que deve ser explorado mais vezes pela Globo no futuro. O grande fracasso de seu Rodolfo como vilão foi essa mudança muito brusca de um palhaço para um tirano impiedoso, e exatamente por isso que ele não deu conta de assumir esse novo papel, o que não é culpa dele e sim do autor.



Chamados de “o casal sem sal” na Internet, Romulo Estrela e Marina Ruy Barbosa não conseguiram emplacar como os eternos apaixonados Afonso e Amália (ou Afonsalia), e pra muita gente, Amália nem era tudo isso para que um Rei abdicasse de um reino por causa dela! Econômica na sua interpretação, por vezes, vimos só uma sombra da menininha que estreou como atriz “encarando” Fernanda Montenegro em cena na novela Belíssima (2005), ou que encantou a todos como a lutadora Eliza de Totalmente Demais (2016). As vezes achamos que porque um ator ou uma atriz tem facilidade para chorar em cena ou demonstrar emoção é sinal de que ele é bom na sua profissão, mas nem sempre isso é tudo. Marina chora fácil, mas ela demonstra que ainda tem muito a aprender na arte de interpretar ou que talvez não tenha sido exigido muito dela nesse papel da plebeia guerreira. 



Não tinha nenhum instrutor de arco e flecha nesse estúdio para ensinar ela a segurar certo o arco?

No caso de Estrela, o papel lhe caiu no colo DO NADA quando o ator Renato Góes se desentendeu com o diretor Fabrício Mamberti logo no início das gravações e acabou saindo da novela. Estrela havia feito testes para viver o irmão de Amália Tiago, e com a saída de Góes ele acabou ficando como o Rei Afonso, o que ele fez da mesma forma que todos os outros atores da novela, de forma econômica. Bem nas cenas de ação, Estrela acabou mostrando a postura física certa para viver o herdeiro dos Monferrato, mas por alguma razão, ele não tinha química nenhuma com seu par romântico. A gente torce para os dois porque afinal, eles são os protagonistas... Mas lá pela metade da novela a gente começa a se perguntar se valeu a pena largar um trono por causa da Amália. Se ainda fosse pela Brice!

Falando em interpretações ruins, Vinícius Redd (Tiago) e Giovanni di Lorenzo (Ulisses) merecem juntos um Prêmio Cigano Igor de péssima atuação. Jesus! (Terceira citação religiosa do post!). 



Sem destaque na novela até se encantar por Selena (Marina Moschen) durante o Torneio da Cália, onde ele compete como arqueiro contra ela, e quando depois ele entra para o exército de Montemor após a devastação de Artena, Tiago tem cenas sofríveis de se ver em se tratando de atuação. Ele só se destaca mesmo nas cenas de ação, e deveria dar algumas dicas a Marina Ruy Barbosa de como se empunhar um arco! Já Giovanni di Lorenzo nem isso, já que ele interpreta o filho do Capitão do exército de Montemor que não tem talento nenhum para ser um soldado, preferindo se tornar um cozinheiro do castelo. A atitude do personagem em enfrentar o pai pela busca dos seus sonhos é louvável, só que o ator não dá conta, já que ele é inexpressivo e nos faz torcer por qualquer outro candidato ao coração de Selena do que ele mesmo. O Saulo (João Vithor Oliveira) merecia muito mais ela do que o Ulisses, e olhe que eu sempre torço para o fracote!



Ulisses e Selena ficarem juntos no final da novela quase não faz sentido, já que ela mesmo diz que gosta dele como AMIGO, e na vida real, quem só serve para ser amigo NUNCA vai ser namorado! 

Por falar em Selena, outra jornada bacana de acompanhar é o da cozinheira órfã do castelo que decide se aventurar ao treinamento da academia militar e largar a cozinha, para o qual, diferente de Ulisses, ela não tem a menor aptidão. Graças a seu esforço, Selena se torna a primeira mulher a entrar para a academia militar na história da Cália, e surpreende seus superiores mostrando habilidade no combate com bastão, ao manusear espadas e até mesmo no arco e flecha. 



Durante a novela são dadas algumas dicas de o que aconteceu a sua mãe, mas o passado da garota é um grande mistério, até que ela começa a desenvolver habilidades sobrenaturais que ela não compreende, e que atrai a bruxa Brice (Bia Arantes) para perto dela. Selena acaba descobrindo que ela é filha de uma bruxa que acabou sendo queimada viva por um inquisidor através de Brice, e a partir daí as duas acabam criando uma relação de amizade. Marina Moschen demonstrou bastante personalidade com sua Selena, e ela é uma das únicas personagens que nos fazem torcer por ela desde a descoberta de seus poderes místicos de manipular a natureza até seu destino como a Rainha da Lastrilha. Olhando para trás a gente percebe o quanto a personagem evoluiu, e em tempos de empoderamento feminino, ela é a grande vencedora dessa novela.



Destaque nas redes sociais e no ar em dois canais de TV AO MESMO TEMPO, Bia Arantes surgiu quebrando tudo na novela com sua bruxa Brice. Enquanto vivia uma noviça em Carinho de Anjo do SBT, Bia apareceu na novela das 7 da Globo para dar o pontapé inicial ao lado sobrenatural da história, que até então estava firmada na realidade. Aparecendo para o mulherengo Rodolfo e fazendo-o cair de amores por ela (que coisa difícil, né??) em seu período de soberano de Montemor, a bruxa causou altas confusões (leia isso com a voz do narrador da Sessão da Tarde) no castelo, enfeitiçando não só o Rei como também seus conselheiros Petrônio (Leandro Daniel) e Orlando (Daniel Warren). 



Após a quebra do feitiço feita pelo escultor e pintor Osiel (Rafael Primot) que era imune a bruxa por ser bom de coração, a mesma foi expulsa do castelo e proibida de pisar ali novamente. Alguns capítulos mais tarde, ela voltou a agir, e ajudou Virgílio (Ricardo Pereira) a reconquistar Amália, enfeitiçando a ruiva e fazendo-a se esquecer de Afonso, retornando sua mente para o período onde ela era noiva do comerciante. Nesse período a Amália se tornou INSUPORTÁVEL, e o Afonso pagou seus pecados sendo obrigado a ver sua amada nos braços do ex dela. Quem nunca, né?



