4 de junho de 2025

Top 10 - Maiores desenhistas do Homem-Aranha

Top 10 Melhores desenhistas do Homem-Aranha


Em 2010, no primeiro ano do Blog do Rodman, eu me dediquei a elencar os 10 maiores artistas que já tinham passado pelas páginas do Amigão da Vizinhança e, por muito tempo, esse post ficou entre um dos mais visitados do site. (Teve até gente que copiou o texto na íntegra para postar por aí sem eu nem saber!)

Para comemorar os 15 anos do Blog e os 63 anos do Homem-Aranha, decidi reeditar o post com parte do texto original e novas imagens para adaptá-lo para os dias atuais. 

Sigam-me os bons!

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10 - TODD MCFARLANE

Top 10 Melhores desenhistas do Homem-Aranha


Todd McFarlane nasceu em 1961, em Calgary, Canadá, e após rápidas passagens pelos títulos do Incrível Hulk — ao lado do roteirista Peter David — e de ilustrar a minissérie Batman Ano 2 — escrita por Frank Miller — a sua carreira deslanchou quando ele assumiu a revista do aracnídeo, a partir do nº 298 de Amazing Spider-Man.

McFarlane causou uma verdadeira revolução no visual do Homem-Aranha com seu traço um tanto quanto caricato e exagerado, e definiu uma linha que seria seguida pelas próximas gerações de desenhistas.

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As posições em que ele desenhava o Aranha, todo encurvado, sombrio e, por vezes em perspectivas inimagináveis até então, levaram o artista à fama rapidamente. Ele caiu no gosto popular fazendo com que a Marvel criasse um segundo título para o personagem cujo nº1 figura até hoje, como uma das HQs mais rentáveis da história.

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O traço ultra-estilizado de Todd McFarlane

Além do fluido de teia trançado cujo design é sua marca e que nunca mais deixou de ser usado nas HQs, os olhos da máscara do Aranha imensamente grandes — até então o personagem nunca havia sido retratado assim — e da curvatura que o assemelhava mais a uma aranha de verdade, McFarlane é também responsável pelo desenvolvimento do personagem Venom e de toda a onda de violência que se seguiu nos quadrinhos dos anos 90 por causa desse sucesso estrondoso.

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Eu, particularmente, fui um desses fãs "babões" da arte de McFarlane durante a adolescência, e houve uma época em que se as revistas não fossem desenhadas por ele não atraíam tanto a minha atenção. A enxurrada de capas desenhadas pelo cara naquela época em que eu comprava revistas nos sebos era impressionante, e muitas delas eu adquiri apenas por isso, pela capa.

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Ah, a doce inocência! Atualmente eu prefiro artistas mais realistas como Steve Epting, Gabrielle Dell' Otto e por aí vai.

9 - RICH BUCKLER

 
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Rich Buckler nasceu em 06 de fevereiro de 1949, e é um veterano na arte dos quadrinhos*, já tendo trabalhado com praticamente todos os personagens da Marvel e da DC, criando inclusive muitas capas. Sua passagem pela revista do Homem-Aranha foi breve, porém, intensa.

Ao lado do roteirista Peter David**, desenhou uma das mais memoráveis histórias do personagem conhecida apenas como "A Morte da Capitã Jean DeWolff". Tenho as duas edições brasileiras em que esse arco foi publicado e a história é um fantástico thriller policial com muito suspense e um desfecho estrondoso em que o Aranha é obrigado a enfrentar o Demolidor

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A Morte da Capitã Jean DeWolff

Os desenhos de Buckler criam o cenário perfeito para a trama, e seu Aranha é esguio e ágil, diferente do Demolidor, que apesar de ser um acrobata, aparece mais truculento nos traços do artista.

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O traço inigualável de Rich Buckler


Gosto muito da arte de Buckler, e desenhistas como ele deveriam ser usados como referência para as novas gerações. Eu tinha um pôster com uma capa do Aranha de uniforme negro desenhado por ele, e era meu xodó***.

* Rich Buckler faleceu sete anos após a publicação desse post, em maio de 2017.

** Peter David faleceu recentemente, em 2025, e o Blog do Rodman prestou uma homenagem ao roteirista.

*** Aqui, o Rod Rodman do passado se equivocou ao confundir Rich Buckler com Charles Vess, um dos capistas mais fenomenais que passaram pelos títulos do Aranha. A capa a que eu me referia é a que aparece abaixo:


Spider-Man por Charless Vess
Capa de Charles Vess


8 - MARK BAGLEY


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A molecada que acompanha o Homem-Aranha hoje em dia — em especial a versão Ultimate  está acostumada com o visual do personagem criado por Mark Bagley, esse alemão naturalizado americano que nasceu em 07 de agosto de 1957. 

Praticamente todos os produtos que foram lançados nos anos 90 com o aracnídeo, após a era McFarlane, tinham a aparência do Homem-Aranha magrelo estilizado por ele, e que, na minha opinião, é um dos melhores já desenvolvidos. 

Os jogos lançados pela Marvel em parceria com a Capcom usavam os desenhos de Bagley como referência, e por muito tempo era assim que ele ocupava o imaginário dos fãs.

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Bagley começou sua carreira desenhando Os Novos Guerreiros que eram roteirizados por Fabian Nicieza. Após sua saída do título, ele ocupou a vaga deixada por Erik Larsen — na época, um aprendiz de McFarlane — nas revistas do Aranha, e ali ficou um bom período, na companhia de David Michelinie, que escrevia a maioria das histórias. 

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Tenho quase todas essas edições, e por um bom tempo ele foi meu artista favorito do personagem, pois ele criava um Aranha extremamente ágil e forte, além de cenários empolgantes recheando as páginas. A maioria dos vilões da imensa galeria do Aranha ficava bem nos traços de Bagley, exceto os mais truculentos como o Rino e o Rei do Crime

Todo mundo ficava meio "desnutrido" nos desenhos dele e, infelizmente, com o tempo essa característica começou a se tornar uma constante. 

Já na fase do Clone — a polêmica Saga do Clone do Aranha — a arte de Bagley começou a se tornar intragável para mim, e passei a preferir outros artistas que mantinham mais ou menos seu estilo anterior, como o Steven Butler, por exemplo.