Além de linda, Bia Arantes mostrou bastante talento ao dar vida a sua bruxa Brice, e ela se destacou tanto na história, que ganhou enredo próprio com a história dramática da perda de sua filha recém-nascida e da busca incessante pela mesma ao longo dos últimos vinte anos. Deve ter sido divertido gravar as cenas onde ela faz as coisas voarem pela casa e onde portas de fecham só com um empurrão mental!



Já que tocamos no assunto sobrenatural, me permito viajar um pouco aqui. Na novela é dito que Brice tem mais de 100 anos de experiência e isso por si só explica como ela é tão poderosa, sendo capaz de se transfigurar (mantendo sua aparência mais jovem ao “consumir” a essência dos homens), capaz de se teleportar a longas distâncias, assumir o corpo de outra pessoa (como ela faz com a Lucíola no último capítulo) e ainda possuir poderes telecinéticos. Sua única fraqueza parece ser o ferro (e em muitas histórias antigas é dito que as bruxas não possuem imunidade ao ferro). 



Já Selena parece ser capaz de manipular apenas os elementos e a natureza, e não faz mais nada que Brice faz. A pequena Agnes (Mel Maia) é capaz de ler pensamentos e de projetar seus pensamentos através de sonhos, e por fim, a mãe de Selena demonstra ter habilidade em atravessar barras de ferro (ou qualquer objeto sólido), o que ela usa para escapar do cárcere e fugir com sua filha das garras de Otávio. Achei interessante o combo místico ser dividido entre as bruxas da história e não torná-las capazes de fazer QUALQUER COISA, como seria mais fácil de explicar num roteiro mais preguiçoso.



Dizem por aí que é bom viver um “mocinho”, mas que todo ator/atriz se realiza mesmo é fazendo um vilão. Ao que parece, a única que não curtiu muito foi a Bruna Marquezine!
Criticada no início da novela por sua interpretação robótica e inexpressiva, Bruna mostrou que a culpa de sua Catarina ser daquele jeito não era bem dela e que o papel vinha escrito assim. Na intervenção feita por Ricardo Linhares ao roteiro de Daniel Adjafre, Bruna pode se soltar um pouco mais em cena, e apesar de não parecer mais que ela estava atuando em câmera lenta, sua vilã não foi tão mais convincente do que sua rival Amália em cena. 



Com uma cara de deboche inacreditável toda vez que tinha que contracenar com Marina Ruy Barbosa (já que o papel pedia isso) nas cenas em que Catarina rivalizava com a plebeia ruiva dos infernos Amália, ela conseguiu conduzir sua personagem até o final da trama, embora sua vida pessoal (em especial o namoro com o Neymar) estivesse mais em evidência do que seu papel. Se olharmos para trás da história da teledramaturgia brasileira nós conseguimos lembrar de vários vilões que conquistaram seu espaço em nossas memórias e que desempenharam um papel tão bom como antagonistas que nos fizeram (nem que por um breve momento) torcer para o lado errado, mas Catarina de Lurton certamente não estará nesse hall. Os pontos positivos de sua atuação ficaram nos encontros de Catarina com Lucrécia, onde tanto Marquezine quanto a Tatá Werneck deram show numa química muito boa de humor onde certamente teve uma improvisação muito grande para que a cena funcionasse. Essas cenas fizeram a estadia de Catarina no castelo de Montemor valer a pena.



Deus Salve o Rei termina com um saldo positivo apesar de todos os percalços, em especial pela ousada temática num horário tão concorrido por outras atrações. O mesmo que me aproximou da novela deve ter afastado muitas senhoras espectadoras que só querem ver o mocinho beijando a mocinha no final da história, na velha briga entre ricos e pobres e nas lindas paisagens de Angra dos Reis, mas para mim valeu bastante a pena acompanhar a história fantástica de um reino tão tão distante. Os efeitos visuais da novela atenderam aquilo que se propuseram fazer, e algumas cenas de combates com espadas e lutas corporais foram bem coreografas, sem falar que o cenário e as vestimentas medievais ficaram bem decentes. Quanto a qualidade nesse nível ninguém pode criticar a Globo. Os caras são bons no que fazem. Que Daniel Adjafre tenha instigado outros autores a ousarem em seus roteiros também a partir de agora, e que claro, todos em casa curtam o bastante para que essas ideias possam continuar existindo, fazendo as novelas saírem um pouco do mesmo padrão onde estão há uns 60 anos!



Imaginem o estrago que Deus Salve o Rei teria feito na audiência se tivesse sido exibida no horário (proibidão) das 23 h??

Imaginem se o nível de violência das batalhas estivesse liberado (e olhe que mesmo no horário das 7 rolaram umas cabeças e alguns litros de sangue digital!) tal qual Game of Thrones e que o sexo e a nudez fizessem parte do roteiro? Bruna Marquezine e Marina Ruy Barbosa estariam sendo vistas de outra forma num momento desses, sem falar que o horário em que a novela é exibida também influencia na atuação dos atores. Os grandes clássicos da TV são os que foram transmitidos no horário nobre e não as 7!



PS.: No último capítulo teve casamento, teve mulher parindo (como é padrão nas novelas) e teve... A VILÃ SENDO ENFORCADA! :O



PS.2: Algumas cenas de batalha da novela foram espetaculares, e a galera dos efeitos visuais da Globo mandou muito bem a novela toda, recriando cenários medievais, nos efeitos de magia da Brice e até mesmo no sangue digital. 

PS.3: Os temas musicais da novela também são muito bons, começando pela abertura ("Scarborough Fair" - Aurora) que dá toda aquela sensação de magia (que combina com aquela abertura linda da novela cheia de referências visuais) e o tema de Afonsália "Watch it All fade") interpretada por Gavin James que inclusive embalou a minha fossa dos últimos meses... 


:'(
PS.4: O que dizer do elenco da novela caindo no funk? :D

NAMASTE!     

22 de julho de 2018

COMBO BREAKER #008 – TITÃS, AQUAMAN e SHAZAM!


A San Diego Comic-Con é o Carnaval Fora de Época™ dos nerds, e a edição 2018 tem sido o paraíso dos DCnautas com os lançamentos para os próximos meses. Bora saber quais são as primeiras impressões dos trailers de Titãs, Aquaman e Shazam!?