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Guardo na memória aquela fase inicial de Bagley nas histórias do Aranha, e mesmo quando eu desenhava o personagem, sempre tentava copiar aqueles tornozelos finos que ele fazia. Sua arte tem sim um dinamismo incrível, ele é detalhista e sabe cumprir prazos — algo elogiável no meio profissional das HQs — e é considerado um desenhista rápido. 

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Quebrou o recorde de permanência à frente de um título que antes era de Stan Lee e Jack Kirby com o Quarteto Fantástico, e ao lado de Brian Michael Bendis fez história no título do Homem-Aranha Ultimate, onde ele refinou seu traço e alterou algumas características de Peter Parker, que deveria parecer um adolescente.

7 - MIKE ZECK


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Mike Zeck nasceu em 06 setembro de 1949 na Pensilvânia, e sua passagem pela revista do Homem-Aranha foi ainda mais meteórica do que a de Rich Buckler. Os dois artistas, inclusive, se revezaram nos títulos do personagem por um período e, quando eu ainda nem sabia distinguir muito bem desenhistas, achava que se tratava da mesma pessoa, pelo estilo parecido de ambos.

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A Última Caçada de Kraven, o principal trabalho de Zeck com o Aranha

A importância de Zeck para o Aranha é grande, porque ele não só desenhou a excelente minissérie A Última Caçada de Kraven, escrita por J.M. DeMatteis, como também é o autor dos primeiros rascunhos do uniforme negro do Aranha, que surgiu pela primeira vez em Guerras Secretas — a 1ª das grandes sagas dos quadrinhos, lançada em 1984 —, evento que envolvia todos os heróis Marvel. 

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A estreia do uniforme negro em Guerras Secretas (1984)

Ao lado de Rick Leonardi — que também desenhou e criou o concept do Homem-Aranha 2099 —, Zeck criou o uniforme preto e branco, que até hoje é meu preferido, e que mais tarde foi imortalizado por McFarlane, que criou seu Venom com base nele.

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Justiceiro vs. Homem-Aranha no traço de Zeck

Mike Zeck também trabalhou à frente do Justiceiro por muito tempo, e nos anos 90 desenhou uma minissérie em que ele aparecia ao lado do Homem-Aranha. No Brasil, a primeira edição dessa publicação vinha com um disco holográfico que fazia o Aranha "se mover" pelas paredes.

6 - RON FRENZ


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Ron Frenz nasceu dia 1 de fevereiro de 1960, em Pittsburgh, e assumiu a prancheta deixada por John Romita Jr. à frente do Escalador de Paredes em 1984. 

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Traço de Frenz emulando a arte original de Steve Ditko


Seu traço remetia aos primórdios do personagem, quando ele ainda era desenhado por Steve Ditko. Com o passar dos anos Frenz aprimorou sua técnica, e é considerado um dos grandes desenhistas do Homem-Aranha, tendo várias histórias clássicas do herói no currículo, como a primeira aventura com o uniforme negro — que ainda era um simbionte — e a emocionante "O Menino que colecionava Homem-Aranha", título que falta na minha galeria, mas no qual já dei uma olhada na Internet. 

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O menino que colecionava Homem-Aranha, uma das histórias mais comoventes do Aranha


Pra ver como Frenz esteve à frente do Aranha em uma das suas melhores fases, ele também desenhou quase todos os primeiros combates do aracnídeo com o Duende Macabro e a surpreendente batalha contra o Senhor-do-Fogo — não, não estou falando do Syd de a Era do Gelo—, ex-arauto de ninguém menos que Galactus

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O Aranha quebrando no soco o Senhor-do-Fogo

Se Mike Zeck foi o primeiro a desenhar o Homem-Aranha em seu traje negro simbiótico, Ron Frenz é o criador do uniforme, ao lado de Rick LeonardiTom DeFalco, que na época era a mente criativa da revista.

A estreia do uniforme negro na revista do Aranha com a arte de Frenz e os concepts do traje desenvolvidos por Rick Leonardi (última imagem)

Por mais que tenha sido emblemática a primeira aparição do Aranha usando a fantástica roupa negra —no Brasil saiu na edição #71 no formatinho da Abril —, e eu me lembro bem como achei aquele visual em preto e branco espetacular quando o vi pela primeira vez, a história que me lembro com maior carinho desenhada por Frenz é uma toda protagonizada apenas por PeterMary Jane, que conversam sobre o passado da moça enquanto andam pelo Central Park. 

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A história de vida de Mary Jane

Não há qualquer ação nessa história, nenhum vilão dá as caras, e é engraçado como ela surge sempre em minha mente quando penso nos desenhos de Ron Frenz. Nessa época, Peter havia acabado de se livrar do traje simbiótico, e ao fim da conversa com MJ, ele retorna pra casa e volta a vestir o uniforme vermelho e azul clássico após 6 edições com o negro.

* Devo admitir que essa referência a Era do Gelo me pegou no contrapé. Nem eu sei de onde o Rod Rodman do passado tirou essa! Heheheheh!

5 - ALEX SAVIUK


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Alex Saviuk nasceu dia 17 de agosto de 1953. Chegou à Marvel em 1986, onde ficou pelos próximos 7 anos desenhando o Homem-Aranha em seu título principal The Amazing Spider-Man e, de 1994 a 1997, assumiu o título The adventures of Spider-Man.

Certamente, Saviuk não está no hall dos maiores desenhistas do Aranha e até passa despercebido pelo grande público — eu mesmo nem sei pronunciar seu sobrenome! —, mas pra mim, ele fez parte de uma fase muito legal pelo qual o personagem passou, e eu achava a Mary Jane que ele desenhava muito linda, quase parecida com a de John Romita Sr.

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Mary Jane no traço de Saviuk
 
O seu Peter Parker usava mullets e essa característica é o que mais o distinguia dos outros artistas, além dele também inserir o olho grande na máscara do Amigão da Vizinhança e desenhá-lo curvado, quase ao estilo McFarlane. 

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O dinamismo que ele inseria nas cenas de ação e as expressões faciais de seus personagens eram excelentes. O seu Homem-Aranha era menos forte do que o de McFarlane e bem mais robusto do que o de Mark Bagley, o que funcionava como um equilíbrio bacana. Sempre preferi ele do que os horríveis Sal Buscema* e Steve Skroce, tecnicamente falando. 

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Entre as fases mais interessantes que Saviuk desenhou está a infame saga do Aranha de Ferro — que ilustra esse box —, onde o Aranha desenvolve um agente solidificador (!) com as mesma propriedades de sua teia e recobre seu uniforme, tornando-se então o Aranha de Ferro (!). 

Parece absurdo, e na verdade é. Na ocasião ele enfrentava terríveis inimigos (!) que podiam disparar esporos venenosos e dardos, e essa proteção extra lhe vinha bem a calhar. 

Por sorte, a tal "roupa de ferro" só durou algumas páginas, sendo destroçada logo em seguida.

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Aqui no Brasil, a edição de nº 150, ainda no formatinho, vinha numa capa especial ilustrada por Saviuk, e mostra o herói lado a lado com o Rosa (filho do Rei do Crime), algo que nunca acontece no interior da revista. Heheheh!

* O Rod Rodman do passado odiava os desenhos do Sal Buscema, embora reconhecesse que ele era um dos principais artistas que passaram pelos títulos do Escalador de Paredes.

4 - GIL KANE


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Não foi à toa que coloquei Gil Kane entre os quatro primeiros maiores desenhistas do aracnídeo, pois pra mim, a imagem que ele ajudou a iconizar do Homem-Aranha é uma das mais perfeitas de todos os tempos — sem falar no que esse grande artista representou para o mundo dos quadrinhos.

Eli Katz, seu verdadeiro nome, nasceu em 6 de abril de 1926 e esteve presente nos momentos áureos da história das HQs. 

Kane ajudou a modelar a Era de Prata dos Quadrinhos, e renovou conceitos de personagens da década de 40 como o Lanterna Verde e o Eléktron da DC

Na Marvel, durante a década de 60, trabalhou nas histórias clássicas do Homem-Aranha e de outros super-heróis da editora com seu estilo de traço que misturava figuras detalhadas com movimentos exagerados

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Kane e seus movimentos fluídos em perspectiva forçada

Seus personagens pareciam saltar de dentro dos quadros, e foi com ele que comecei a ver as primeiras imagens de quadros inteiros — splash pages — ou de meia página no ambiente que sempre fora todo "certinho" como era o das HQs americanas, seguindo quadro-por-quadro.

Top 10 Melhores desenhistas do Homem-Aranha

Kane desenhou a história que revolucionou não só a vida do personagem Homem-Aranha como também mudou a história dos Quadrinhos, colocando a morte de uma personagem importante como foco — hoje em dia, qualquer um que morre nas HQs volta daqui a seis meses no máximo!. 

"A noite em que Gwen Stacy morreué pra mim a melhor história que já li do Homem-Aranha. Nenhuma outra me ofereceu uma carga dramática tão grande ou uma violência tão desenfreada protagonizada por Peter Parker quanto essa. A tenho na memória quase que quadro a quadro, em especial os momentos decisivos. 

Top 10 Melhores desenhistas do Homem-Aranha
A trágica morte de Gwen Stacy, Top 1 momentos mais emotivos para o Rod Rodman nas HQs


A expressão fria de Peter em busca de Norman Osborn, a ternura com que ele protege a pobre Gwen Stacy depois de morta, a cólera com que ele espanta um policial que tenta prendê-lo e a fúria com que ele ataca o responsável pela morte de sua amada chega a ser cinematográfico. 

Gil Kane nunca fora tão feliz em criar uma obra de arte quanto o fez nessa HQ e, sinceramente, duvido que eu volte a ver desenhos como aqueles em meio a uma história tão bem narrada e impactante.

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Kane faleceu em janeiro de 2000, deixando um legado inesquecível.

3 - JOHN ROMITA JR.


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Ainda mais que seu pai, "Romitinha" — como é conhecido por aqui — com certeza é o desenhista que mais vezes e por mais tempo esteve à frente do Homem-Aranha, e também um dos mais talentosos. 

Meu primeiro gibi do Homem-Aranha — a edição #23 da Abril* — já tinha desenhos dele, e de lá pra cá, o seu nome se tornou uma constante nas páginas de abertura das revistas do aracnídeo que eu comprava.

Top 10 Melhores desenhistas do Homem-Aranha
Algumas das capas mais icônicas das HQs do Aranha desenhadas por Romitinha traziam o Duende Macabro como antagonista do herói

Em seu começo, sendo arte-finalizado por seu pai, Romitinha — que nasceu em 17 agosto de 1956 — tinha praticamente o mesmo traço que ele. Seus desenhos eram arredondados e seu Peter Parker era bem semelhante ao do "Romitão". 

Com o tempo, o artista refinou seu estilo e o tornou mais quadradão, que é como o conhecemos hoje em dia.

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O traça de Romita Jr. no começo da carreira e mais atualmente


Devo confessar que, antigamente, me desagradava aqueles desenhos mais angulosos que Romitinha fazia, e as histórias ficavam menos interessantes para o meu gosto "Markbaglyano". 

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A memorável luta entre o Aranha e o Fanático no traço do Romitinha do Antigo Testamento

Quase nunca folheava as edições 98 e 99 que no Brasil anteviam o casamento do Aranha com Mary Jane por serem desenhadas por ele, e torci o nariz quando o cara ressurgiu em meio à Saga do Clone... 

É incrível como nosso gosto sofre mudanças com o passar do tempo. Antes um Romitinha do que um Rob Liefeld** da vida!

Top 10 Melhores desenhistas do Homem-Aranha

Quando enfim a Saga do Clone passou, a Tia May voltou da morte — muito antes do pacto com o Mephisto —, Norman Osborn voltou a ficar maluco e a Mary Jane sumiu do mapa num acidente de avião (!), foi John Romita Jr. quem desenhou todas essas sagas, passando o bastão lá na frente para o brazuca Mike Deodato, que teve um certo brilho rabiscando o Cabeça-de-Teia. Mas isso já é outra história.

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Romitinha na finaleira da Saga do Clone

John Romita Jr. já passou por títulos como Demolidor, X-Men, Hulk, Wolverine e até mesmo desenhou o encontro do Batman com o Justiceiro, mas é com seu trabalho em Homem-Aranha que ele é mais reconhecido, e onde seus fãs querem que ele fique ainda por um bom tempo.