TITÃS

Titãs é o primeiro projeto live-action da DC planejado para estrear direto na plataforma de streaming próprio da empresa, o DC Universe. Criado pelo mesmo produtor do Arrowverse Greg Berlanti, Titãs tem ainda a produção executiva de Geoff Johns e a consultoria de Akiva Goldsman.


Rodeada por muita polêmica desde o lançamento das primeiras imagens do elenco, a série levou pedrada de todos os lados por, em teoria, fugir muito do visual já amplamente conhecido das animações. Teen Titans e Teen Titans Go são séries animadas de sucesso entre a garotada, e serviu para popularizar os jovens heróis da DC para o público atual. 

Pautado no humor escrachado e até nonsense, o desenho caiu no gosto da galera, e serviu para unir pais e filhos na curtição, já que a maioria dos “jovens” dos anos 80 que cresceram lendo as aventuras escritas por Marv Wolfman e desenhadas por George Perez nos gibis dos Novos Titãs hoje são nobres pais de família. Mas a ira dos fãs mais radicais veio forte quanto ao visual e a etnia de alguns personagens.

O grande alvo das críticas foi a atriz Anna Diop, a intérprete da Estelar (Starfire), que desagradou muita gente por ser... Negra! De acordo com os radicais, a Estelar dos quadrinhos e das animações "tem a pele laranja" e "de forma nenhuma poderia ser interpretada por uma atriz negra". Besteiras à parte, o próprio George Perez, desenhista da HQ dos Titãs e cocriador da personagem, afirmou que se baseava em modelos negras para compor a Estelar original, e mesmo assim as críticas continuaram firmes e fortes.


O ator Ryan Potter também não foi bem recebido quando surgiu com o visual pronto do Mutano (Beastie-Boy) nas redes sociais, e muita gente chiou por ele “não ter a pele verde” como seu personagem de origem. 


Seja como for, o elenco encabeçado por Brenton Thwaites, que vai viver o Robin/Asa Noturna e Teagan Croft (Ravena) aparece inteiro no trailer ASSUSTADOR da primeira temporada da série, e novamente temos polêmica à vista:


Nem nas HQs os Novos Titãs NUNCA foram ultra-violentos e sombrios, e isso causou uma estranheza muito grande nesse clima "zacksnyderiano" em excesso do trailer. É certo que a animação Teen Titans não é a base para o roteiro (e nem poderia ser!), mas mesmo as HQs parecem bem desfiguradas nesse tom sombrio mostrado nessas cenas de ação. Quando abandonou o Batman, por querer independência e além de tudo viver como um adulto, a ideia de Dick Grayson era SAIR da sombra do morcego, e não ABRAÇÁ-LA agindo sozinho. No trailer, temos a impressão que Dick afastou-se do Batman para... Ser como ele, só que agindo sozinho. "Fuck Batman"

Modere esse linguajar, Robin, você é só um menino!

Se nada der errado, a série deve estrear ainda esse ano, e já temos praticamente confirmada a presença do Superboy (Conner Kent) no final dessa primeira temporada.

AQUAMAN

Vamos ser sinceros! NINGUÉM esperava nada desse filme do Aquaman, e por estarmos com a expectativa abaixo do pré-sal é que ficamos empolgadíssimos com o primeiro trailer do Rei dos Mares.



Dirigido por James Wan (Invocação do Mal, Velozes e Furiosos 8) o filme parece ser o primeiro da DC a se livrar da influência sombria e “videoclipeira” de Zack Snyder. Após demitir o cara em Liga da Justiça, a empresa parece querer apagar os fracassos do passado e apostar em novos diretores à frente de suas franquias. Agora nós podemos ver CORES tanto nas artes de divulgação quanto no próprio filme, e o elenco está reforçado para contar a história do super-herói mais subestimado das HQs agora nos cinemas.



Além de Jason Momoa no papel título, temos Nicole Kidman (Atlanna), Amber Heard (Mera), Patrick Wilson (Orm), Yahya Abdul-Mateen II (Arraia Negra) e Willem Dafoe (Vulko) no elenco. A história? Arthur Curry é chamado para assumir o trono de Atlantis e deter o meio-irmão Orm quando o mesmo ameaça iniciar uma guerra com o povo da superfície, que há anos vem poluindo os mares e acabando com a vida marinha. E quem pode julgá-lo?



No trailer, apesar da beleza dos cenários submarinos, a atitude de Arthur Curry AINDA é a do surfista bêbado e barraqueiro que só quer meter a mão na cara de alguém apresentado em Liga da Justiça. Difícil imaginar esse cara como o Rei dos Mares. Haja aulas de boas maneiras, hein?



O filme estreia dia 13 de Dezembro desse ano.



SHAZAM!

Há uns dois anos eu escrevi um post falando sobre alguns personagens que poderiam dar as caras nos cinemas nos próximos anos, e claro que o Shazam estava na lista. Apesar de constar nas fileiras de personagens da DC há anos, o velho Capitão Marvel nunca tinha sido aproveitado como deveria, além daquela série live-action tosca dos anos 70 e aparecer como coadjuvante nas animações da Liga da Justiça ou do Superman. 



Reconhecendo a oportunidade perdida, a Warner resolveu acordar, e deu ao diretor David F. Sandberg a missão de adaptar a primeira aventura do Mortal mais poderoso da Terra.
Já nas primeiras imagens divulgadas, o clima do filme demonstrava que seria completamente diferente de TUDO que já havíamos visto nesses últimos anos sobre os super-heróis da DC, e não demorou para o ator Zachary Levi (O Fandral dos filmes do Thor) cair nas graças do público (apesar da roupa com músculos falsos!). Sua contra-parte Billy Batson será vivida pelo ator Asher Angel, que no trailer ganha os poderes combinados dos deuses gregos Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Aquiles e Mercúrio do Mago Shazam. “Say my name!”. Seria louco se o ator que interpreta o Mago Shazam fosse o Bryan Cranston, né?


As melhores cenas do trailer são as do teste de poderes, onde o garoto Freddie (Jack Dylan Grazer) ajuda o super-herói novato a descobrir do que é capaz antes de enfrentar o maléfico Doutor Silvana, vivido por Mark Strong, que emplaca o seu TERCEIRO super-vilão dos cinemas, após viver o Frank D’Amico em Kick-Ass e o Sinestro em Lanterna Verde.



O climão Guardiões da Galáxia do filme, cheio de piadinhas e lotado de referências aos demais filmes da DC vai conseguir com certeza fazer de Shazam! o MAIOR acerto da parceria com a Warner, e nós estamos torcendo por isso.

Shazam! estreia em 2019.



NAMASTE!

10 de maio de 2018

Review - Vingadores - Guerra Infinita


A saga do Infinito da Marvel começou lá nos anos 90 com Desafio Infinito, escrita por Jim Starlin (o pai das sagas cósmicas da Marvel) e desenhada por George Perez e Ron Lin. Após a busca incessante de Thanos, o Titã Louco, pelas joias do infinito, artefatos tão antigos quanto o universo e detentores de poderes incomensuráveis (“Não acredito que você usou a palavra incomensurável”!), ele as conseguiu reunir em uma manopla capaz de conter e manipular tais poderes, tornando-se assim, nas palavras de Mefisto, seu acompanhante nessa aventura, um deus! Com os poderes de um deus em mãos, Thanos tinha então um só objetivo: Dizimar metade da população do universo e presentear sua amada Morte (a entidade) com esse genocídio. Desafio Infinito nada mais era do que a história de um cara que foi até os confins do universo para buscar o poder necessário para impressionar a mulher que ele amava... E falhou!



Quando o título do terceiro filme dos Vingadores foi divulgado, todo mundo que havia lido Desafio Infinito achou que já sabia qual ia ser o enredo do filme (incluindo seu final), embora Guerra Infinita se tratasse de outra saga distinta, na qual Thanos ajudava os heróis a recuperar a manopla do infinito das mãos de Magus, a contraparte maligna de Adam Warlock. Em Desafio Infinito, Thanos aniquila metade do mundo para agradar a Morte, e nesse percalço ele acaba enfrentando as grandes figuras heroicas da Marvel, num conflito de grandes proporções onde, entre outras coisas, ele transforma os ossos do Wolverine em borracha, empala o Homem Aranha e mata o Capitão América com um tabefe.



Bem, caro padawan... Não é bem assim que as coisas se desenrolam nos cinemas com Vingadores Guerra Infinita, e essa foi a beleza da coisa de acompanhar as quase três horas de projeção do filme. Rolam altas surpresas APESAR da chuva de spoilers que tomou a internet depois que um tal “roteiro vazado” de Infinity War começou a percorrer as principais rodas de conversa nerds pelo mundo.

Em seu primeiro fim de semana de exibição, o filme já ultrapassou a impressionante marca de US$ 250 milhões de bilheteria, deixando para trás o até então imbatível Star Wars – The Force Awakens. Dirigido pelos irmãos Anthony e Joseph Russo (os mesmos de Capitão América - Soldado Invernal e Capitão América - Guerra Civil), Guerra Infinita conta com as colaborações (creditados como produtores executivos) de James Gunn e Stan Lee, além da composição musical de Alan Silvestri, que também assinou a trilha original de Capitão América - O Primeiro Vingador e dos próprios Vingadores.



É difícil começar a falar sobre o filme sem já se rasgar em elogios, uma vez que Guerra Infinita tem sido visto como a primeira parte de uma DESPEDIDA gigantesca desse universo cinematográfico que temos acompanhado há 10 anos, o que naturalmente cria grande comoção em se tratando de um fã de quadrinhos. Por ser algo de dimensões tão grandes (começando pelo elenco!), havia um receio no ar de que desse UMA MERDA CATASTRÓFICA, mas dentro de todas as circunstâncias negativas, a Marvel Studios e seus executivos conseguiram provar que eles SEMPRE estiveram no controle da bagaça, colocando não só muito dinheiro muito empenho, como também um coração enorme em seu trabalho. É notável todo o cuidado que existe para tentar amarrar todas as pontas soltas nesses dez anos de produções, e claro que tudo gira em torno da figura de Thanos (Josh Brolin), que afinal, sempre esteve presente, à espreita, esperando o momento certo para agir e concretizar seu plano.



E qual é o plano de Thanos, Rodman? Conquistar a sua amada Morte?

Porra nenhuma, caro padawan!

Thanos não é um homem falho como nós, que move mundos e fundos para conquistar uma mulher, que no final está pouco se fodendo para ele. Nada disso! A motivação de Thanos é muito mais crível, e embora seus métodos sejam de certa forma questionáveis, é bem difícil que em alguns momentos a gente não tenha um pouco de empatia pelo gigante roxo e veja sentido em seu plano.


O olhar frio da Morte fez eu me lembrar da minha ex!!

Não fica claro por quanto tempo o titã esteve em busca das joias do infinito ao longo do filme, mas sua motivação em reunir as joias do poder, da realidade, da alma, do tempo, do espaço e da mente é pura e simplesmente reduzir a população universal para evitar o caos total da finitude de recursos. 



Planetas inteiros acabam se consumindo pelo excesso de bocas e da escassez de alimentos para sustentar toda essa gente, e somente alguém com o poder das joias e a vontade necessária para tal ação pode ser capaz disso. O diálogo entre Thanos e Gamora (Zoe Saldanha) no interior da Santuário II, a nave do titã onde ela passou boa parte da infância, explicita de forma simples e didática a motivação do gigante em possuir as seis joias. Ao ser questionado pelo Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) sobre o que viria depois do genocídio cósmico, ele simplesmente responde: “Eu vou finalmente poder sentar e descansar, vendo um universo agradecido”. 



Guerra Infinita é um filme tão frenético que temos pouco tempo para parar e respirar, e esse ritmo acelerado faz TODO sentido, já que há poucos personagens para se apresentar e muita história para contar. No início do filme Thanos já possui a joia do poder em sua manopla, artefato que ele conseguiu após destruir Xandar, o planeta da tropa Nova que vimos em Guardiões da Galáxia 1. Numa sequência fantástica, ele e seus quatro asseclas Corvus Glaive, Próxima Meia-Noite, Seletor Obsidiano e Fauce de Ébano invadem a nave de escape asgardiana onde Thor (Chris Hemsworth), Loki (Tom Hiddleston) e Heimdall (Idris Elba) estão conduzindo os sobreviventes de Asgard para a Terra, como vimos no final de Thor Ragnarok, e passa por eles com uma facilidade impressionante. 