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Romitinha além do tempo: arte de 1987 e de 2023

* A edição #23 da Editora Abril que marcou o começo da minha coleção de quadrinhos mencionada pelo meu eu do passado é essa abaixo:

Top 10 Melhores desenhistas do Homem-Aranha

** Todo mundo tem o direito de ser burro e falar merda de vez em quando, por isso, eu me desculpo pelo Rod Rodman do passado ter ousado comparar John Romita Jr. com Rob Liefeld!

2 - STEVE DITKO


Top 10 Melhores desenhistas do Homem-Aranha


Eu passei algumas semanas pensando em cada artista que havia sido importante para o mundo do Homem-Aranha para modelar esse post, mas acima de tudo, sabia que o traço do caboclo deveria me agradar para que eu pudesse colocá-lo na lista... o que não era o caso de Steve Ditko.

Veja só! 

Eu ia cometer o sacrilégio, a heresia de deixar de fora do meu Top 10 simplesmente o cara que desenvolveu todo o visual que hoje conhecemos não só do Homem-Aranha, mas também de toda sua galeria de vilões e personagens coadjuvantes como a Tia MayFlash ThompsonJJ Jameson e todos aqueles que já fizeram parte dessa história. 

Top 10 Melhores desenhistas do Homem-Aranha


Quando pensei nisso, me arrependi de meus pecados e o posicionei logo abaixo daquele que considero o melhor desenhista do Homem-Aranha de todos os tempos.

Stephen J. Ditko ou Steve Ditko nasceu em 2 de novembro de 1927 em Johnston e, ao lado do próprio Stan Lee, é uma das figuras mais importantes no que diz respeito a Homem-Aranha. 

Top 10 Melhores desenhistas do Homem-Aranha

Diz a lenda que, no princípio, quando teve a ideia para sua criação, Stan Lee imaginava o Homem-Aranha um sujeito magrelo e aparentemente frágil, como todo adolescente — nerd — deveria ser, e entregou a responsabilidade da arte para o amigo Jack Kirby, que não conseguiu dar asas ao que Lee queria. 

Top 10 Melhores desenhistas do Homem-Aranha

Kirby já havia criado a concepção original do Aranha — uniforme com teias, olhos em preto e branco, teias embaixo do braço, etc., etc. — e coube a Ditko dar o toque final, já que Kirby não conseguia desenhar personagens muito magros, acostumado aos mais parrudos — Kirby inventou o Darkseid da DC

Estava criado o Amigão da Vizinhança, que teve sua estreia na revista Amazing Fantasy #15 de agosto de 1962, hoje uma raridade na mão de algum colecionador.

Top 10 Melhores desenhistas do Homem-Aranha


Tive a oportunidade de ler a primeira história do Aranha na edição de aniversário da revista do Capitão América nº 100 — da Editora Abril. Hoje os desenhos podem parecer estranhos, mas aquela história tem uma magia única e não é só por sua importância.

Top 10 Melhores desenhistas do Homem-Aranha


A arte de Ditko chegou à mim pela primeira vez numa coletânea de histórias que mostrava todos os combates do Homem-Aranha com seu pior inimigo, o Duende Verde, que saiu em duas publicações de mais de 100 páginas cada pela Abril.

Me lembro que na infância e na pré-adolescência, a nº 1 das coletâneas era minha revista preferida do pequeno acervo de pouco mais de 20 revistas que meu irmão tinha de super-heróis. Li e reli aquele gibi sem dúvida umas 20 vezes, e daí surgiu o motivo pelo qual eu não poderia deixar Ditko de fora do meu Top 10. 

Top 10 Melhores desenhistas do Homem-Aranha

Tenho um carinho muito grande por aquele passado, e pelas histórias do Aranha que fizeram parte do começo de meu interesse por HQs, e muito disso se deve a arte de Ditko*.

* Steve Ditko faleceu em 2018 cercado de mágoas e ressentimentos quanto à injusta indústria dos quadrinhos que não credita a maioria dos trabalhos a seus artistas quando esses são adaptados para cinema e TV. Parte desse ressentimento também se deu por conta de Stan Lee, que sempre à frente dos holofotes, se dizia dono e criador de todos os personagens Marvel, quando a bem da verdade a história é bem outra.

1 - JOHN ROMITA SR.

Top 10 Melhores desenhistas do Homem-Aranha


John Romita nasceu em 24 de janeiro de 1930 em Nova York e começou na Marvel desenhando o Demolidor. A pedido de Stan Lee, fez um teste inserindo o Homem-Aranha numa história do Demônio Audacioso, e o teste deu tão certo que Romita assumiu o título pouco depois da saída do icônico Steve Ditko. 

O artista impôs todo seu estilo de desenho ao escalador de paredes, tirando um pouco de sua aparente fragilidade, e deixando Peter Parker um pouco mais robusto. Então, uma nova era começou e o Aranha estava em ótimas mãos após a saída do seu criador.


Top 10 Melhores desenhistas do Homem-Aranha

Lembra daquele gibi que mencionei acima? Das histórias do Aranha contra o Duende Verde? 

Adivinha quem desenha a última história do primeiro volume? 

Sim, ele, John Romita em sua estreia na revista do escalador de paredes. 

De primeira, o talentoso artista já foi incumbido de mostrar a verdadeira face do Duende Verde, e fomos apresentados a Norman Osborn e a seu filho Harry, que aparecem pela primeira vez inseridos no universo de Peter Parker. 

John Romita Sr Duende Verde vs Homem Aranha


Nessa mesma história, Osborn descobre que Peter e o Aranha são a mesma pessoa, e começa aí toda a trama entre os dois inimigos mortais que com o passar do tempo teve várias reviravoltas.


John Romita Sr Duende Verde vs Homem Aranha


Romita também teve a honra de nos mostrar quem, afinal, era a sobrinha misteriosa da amiga da Tia May que apenas era citada na fase desenhada por Ditko: ninguém mais ninguém menos do que a estonteante Mary Jane Watson

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Mary Jane Watson por Romita Sr.

Ele também ilustrou a capa da revista do celebrado casamento entre os dois alguns anos mais tarde, e que por aqui saiu na edição de nº 100 da revista do Homem-Aranha.

Top 10 Melhores desenhistas do Homem-Aranha
O casamento de Peter e MJ


Embora Mary Jane tenha sido apresentada oficialmente apenas na fase de Romita, e de sua concorrente pelo amor de Peter, Gwen Stacy já ter aparecido na fase Ditko, foi o prestigiado autor que deu seu toque ao visual da loirinha, inserindo o famoso "arquinho" que ela usava quase sempre nos cabelos. 

Devo admitir que eu era apaixonado pela Gwen de Romita e entraria fácil na disputa pelo coração da filha do Capitão Stacy! Hehehe!


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Gwen Stacy por Romitão


John Romita é pra mim o melhor de todos os desenhistas que já passaram pelo Homem-Aranha pela fluidez de seu traço, pela ação dinâmica que ele conseguia inserir nos quadrinhos e, principalmente, pela humanidade que ele conseguia imprimir nas expressões faciais de seus personagens. 

Pra mim, o seu Peter Parker é o rosto oficial do personagem, e sempre quando vem esse nome na mente, penso logo nos desenhos de John Romita. Mesmo com aquelas costeletas ridículas que o Peter tinha nos anos 60! 

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Peter Parker de Romitão


Vida longa ao mestre*!

* John Romita Sr. faleceu em 2023 e o Blog do Rodman publicou uma homenagem a esse grande artista e criador dos quadrinhos nesse post de despedida

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Para fechar o post, gostaria de citar alguns desenhistas que não entraram na lista, mas que já tiveram a sua importância no universo do Aranha, e cujos desenhos também fazem parte de minha coleção. 

Começo por dois brazucas, Luke Ross — gosto muito dos seus desenhos quase cartunescos do final dos anos 1990 e, atualmente, mais realistas, emulando Steve Epting no Capitão América — e Mike Deodato, que desenhou a horrível saga "O Outro", mas cujo tom sombrio caiu muito bem nesse período após a saída de John Romita Jr. do título — em especial na surra que o Aranha leva do vilão Morlun

Luke Ross
Luke Ross


Mike Deodato
Mike Deodato


O falecido Mike Wieringo que participou da divertida fase Crise de Identidade em que Peter assumia novas 4 identidades enquanto o Homem-Aranha estava sendo acusado de assassinato. 

Mike Wieringo
Mike Wieringo

Alex Ross, que nos fez acreditar que poderia mesmo existir um homem de verdade por trás daquela máscara vermelha com suas pinturas ultrarrealistas de Marvels. 

Alex Ross
Alex Ross

Outro artista que merece menção é o italiano Gabrielle Dell'Otto, que deu vida ao incrível roteiro de Mark Waid em "Negócios de Família".

Gabrielle Dell'Otto
Gabrielle Dell'Otto

Ao incrível Stuart Immonen que das páginas do Homem-Aranha Ultimate ganhou a chance de desenhar o personagem também no Universo 616 ao lado dos Vingadores.

Stuart Immonen
Stuart Immonen

Olivier Coipel — um dos principais artistas de quadrinhos da sua geração — que trabalhou com o personagem em Dinastia M e depois com os Vingadores de Brian Michael Bendis.

Olivier Coipel
Olivier Coipel

Ross Andru que manteve o ritmo das publicações do Homem-Aranha numa época em que "monstros sagrados" como Gil Kane e John Romita Sr. ainda permeavam o personagem — e que desenhou o primeiro encontro entre o Homem-Aranha e o Superman nas HQs.

Ross Andru
Ross Andru

Ao injustiçado — por mim — Sal Buscema que teve uma longa passagem pelos títulos do Amigão da Vizinhança do final dos anos 1980 até o começo dos anos 2000 com alguns intervalos.

Sal Buscema
Sal Buscema


E, claro ao talentoso Mark Beachum por razões óbvias:

Mark Beachum


Não ficaram óbvias as razões de Mark Beachum ser citado??

Mark Beachum


Sei lá, pra mim ficaram bem óbvias as razões*!


Mark Beachum

* O Rod Rodman do passado com o alarme de punheta ativadaço nesse final de post! 

NAMASTÊ!

27 de maio de 2025

Impacto - Gene Ativo por Rod Rodman

Rapaz negro usando óculos de sol aparece em primeiro plano da cintura para cima. Ele está em pose clássica de boxe, com o punho direito à frente simulando um gancho. Uma energia dourada circunda o seu punho o fazendo brilhar levemente. Ele usa uma bandagem preta em volta da mão, deixando os dedos livres. A sua mão esquerda está em guarda próximo ao queixo. O personagem usa um colete de couro e calça preta. Atrás dele aparece em destaque um círculo contendo o símbolo de perigo radioativo —um trevo com três lâminas, com um círculo no centro e três raios saindo dele que indica a presença de materiais ou áreas com risco de radiação ionizante. Atrás do círculo, se percebe a silhueta do rosto de um ser carregado de energia nuclear, gritando em temperatura elevada como que queimando tudo ao seu redor.


Entre os anos 2002 e 2004, eu me dediquei a trazer à vida os meus próprios personagens super-heróicos e aquele foi um período muito divertido de criação em que usei de muito papel, lápis e caneta para rascunhar todo — ou quase todo — um universo fantástico que buscava se distanciar das minhas fanfics com os heróis Marvel e DC, mas que ao mesmo os homenageava sutilmente.

Naquele período, desenvolvi quatro personagens distintos que futuramente viriam a integrar uma equipe de heróis brasileiros, a Legião Nacional. O grupo era formado por duas moças — amigas inseparáveis cuja história já está disponível completa no Wattpad em “Rosa & Dália: O Despertar das Bruxas” — e dois rapazes. Um deles é o "Impacto" citado no título desse post.

Roger Luchetto, o Impacto, nasceu na verdade como “Explosão” devido à natureza de seus dons sobre-humanos de explodir matéria inorgânica com golpes carregados de energia cinética. Ele foi criado para ser o “Bad Boy” da equipe, o cara marrento e cabeça-quente que tenta resolver tudo no soco, justamente para se opor aos certinhos do grupo como a Dália e o Ilimitado.

Impacto em sua versão Black


Embora eu soubesse bem quem ele era e porque Roger agia de maneira tão impulsiva diante das adversidades — além do soco devastador, o seu corpo também era protegido por uma epiderme energética que o tornava praticamente indestrutível —, eu nunca pensei na origem de seus poderes, nem como o rapaz se tornou um herói casca-grossa — quase que literalmente —, ou como ele chegou às fileiras da Legião Nacional.