Thanos sabe que Loki, o deus da trapaça, está com o Tesseract em seu poder, item que ele roubou do cofre de Odin enquanto a casa caía em Asgard, e tão logo ele barganha a peça com Loki, ele a obtém, após torturar Thor. Como sabemos, o Tesseract é a joia do espaço, e mesmo antes de possuí-la, o titã consegue vencer NA PORRADA o incrível Hulk (Mark Ruffalo), que está de carona com os asgardianos após os eventos de Ragnarok. Em pouco mais de dez minutos de projeção já temos a exatidão da grandiosidade do vilão ao vê-lo socar o Hulk (até então o ser mais poderoso que conhecíamos no MCU) sem nem suar. Embora, a meu ver, o Hulk resista bem menos do que estamos acostumados a vê-lo fazer nas telonas, e que ele não tenha recebido nenhum golpe poderoso o bastante de Thanos, essa cena é de cair o queixo dentro do cinema, assim como o que se segue para que o titã obtenha a joia do espaço.



ZÁS!

Estamos na Terra, e um estropiado Bruce Banner cai contra o Sanctum Sanctorum de Stephen Strange, após ser teleportado por Heimdall, em seu último ato de sacrifício. Após ouvirem de Banner que “Thanos está chegando” (frase que nas HQs é dita pelo Surfista Prateado) Strange e Wong (Benedict Wong) alertam Tony Stark (Robert Downey Jr.) de que ELES ESTÃO FODIDOS, e aqui cabe uma pausa para o encontro de gigantes protagonizado por Robert Downey Jr. e Benedict Cumberbatch em cena. O diálogo entre os dois personagens de características semelhantes no MCU é recheado de sarcasmo e não tem como a gente não dar um sorrisinho quando os dois começam a se estranhar logo de cara, enquanto Wong explica a origem das joias do infinito e o poder nelas contido. Strange possui a joia do tempo em seu Olho de Agamotto, e ele sabe que precisa mantê-la em segurança quando eles recebem a visita de Fauce de Ébano e do Seletor Obsidiano em Nova York.



Outra cena de cair o cu da bunda, num clima cheio de suspense enquanto a nave gigantesca dos alienígenas chega causando pânico na cidade. Melhor ainda é o embate entre os dois asseclas de Thanos e o Homem de Ferro (que apresenta sua armadura nanotecnológica) e os poderes místicos combinados de Strange e Wong. Traumatizado após a surra que levou de Thanos, o Hulk resolve não dar as caras, embora Bruce Banner se esforce, e em meio ao combate surge o Homem Aranha (Tom Holland), que estava em um passeio da escola próximo dali. Essa sequência, assim como muitas do filme parecem pular direto de alguma página de história em quadrinhos, e não tem como não reagir positivamente a ela. 


Assim como já tinha demonstrado em Thor Ragnarok, o Doutor Estranho está controlando perfeitamente seus dons místicos, e ele usa todos os truques que conhece para impedir Fauce e seus poderes telecinéticos de roubar o Olho de Agamotto. A nova armadura do Homem de Ferro é uma das mais impressionantes já vistas em todos os filmes, até porque ela é capaz de criar todo tipo de armamento e dispositivos de defesa instantaneamente. É meio apelativa, é verdade, mas vem bem a calhar até o final do filme.



Na Escócia, é a vez de Próxima Meia-Noite e Corvus Glaive caçarem a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany), que possui em sua testa a joia da mente. Os dois curtem uma Lua de Mel bonitinha há dois anos, pelo que é descrito, e ele usa um indutor de imagem para parecer humano. Isso era comum nos quadrinhos na fase dos Vingadores dos anos 70 e 80. Como eu disse, Guerra Infinita é recheado de sequências de ação impactantes, e essa caça ao Visão é mais uma, daquelas que você sai do cinema se lembrando dos detalhes ainda. Glaive possui uma lança capaz de cortar qualquer matéria, o que é terrível para o Visão, já que ele não consegue usar seus poderes de intangibilidade para detê-la. 



Com a ajuda do Capitão América (Chris Evans), da Viúva Negra (Scarlett Johansson) e do Falcão (Anthony Mackie, numa pancadaria que só mesmo os irmãos Russo conseguem filmar), o casal consegue se safar por pouco, afugentando Glaive e a Próxima Meia-Noite. Devo confessar que rolou uma lágrima quando o Capitão aparece para salvar o Visão.



Quando o grupo do Capitão se junta a Bruce Banner e a James Rhodes (Don Cheadle) na mansão dos Vingadores, eles decidem separar o Visão da joia da mente, e para isso eles precisam da tecnologia de Wakanda, indo se aliar ao Pantera Negra (Chadwick Boseman). Todo o roteiro é amarrado para fazer com que cada personagem tenha sua importância, e mesmo os coadjuvantes (como o General Ross, vivido por William Hurt) tem diálogos acertados e importantes para nos fazer entender tudo que aconteceu desde a Guerra Civil e o Tratado de Sokovia



Em Wakanda, enquanto Shuri (Letitia Wright) tenta retirar a joia da cabeça do Visão sem matá-lo, Wakanda se torna alvo de Próxima Meia-Noite, Seletor Obsidiano e Corvus Glaive, que querem arrancar a joia do cadáver do Visão com um exército de animais incontroláveis sob seu controle. Quando o Soldado Invernal (Sebastian Stan) se junta ao time de Vingadores para deter os monstros, o Pantera Negra e as Dora Milaje comandam uma ofensiva arrasadora aos invasores, dando tempo a Shuri de agir. Incapaz de se transformar no Hulk, Banner usa a Hulk-Buster de Tony Stark para ajudar, mas nem seus esforços parecem ser capazes de impedir o avanço dos asseclas de Thanos quando Corvus consegue chegar até o Visão e sua joia.