Em “Impacto – Gene Ativo” eu conto todo o início da aventura de Roger, desde a infância pobre no estado do Espírito Santo até a sua chegada a Santos, em São Paulo, onde boa parte da história se desenrola, e onde ele vai viver os momentos mais importantes da sua vida.

Nesse caminho tortuoso, o nosso personagem principal também vai passar pelos ringues da academia de boxe Estrela Negra — franquia já citada em “Ferina e a Geração Suprema” —, vai esbarrar no temperamental Luiz Caio Benítez — o ex-namorado tóxico de Fabiana Ferraz em “Rosa & Dália: O Despertar das Bruxas” — e vai ouvir falar de um certo geneticista que trabalha com mutação assistida, que também já foi apresentada anteriormente no universo Eclipse Books.

Ficha de personagem Impacto


Para quem ficou curioso sobre esse assunto, o termo “gene ativo” já foi amplamente citado pelo cientista inescrupuloso Maximus Valente em “Ferina e a Geração Suprema” — publicado integralmente no Wattpad — e lá são apresentados os jovens personagens de DNA alterado que serão muito importantes no futuro não só de Roger Luchetto como de toda a Legião Nacional.

Vocês nem fazem ideia do que vem pela frente.

Impacto – Gene Ativo é o segundo de três volumes que irão apresentar os personagens centrais da Legião Nacional, a equipe de super-heróis brasileiros que surge para unificar todos os personagens já criados por mim, Rod Rodman, para o selo Eclipse Books

A vindoura Legião Nacional
Alina, Pássaro Noturno, Major Brasil, Impacto, Ferina, Rosa, Dália, Disruptor e Drenagem


A história segue a cronologia do universo, se passando exatamente vinte e oito anos após a conclusão da saga de Alina Grigorescu — contada no livro "Alina e a Chave do Infinito" —, um ano após a última aventura de Henrique Harone como o Pássaro Noturno — apresentada em "Pássaro Noturno – Reikon" e poucas semanas após o fim de “Rosa & Dália: O Despertar das Bruxas”.

Mas, Rodman, eu preciso ler todos os seus livros para entender Impacto – Gene Ativo?

Não, jovem padawan. De maneira nenhuma. O livro em suas mãos é totalmente independente das demais publicações, embora esteja intimamente conectado a muitas delas. Aquilo que não for de seu conhecimento sobre o universo científico citado nele não influencia negativamente na leitura, e apenas complementa o tal universo mencionado anteriormente.

Agora, abra a sua mente e prepare-se para mergulhar de cabeça no mundo cheio de ação e drama de Impacto – Gene Ativo.

Para você que está chegando agora, seja muito bem-vindo (a). Pegue uma bebida e relaxe. E para aqueles que, porventura, já singraram os mares tortuosos da minha mente outrora, é aquilo de sempre... NAMASTE!


SINOPSE DE IMPACTO - GENE ATIVO


Roger Luchetto nasceu em Serrano, uma cidadezinha do Espírito Santo, e estuda Jornalismo enquanto treina boxe nas horas vagas na tradicional academia Estrela Negra.

Impulsivo e temperamental, ele encontra no esporte uma válvula de escape para os traumas de infância e a pobreza que enfrentou após o abandono do pai — um milionário diretor de uma siderúrgica.

Prestes a se formar e estagiando numa revista semanal, Roger recebe a chance da sua vida: investigar um caso de corrupção política ligado a um projeto científico em Santos, no litoral paulista.

Determinado a conquistar seu lugar entre os grandes nomes do jornalismo, o rapaz parte para a cidade litorânea sem imaginar que um acidente em um laboratório de pesquisas mudará sua vida para sempre.

Agora, dotado de poderes que mal compreende e envolvido numa conspiração que chega aos altos escalões da cidade, Roger terá que lutar por sua vida — e pela de muitos outros — quando uma criatura feita de energia radioativa ameaça destruir uma comunidade carente de Santos.

Impacto – Gene Ativo é um thriller eletrizante, repleto de ação, ficção científica e reviravoltas. Prepare-se para mergulhar de cabeça no universo Eclipse Books e ser impactado pelo mais novo livro de Rod Rodman.

O livro já está completo e gratuito na plataforma Wattpad. Link de acesso na capa ao final desse post. 



LIVROS ECLIPSE BOOKS EM ORDEM CRONOLÓGICA:

Alina e a Ordem do Portal de Fogo

Alina e a Ordem do Portal de Fogo

Alina e o Concílio de Sangue

Alina e o Concílio de Sangue

Alina e a Chave do Infinito

Alina e a Chave do Infinito

Pássaro Noturno – A Saga da Corporação


Pássaro Noturno – A Saga da Corporação

Pássaro Noturno – Máquina Brutal

Pássaro Noturno – Máquina Brutal

Pássaro Noturno vs. Major Brasil

Pássaro Noturno vs. Major Brasil

Ferina e a Geração Suprema

Ferina e a Geração Suprema

Pássaro Noturno - Reikon

Pássaro Noturno - Reikon

Rosa e Dália: O Despertar das Bruxas capa

Rosa & Dália: O Despertar das Bruxas

Impacto Gene Ativo capa

Impacto - Gene Ativo

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Esse post foi patrocinado por Drachen Motors e UniSan - Universidade Federal de Santos.

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NAMASTE!

26 de maio de 2025

O adeus a Peter David

Adeus Peter David

"Não existem finais felizes. Nunca. Eles são totalmente inventados por escritores de ficção que escolhem terminar a história com um ponto alto".

PETER DAVID 


Foi divulgado recentemente na mídia especializada o falecimento de um dos mais talentosos e reverenciados roteirista de histórias em quadrinhos, o incrível Peter David, aos 68 anos.

Nascido em 1956 no estado de Maryland, teve uma passagem muito marcante por duas das editoras mais famosas do mundo. Para a Marvel, no final dos anos 1980, redefiniu o personagem Hulk e modernizou muitos dos conceitos criador lá nos anos 1960 por Jack Kirby e Stan Lee.

Ao lado do desenhista Todd McFarlane, escreveu algumas das histórias mais emblemáticas com o Hulk cinza e criou o Senhor Tira-Teima, uma das personalidades mais sacanas de Bruce Banner que era o leão-de-chácara de um poderoso criminoso da cidade.

O Sr. Tira Teima com várias mulheres seminuas na primeira foto. Ao lado do Caolho na segunda foto.


Para o Homem-Aranha, ele escreveu um dos arcos mais memoráveis da minha vida que foi a Morte da Capitã Jean DeWolff — que eu já devo ter citado algumas vezes por aqui, e uma das imagens dessa HQ está até no banner principal do blog.

Na época dos formatinhos da Editora Abril, essa história chegou às minhas mãos quando eu devia ter uns 11 ou 12 anos. A narrativa era muito mais séria e dramática do que eu estava acostumado a ler com o meu super-herói favorito e acho que foi isso que me marcou tanto.

a morte da capitã Jean DeWolff


No enredo, um assassino mascarado denominado “Devorador de Pecados” começa a matar figuras públicas da cidade de Nova York, colocando o Homem-Aranha e o Demolidor em uma investigação conjunta para descobrir a real identidade do criminoso, além de frear as suas ações.

Para Peter Parker, a coisa é levada para o lado pessoal quando o Devorador mata a capitã de polícia Jean DeWolff — uma de suas únicas aliadas dentro do departamento — e, quando mais tarde ele tenta matar Betty Brant, a secretária de J.Jonah Jameson — que era o verdadeiro alvo do cara — e antigo affair de Peter.

Para Matt Murdock, é seu lado advogado que fala mais alto. Uma das vítimas é um juiz com quem ele já havia trabalhado antes e o herói cego sai pela cidade em seu uniforme de Demolidor na intenção de prender o Devorador de Pecados e fazer com que a justiça seja cumprida.

Para Peter, no entanto, é o sentimento de vingança que fala mais alto, o que coloca os dois vigilantes em lados opostos, os fazendo, inclusive, sair no soco para provar o seu ponto.

Demolidor tenta impedir o Homem-Aranha


A luta entre os dois me marcou bastante também porque foi a primeira vez que vi o Aranha levando a pior. Peter David criou um roteiro de cinema em duas poucas edições — na Abril, a nº 87 e 88 do Homem-Aranha — e aquilo foi o bastante para deixar o pequeno Rod Rodman impactado para o resto da vida.

Formatinhos da Editora Abril do Homem-Aranha


Ainda falando de Homem-Aranha, mas de um futuro muito distante, agora ao lado do talentoso artista Rick Leonardi, Peter David desenvolveu todo o conceito do Homem-Aranha 2099.

Naquele tempo, nada sequer parecido tinha sido desenvolvido pela Marvel e foi um choque positivo muito grande ver as primeiras páginas da versão futurista do Escalador de Paredes que não era mais Peter Parker e sim Miguel O’Hara.

Miguel O'Hara como Homem-Aranha


Para um moleque de doze anos todo o visual cyberpunk do Aranha 2099 era muito massa e é claro que eu fiquei maluco para ler mais sobre o universo onde aquele cara vivia. Por falta de grana, eu não consegui acompanhar os gibis onde eram lançadas as suas histórias no período, e só muitos anos mais tarde é que consegui comprar um encadernado da Panini onde todo o primeiro arco foi lançado. 

Homem-Aranha 2099 no traço de Rick Leonardi


E sim, a nostalgia bateu forte.

Nos anos 1990 os X-Men eram o carro-chefe da Marvel e tudo que era lançado nas bancas com o "X" na capa vendia horrores.

Peter David ficou a cargo de escrever a nova versão do X-Factor e deu àqueles mutantes de time "B" da Marvel uma profundidade que ninguém mais tinha pensado em dar. 

X-Factor de Peter David


É roteiro de David uma das passagens mais legais do Mercúrio onde o velocista explica numa sessão de terapia como é entediante o mundo à sua volta, já que ele enxerga como se tudo estivesse em câmera lenta o tempo todo.

Mercúrio e o mundo em câmera lenta


Enquanto os X-Men saíam na porrada dia sim, dia não com o Magneto fazendo pose de halterofilista, os X-Factor estavam mais preocupados com a sua saúde mental e como os seus poderes podiam afetar as pessoas ao seu redor. Esse arco é muito bom.

De volta ao Hulk, em parceria com outro artista já saudoso, o George Pérez, Peter David deu vida também ao arco “Futuro Imperfeito”, onde o Bruce Banner do presente é obrigado a viajar para o futuro a pedido de um Rick Jones idoso e enfrentar a sua versão déspota imortal, o terrível Maestro.

Hulk no Futuro Imperfeito


Esse também foi outro arco que eu demorei a ler, mas que me conquistou de uma maneira muito rápida e que me fez entender porque era tão aclamada à época de seu lançamento.

Adeus a Peter David


Pulando o muro das editoras e falando um pouco de DC, Peter David também revolucionou alguns dos personagens mais conhecidos de lá, em especial o Aquaman.

Se hoje lembramos da figura do Rei da Atlântida como um sujeito casca-grossa, cabeludo e porradeiro, isso se deve à repaginada que Peter David deu ao personagem ali pelo final dos anos 1990.

Quem não se lembra daquela imagem icônica do Arthur cabeludo e barbudo com um gancho no lugar da mão decepada?

Aquaman sem a mão esquerda


Ninguém levava esse personagem a sério até aquele momento — um cara que se comunica com peixes! —, e foi com base nos roteiros de David para o Aquaman que ele se tornou relevante para a DC a partir de então.

Outra grande contribuição de David para a DC foi a criação da Justiça Jovem que reuniu o Robin (Tim Drake), o Superboy (Conner Kent) e o Impulso (Bart Allen) numa mesma equipe que surgiu para substituir os Novos Titãs, que naquele fim de século — ali próximo dos anos 2000 — já não eram mais tão “novos” assim.

A Justiça Jovem


Aliás, o Impulso foi uma criação do Peter David e o personagem foi amplamente usado na animação Justiça Jovem da Warner que teve quatro ótimas temporadas e que usou muitos dos conceitos desenvolvidos pelo autor em seus diversos episódios.

A animação Justiça Jovem


É triste pensar que mesmo tendo criado tanta coisa para ambas as editoras, de ter contribuído para que tanto Marvel quanto DC faturassem milhões com seus personagens, David tenha morrido na pobreza quase completa.

Enfrentando vários problemas de saúde em decorrência a um AVC que sofreu há alguns anos, os familiares do autor precisaram recorrer a um financiamento coletivo pela internet — uma espécie de vaquinha — para poder custear os seus caríssimos tratamentos de saúde.