Enquanto o pau come na Terra, Thor encontra os Guardiões da Galáxia no espaço, e após trocarem informações sobre Thanos e seus planos, a equipe se divide. Thor precisa ir até Nidavellir, o reino dos anões, para forjar um novo martelo. Rocky (voz de Bradley Cooper) e Groot (voz de Vin Diesel) o acompanham, enquanto Starlord (Chris Pratt), Gamora, Drax (David Bautista) e Mantis (Pom Klementieff) vão até Luganenhum, onde Thanos pretende roubar a joia da realidade que está guardada com o Colecionador (Benicio del Toro) desde o final de Thor O Mundo Sombrio



Enquanto os Guardiões confrontam o próprio Thanos, que precisa de Gamora para chegar até a joia da alma (que não, não está com Adam Warlock como se pensava!), Thor recebe a ajuda do anão Eitri (Peter Dinklage) para forjar a arma mais poderosa de Asgard: O machado Rompe-Tormentas (que nas HQs é o martelo do Bill Raio Beta!).



Até esse ponto do filme estamos tão entretidos com a história, que a Marvel poderia colocar o Galactus dançando de sunga na tela que a gente estaria de pé aplaudindo! Tudo acontece de forma muito amarrada e (diferente de Thor Ragnarok) as piadas servem como um respiro quando cenas muito fortes acabam chocando a plateia. 



Toda a sequência da conquista da joia da alma (a única que ainda não havia dado as “caras” nos filmes) é de cortar o coração. Personagens surpreendentes surgem e as interpretações de Josh Brolin (sim! A gente consegue ver sua atuação através do CGI) e Zoe Saldanha ante os acontecimentos são coroadas por uma trilha sonora espetacular de Alan Silvestri. Esse momento é chave para o desenrolar do restante do filme.



O combate de Thanos em Titã para se apossar do Olho de Agamotto contra o Doutor Estranho, Homem de Ferro, Starlord, Drax, Mantis e o Homem Aranha é uma das melhores sequências de batalha que já vi nos filmes da Marvel (e em qualquer outro estúdio!). Nem se eu tentasse eu conseguiria descrevê-la, e se o filme acabasse ali já dava para aplaudir com os pés, enquanto as mãos estariam ocupadas secando as lágrimas. Nunca antes os Vingadores haviam enfrentado um inimigo com poder físico tão grande quanto Thanos, e rolam várias cenas de gibi ao longo do filme quando eles tentam confrontar juntos o titã e seus comparsas.



Na Terra, quando Thor, Rocky e Groot se juntam aos Vingadores para deter as forças de Próxima Meia-Noite, Corvus e Obsidiano, é outro momento impactante da história. Se com Mjolnir o Thor fazia LITERALMENTE chover, com o machado Rompe-Tormentas ele consegue canalizar todo o poder de Odin que corre em suas veias, e isso é tão emocionante de acompanhar como quando ele sobe na torre do Empire State e dispara contra o portal Chitauri no primeiro Vingadores. Sério! Se você não se arrepiou nessa cena quando viu a ponte do arco-íris surgindo trazendo Thor e os dois Guardiões, você já está morto por dentro, cara! Vai se tratar!



O desfecho em Titã é uma das coisas mais impactantes do filme, e quando Thanos chega à Terra, só existe uma pessoa entre ele e a ÚLTIMA joia a ser conquistada: A Feiticeira Escarlate. É aí que a gente imagina: “Ah, se ela tivesse um terço do poder que tem nas HQs, imagina o arranca-rabo da porra que ia ser esse confronto!”.

ZÁS!

Thanos conquista TODAS as joias, e como vimos em Desafio Infinito (HQ que mencionei no começo do post), ele estala os dedos e... Bem, você deve imaginar o que acontece.
Dessa vez não há Morte para agradar, há apenas um pensamento fascista de que “estou fazendo o bem para o universo” e que “eles vão me agradecer um dia”.

THANOS

Nós temos dezenas de personagens criados por CGI nesse filme e alguns que parecem até meio esquisitos (a Próxima Meia-Noite e sua boca vazia é um exemplo disso), mas o Thanos de Josh Brolin teve um tanto mais de capricho. Assim como o Hulk, ele é uma criatura desproporcional perto dos demais personagens “comuns”, e embora sua interação com eles seja prejudicada na tela (como quando ele agarra o Loki pelo colarinho ou quando interage com o Tony Stark digital em Titã) devido essa diferença de tamanho, suas expressões faciais são de primeira linha. É impressionante o trabalho de captura de movimentos que fizeram com o ator.


Ele é um boneco gigante roxo, e mesmo assim a gente consegue ver todas as feições de Brolin através dele, ator aliás, que merece parabéns dada a alma que ele colocou no titã louco. Não há como negar que Guerra Infinita é um filme do Thanos, e diferente de muitos vilões que temos visto na telona nos últimos dez anos, ele tem substância suficiente para nos importarmos com suas motivações e com seu sofrimento. Sim! Thanos sofre! Ele não é um vilão unidimensional que é mau porque sim, mas porque ele toma medidas questionáveis que refletem aquilo que ele acredita. Pelo ponto de vista dele, ele está fazendo o certo. A gente torce CONTRA ele porque ao longo de dez anos nós aprendemos a amar os Vingadores e os Guardiões da Galáxia, e eles são nossos heróis, mas num filme com personagens menos importantes, não seria exagero que nós torcêssemos para ele.


A forma como ele aprende a usar cada uma das joias de acordo com a ocasião é um ponto importante a se destacar. Em titã, contra o Doutor Estranho ele é obrigado a usar a joia da realidade no máximo, enquanto o mago se desvencilha de seus ataques, e contra o Homem de Ferro ele usa a joia do poder, para tentar destruir Stark. Para finalizar essa cena, o que dizer das palavras de Thanos em reconhecimento à bravura de Tony, e como ele sabe bem quem está enfrentando? Sensacional!

DOUTOR ESTRANHO

Eu sou putinha do Capitão América (RECONHEÇO!) mais nos quadrinhos do que nos filmes, embora essa admiração se estenda ao personagem do cinema, mas a meu ver o Dotô Estranho é o herói mais foda de Guerra Infinita. CA-RA-LHO!



Quando eu soube que o filme ia juntar personagens que jamais estiveram juntos cresceu a expectativa de ver o encontro entre Stephen Strange e Tony Stark. E como essa espera valeu a pena! Benedict Cumberbatch e Robert Downey Jr. dão um show de sarcasmo e cinismo em suas interpretações, e a gente vê que são dois egos inflados em conflito. E isso é MUITO BOM!