Adeus a Peter David


Por não haver um sistema como o SUS nos Estragos Fudidos, lá a coisa é muito mais pesada quando se trata de saúde, e ninguém que não seja milionário consegue custear esses valores.

Nem Marvel e nem DC se indignaram a pagar as despesas médicas de Peter David, mesmo ele tendo atuado por tantos anos como roteirista para as duas. No mundo do capitalismo selvagem em que vivemos, o seu nome de criador nos créditos de filmes, séries e animações aparecem bem pequenos no encerramento e isso é o máximo de “reconhecimento” que você terá por ajudar a empresa que te empregou a faturar milhões às suas custas.

Que descanse em paz, Peter David. As suas histórias ficarão para sempre em nossa memória.

NAMASTÊ!

17 de abril de 2025

The Walking Dead - Temporada 8 Review

The Walking Dead season 8


E não é que depois de um tempão, eu percebi que esqueci de fazer o review da oitava temporada de The Walking Dead para o Blog do Rodman?

Não que alguém tenha percebido ou sentido falta, mas como sou meio paranoico com esse negócio de sequência, decidi cobrir essa lacuna — até porque estou assistindo a nona temporada no Disney + e pretendo trazer as minhas impressões sobre ela no futuro.

Se houver futuro...

Sigam-me os bons!

💀

A oitava temporada de The Walking Dead é aquela fase em que a série parece ter entrado no modo automático e esqueceu de onde guardou o manual da emoção. O famoso arco “Guerra Total” — Rick vs. Negan — tinha tudo pra ser épico, mas acabou se arrastando mais do que um zumbi em dia quente.

O roteiro? 

Cheio de tiroteios sem mira, diálogos de efeito que parecem retirados de um curso intensivo de frases motivacionais e reviravoltas que, às vezes, soam tão forçadas quanto sorriso de foto de formatura.

Vamos de resumo sobre o que melhor — ou pior — aconteceu ao longo dos episódios.

A Guerra Contra Negan (Ou: "Por Que Ninguém Mira Direito?")

The Walking Dead season 8


A tão esperada guerra entre Rick (Andrew Lincoln) e Negan (Jeffrey Dean Morgan) finalmente começou, e com ela vieram:

  • Tiros, muitos tiros – Sério, parece que todo episódio tinha um tiroteio, mas ninguém nunca acertava ninguém (até o momento dramático).
  • Estratégias questionáveis – Rick e companhia planejando ataques como se fossem experts em guerra, mas no final tudo virava confusão e explosões aleatórias.
  • Negan e seu charme irritante – Jeffrey Dean Morgan continua roubando a cena, mesmo quando está fazendo discursos no meio de um campo minado (literalmente) e seu personagem segue tão afiado com sua Lucille quanto com as suas piadas de tiozão sádico.
  • Rick se divide entre olhar pensativo pro horizonte e dar discursos que, sinceramente, nem o Carl (Chandler Riggs) aguentava mais.

Mortes? Quase Nenhuma (Até Que...)

Falando em Carl…

A temporada prometia "mortes impactantes", mas levou um tempão para alguém importante cair. Quando finalmente aconteceu... #RIPCarl. Foi triste, inesperado e deixou todo mundo puto – principalmente porque ele era um dos poucos personagens que ainda tinham um coração e com a qual a molecada mais jovem se identificava ao assistir a série.

The Walking Dead season 8
Chandler Riggs (Carl) e a sua versão nas HQs


Nos quadrinhos, ele é um dos únicos personagens que permanece vivo de ponta a ponta entre as 193 edições de The Walking Dead e a sua eliminação na série se deu por questões de bastidores envolvendo os pais do ator Chandler Riggs que, por conta disso, não poderia mais participar das gravações.

The Walking Dead season 8
Nas HQs Carl adulto e pai de família


Em detrimento à morte de Carl, também tivemos nessa temporada:

  • Ações Repetitivas (Ou: "Já Vimos Isso Antes?")
  • Personagem se separa do grupo.
  • Personagem quase morre.
  • Personagem é salvo no último segundo.
  • Repita por 16 episódios.
  • Ah, e não podemos esquecer dos flash-forwards misteriosos do Rick velho, que só serviram para deixar todo mundo confuso até o final.

Destaques (Porque Nem Tudo Foi Ruim)

The Walking Dead season 8


Simon (Steven Ogg) sendo um vilão subestimado – O cara era tão cruel que até o Negan deu uma segurada nele.

The Walking Dead season 8


Eugene (Josh McDermitt), o mestre da sobrevivência — De cientista medroso a fabricante de balas do Negan, ele provou que, no apocalipse, até os nerds viram badasses (ou traidores, depende do ponto de vista).

The Walking Dead season 8


A redenção de Morgan (Lennie James) – Depois de ficar maluco, voltar ao normal e depois quase enlouquecer de novo, ele finalmente foi para Fear the Walking Dead. Paz, Morgan!

Veredito Final: 6/10 (Mas Com Muita Poeira Nos Dentes)

A 8ª temporada teve momentos legais, mas também muita enrolação. A guerra poderia ter sido resolvida em metade dos episódios, e algumas decisões dos roteiristas (como matar o Carl) ainda doem. Mas, no fim, ainda deu vontade de ver o que vem depois — mesmo que só para descobrir se alguém finalmente vai tomar um banho nessa porra de série.

The Walking Dead season 8


No fim das contas, a temporada 8 é tipo aquele amigo que sempre promete que "vai ser diferente esse ano" — começa empolgante, entrega algumas boas cenas de ação e emoção aqui e ali, mas no geral parece que a criatividade pegou carona com o Glenn na temporada passada e não voltou.

Vale a pena assistir?

Se você já sobreviveu até aqui, claro que vale! Mas prepare-se para testar a paciência e torcer pra que os roteiristas encontrem um mapa melhor que o GPS quebrado que usaram nessa temporada.

P.S.: Tenho certeza que você, assim como eu, não se esqueceu o que Negan fez com o Abraham e com o Glenn na temporada passada e ficou injuriado com o destino dado a ele pelo Rick.

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Review das temporadas anteriores no Blog do Rodman:

TEMPORADA 1

TEMPORADA 2

TEMPORADA 3

TEMPORADA 4

TEMPORADA 5

TEMPORADA 6

TEMPORADA 7

NAMASTÊ!

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