Como é mostrado em seu filme solo, Strange possui memória fotográfica, o que por si só já o ajuda a aprender mais rápido os paranauês de magia. Além disso, ele usa de MAGIA para aprender mais magia, e isso explica como ele já está tão fodão em Thor Ragnarok (fazendo, por exemplo, o Loki despencar no vazio por 30 MINUTOS!). Em Guerra Infinita, ele está mais do que foda, e encara o Fauce de Ébano e seus poderes psíquicos de igual para igual. Mesmo quando é capturado, já na nave Donuts de Fauce, ele resiste bastante às torturas do Voldemort de araque, e já em Titã, pra onde a nave de rosca o leva, ele encara o próprio Thanos sem temor, usando tudo que sabe para deter o poder conjunto das quatro joias que o monstro já tinha em sua manopla. 



Ver o Doutor conjurando as faixas escarlates de Cyttorak e o feitiço de multiplicação na tela do cinema foi algo surreal. A batalha em Titã está com certeza eternizada como uma das cenas de ação mais bem elaboradas dos filmes de super-heróis. Ponto para os irmãos Russo... MAIS UMA VEZ, e para Benedict Cumberbatch, que conseguiu encarnar perfeitamente um super-herói complexo como o Estranho! Depois desse filme eu virei uma cumberbitch! 
    
A ORDEM NEGRA

Eu já não leio quadrinhos de linha há alguns anos, portanto, a única coisa que eu sabia sobre essa tal Ordem Negra é que eles eram os puxa-saco oficiais do Thanos. Eu li o primeiro capítulo de Infinito, a saga escrita por Jonathan Hickman (chata para CARALHO, por sinal) e essa era a coisa mais recente que eu tinha em mente quanto a Thanos e sagas cósmicas, mas corri para ler sobre os quatro (que nas HQs são CINCO) representantes dessa Ordem antes de ver o filme. 



Já de início bateu aquela preguicinha em saber o quão poderosos cada um deles são, e outra preocupação era em saber como esse nível de poder poderia dar certo contra os Vingadores do cinema. Pela descrição, Fauce de Ébano (o Lula Molusco) tem habilidades mentais que fazem com que ele não tenha a confiança nem mesmo de seu mestre. Pelo que ele faz com o Doutor Estranho, tem-se a impressão que além de telecinético, ele também é um telepata, o que explica a forma com que ele subjuga Strange na nave Donuts.



Corvus Glaive (que a meu ver É A CARA do Duende Macabro!) é o peguete da Próxima Meia-Noite, e além de ser superforte e resistente, possui a lâmina capaz de cortar qualquer matéria, o que explica como ele faz para inutilizar os poderes de intangibilidade do Visão. Apesar disso, ele toma um cacete do Capitão América, o que prova que sem sua lança, ele é bem merdinha.


Falando no diabo, Próxima Meia-Noite (que porra de nome escroto!) além de habilidosa na arte da porradaria (ela dá um sacode na Viúva Negra, na Okoye vivida pela Danai Gurira, e na Feiticeira Escarlate AO MESMO tempo!) é dito que ela possui os poderes de uma supernova E DE um buraco negro na lança forjada pelo próprio Thanos, mas não me lembro de ter visto ela usar isso no filme. Aliás, quando a Ordem Negra se junta nem dá pra distinguir bem eles, que dirá suas armas! Seja como for, é bonito de se ver a pilha que a alienígena pega da Viúva Negra depois de ser derrotada por ela em seu primeiro encontro. É o famoso “ficou boladinha!”.



Pra finalizar o quarteto, temos o grandão mongol representado pela figura do Seletor Obsidiano, que nas HQs se chama Anão Negro (porra, ANÃO???). Ele é o único que não fala um idioma inteligível, e possui uma espécie de martelo retrátil por uma corrente que ele usa feito uma maça para bater nos adversários. Embora seja sinistrão, deu aquela vontade de ver o Banner se transformando no Hulk só para vê-lo limpar o chão com a cara desse alien de merda, né? 



Seja como for, o Homem de Ferro encara bem o feioso com sua armadura overpower, e pouco antes de Thanos chegar a Wakanda ele acaba tendo o que merece. A única questão é: O grandalhão perde um braço quando o Doutor Estranho usa um de seus portais de teletransporte para impedi-lo de os alcançar, como ele aparece inteiro de novo em Wakanda?

THOR

Se o Thor morresse nesse filme eu sinto que ele teria cumprido seu papel com GARBO E ELEGÂNCIA, porque de todas as suas participações no universo Marvel, essa com certeza é a mais histórica


Convenhamos que Thor 1 é um dos filmes mais fracos do MCU, apesar de ter servido para nos apresentar mundos paralelos, algo que ainda não tínhamos visto com o universo tecnológico de Homem de Ferro e a ciência por trás do Capitão América. Thor 2 é tão esquecível que talvez eu tenha que assistir uma quinta vez para poder me lembrar das cenas, e Thor 3, apesar de ser o melhor deles, é uma galhofa SEM FIM que nos faz cagar e andar para tudo que acontece durante sua projeção. A participação do loirão nos dois Vingadores é bem pontual, tem a luta dele contra o Hulk no primeiro e ele se equiparando em poder ao Ultron no segundo, mas nada que a gente possa dizer “Noooossa”. Em Guerra Infinita, após todos os acontecimentos de Ragnarok, ele é um cara que não tem mais nada a perder, e que usa do sentimento de vingança para ir até Nidavellir forjar a arma definitiva para acertar as contas com Thanos. 


Embora seja por trás de uma “máscara” de um cara  bem humorado, Thor está sofrendo em Guerra Infinita, e seu embate final contra Thanos, já em Wakanda, mostra que ele está com sangue no zóio (ou nos “zóios”), colocando à prova o machado Rompe-Tormentas contra todo o poder do titã louco, já em posse de TODAS as joias do infinito. Embora soe incoerente ele AINDA precisar de uma arma para canalizar o poder de Odin que agora corre em suas veias (e isso ficou claro que NÃO ERA mais necessário em Thor Ragnarok), foi bacana vê-lo quase se sacrificar para forjar talvez a última arma que poderia matar Thanos com toda sua divindade. 


Em dez anos de filmes, essa foi a melhor participação de Thor no cinema, e Chris Hemsworth mostrou que sabe SIM fazer cenas emocionantes, tanto conversando com Rocket à caminho de Nidavellir ou ao encarar Thanos, após atingi-lo quase fatalmente. Devia ter acertado na cabeça, Thor. NA CABEÇA!!

HOMEM ARANHA

Eu já devo ter escrito aqui que eu não curti muito essa abordagem Marvel de Peter Parker ser excessivamente ligado a Tony Stark, dependendo inclusive que seu armamento seja criado pelo gênio, bilionário, playboy e filantropo, mas quem sou eu na fila do pão pra reclamar de algo assim, não é mesmo? Eu já tive que encarar um Peter Parker que pratica bullying, que anda de skate e que ouve Coldplay!



Homecoming é um filme muito bom para o personagem, mostrou que a Marvel conseguiu distanciar o personagem de tudo que já tinha sido criado nos cinemas com ele (saudades Sam Raimi!) e ainda conquistar novos fãs. A meninada simplesmente AMA o Homem Aranha de Tom Holland, e ele é de longe o melhor Amigão da Vizinhança personificado no quesito simpatia e humor. Sim, o Aranha dos gibis falaria aquelas merdas que ele diz enquanto o Doutor Estranho o teletransporta de um lado para o outro para que ele batesse no Thanos, e SIM aquilo é muito Homem Aranha!



O que estraga mesmo o Aranha da Marvel é essa dependência que ele tem de Tony Stark, o que diminui PRA CARALHO o personagem, quase ao ponto dele não saber fazer nada sozinho, sempre pedindo autorização, sempre achando que está descumprindo regras estabelecidas pelo Stark. A questão que o Doutor Estranho se faz “qual é a relação entre vocês? Ele é seu estagiário?” é a mesma que NÓS nos fazemos. Após Homecoming era esperado que o Aranha acabasse ganhando alguma autonomia, mas isso não acontece, e a despedida do personagem NÃO FOI comovente a meu ver. Como fã chato e velho, eu não vi ali o Homem Aranha que EU estou acostumado a ver indo embora, por isso, não me importei muito com aquele final.

GUERRA INFINITA

Eu vi o filme DUAS VEZES no cinema, e veria mais uma vez com extrema facilidade. Guerra Infinita não é só o filme mais ousado da Marvel até aqui, como também é o filme de super-herói mais contagiante da história. Por se tratar de uma espécie de continuação dos outros 18 filmes, começa a 100 km por hora, e só depois que nossas cabeças estão batendo no para-brisa é que a gente percebe que esqueceu de botar o cinto de segurança. Desde o quebra-pau entre Thanos e Hulk no espaço, o filme é só ladeira acima na emoção, e quando ele acaba quase duas horas depois, nós estamos estarrecidos com aquele mundo de acontecimentos que nos atingiu durante a projeção. Eu só havia saído tão empolgado do cinema ao final da sessão do primeiro Vingadores e desde então eu vinha esperando que outro filme preenchesse aquele vazio, me fizesse sentir de novo aquela emoção. Star Wars – O Despertar da Força quase conseguiu isso, mas foi com Guerra Infinita que eu voltei a me sentir como aquele moleque ranhento que tremia lendo a Morte do Superman pela primeira vez ou que ficava estarrecido vendo o Homem de Ferro sendo feito em pedaços pelo Poder de Fogo. Guerra Infinita é quadrinhos do começo ao fim, e não tem como ficar impassível diante de tudo que os irmãos Russo, Alan Silvestri e toda a equipe da Marvel Studios foram capazes de nos presentear. Filme foda!

VINGADORES 4

Eu achava que eu sabia o que ia acontecer nos dois filmes depois que li o roteiro vazado que jogaram na internet, mas depois que cada teoria falha foi derrubada ao final de Guerra Infinita o futuro é quase uma incógnita.

Sabemos que a Capitã Marvel (Brie Larson) vai ter papel importante nesse futuro, mas não sabemos exatamente em que nível, já que só vamos conhecer essa mulher em 2019, quando estrear seu filme solo. Não temos uma base nem nas HQs, já que Carol Danvers nunca peitou o Thanos antes, nem mesmo na fase do Infinito escrita por Jim Starlin. Na época, a personagem estava num ostracismo foda, primeiro colocada em coma pela Vampira dos X-Men, que absorveu seus poderes krees, e depois sumida pelo espaço com os poderes da Binária, junto dos Piratas Siderais. Potencial ela tem, já que seus dons advém da tecnologia kree e do próprio Capitão Marvel, o falecido herói cósmico que saía no braço com o Thanos dia sim, dia não. A expectativa aumentou muito em ver o filme da Capitã, já que é muito importante para Vingadores 4 o que vamos descobrir no filme solo da moça que estreia no dia das mulheres de 2019.

  
Outra coisa que sabemos é que DIFICILMENTE Pantera Negra, Homem Aranha e os Guardiões da Galáxia ficarão mortos, já que eles fazem parte de franquias muito rentáveis para a Marvel e que representam, de certo modo, o futuro cinematográfico. Enquanto os Vingadores originais estão prontos para passarem o bastão para os novatos, é muito difícil que um filme do Pantera Negra e um filme do Homem Aranha seja tudo que iremos ver dos dois heróis em dez anos de lançamentos. Sem falar que os Guardiões merecem PELO MENOS um fechamento digno com uma trilogia. Nada mais justo que Vingadores 4 comece com os principais personagens (os que deram início ao MCU!) fazendo de tudo para salvar o universo, e entregando, ao final do mesmo, o posto para os NOVOS Vingadores. Seria uma despedida digna dos Maiores Heróis da Terra. Ou vocês acham mesmo que vamos passar dez anos sem ouvir um AVANTE VINGADORES na telona?

Por falar em frases de efeito... HULK ESMAGA! Não tenho dúvidas que guardaram o melhor Hulk para o desfecho da saga. Dou um dente da frente se não vamos chorar no cinema em 2019 vendo o Gigante Esmeralda ARREBENTANDO de porrada o Thanos na maior revanche desde que o Rocky venceu o Apolo Creed nos cinemas Em Rocky 2!


Nota: 9,8 (10 só mesmo o 1º Vingadores!)

NAMASTE!

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