Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens

24 de janeiro de 2025

Rosa e Dália: O Despertar das Bruxas

Rosa e Dália: O Despertar das Bruxas


No começo do século — que alguns chamam de início dos anos 2000 —, eu desisti de desenhar as minhas próprias fanfics com heróis Marvel e DC e passei a me dedicar mais a criar os meus próprios personagens heroicos, desenvolvendo não só a sua origem, como também a sua personalidade, uniformes e poderes.

A ideia era, desde o início, apresentá-los individualmente em seus próprios títulos para só mais tarde juntá-los dentro de um universo coeso onde eles pudessem, é claro, interagir entre si. Como a uma "liga", um "esquadrão" ou porque não dizê-lo a uma "legião".

Nesse período, eu coloquei no papel quatro personagens originais distintos. Eles eram brasileiros, jovens — todos na casa entre os dezoito e vinte anos —, estudantes e precisavam conversar com leitores da mesma idade que eles — e da minha própria idade na época!

Além de outros dois caracteres masculinos — que, se tudo der certo, vocês conhecerão em breve —, eu desenvolvi a minha primeira dupla de super-heroínas, a Rosa e a Dália. Elas manipulavam forças místicas, eram amigas desde a infância, possuíam traumas mal curados que as desestabilizavam emocionalmente e eram muito, mas muito poderosas.

Em meados de 2002, eu ainda arriscava fazer as minhas próprias ilustrações com papel e lápis em minha prancheta, e lembro que criei a aparência das duas protagonistas de uma só tacada. Fabiana Ferraz, a Rosa, era ruiva, tinha olhos verdes e usava um traje sem mangas e de calça comprida na cor vermelha.

Rosa by Rod Rodman


Beatriz Diniz, ou Dália, era mais mignon que a amiga curvilínea. Usava duas tranças nos cabelos negros longos, vestia um maiô na cor roxa por sobre a calça justa amarela e botas de cano longo.

Dália by Rod Rodman


Rosa representava a força — capaz de produzir esferas de fogo das mãos —, enquanto a Dália defendia o poder da mente — mais afeita à telecinese e otras cositas más que só alguém com um superpoder místico é capaz de fazer.

Rosa e Dália by Rod Rodman


O capítulo envolvendo a lembrança da peça de teatro em que ambas as meninas, ainda em sua infância, encenam no colégio uma fábula que dá nome a suas personas heroicas — Rosa e Dália — foi escrito há bem mais de quatorze anos e pegou poeira sem conclusão em meu drive de arquivos por todo esse tempo, sem ter uma chance de ganhar a luz do dia.

Além do ponto inicial da sua origem, eu ainda desenvolvi nessa mesma época toda o plot envolvendo a bruxa peruana que "dava os poderes" às duas. Antes mesmo de pensar em Alina Grigorescu e em seus livros, já havia uma Pietra Del Cuzco e, na minha mente de jovem escritor, ela sempre estivera intimamente ligada aos poderes místicos mais tarde conquistados por Fabi e Bia. Só muito tempo depois é que resolvi ligar a herdeira dos incas também à vampira romena e a sua passagem conturbada pela América do Sul (vista em "Alina e a Ordem do Portal de Fogo").

Pietra Del Cuzco


Quando concluí parcialmente os dois primeiros arcos de origem do Pássaro Noturno — que pertence ao mesmo universo de Rosa e Dália — e consegui introduzir a trilogia de Alina da Valáquia, achei que devia a mim mesmo continuar a história das minhas antigas personagens, voltando, então, a escrever o livro a que vocês têm acesso nesse momento.

Rosa & Dália: O Despertar das Bruxas é o primeiro de três volumes que irão apresentar os personagens centrais da Legião Nacional, a equipe de super-heróis brasileiros que surge para unificar todos os personagens já criados por mim, Rod Rodman, para o selo Eclipse Books. A história segue a cronologia do universo, se passando exatamente vinte e oito anos após a conclusão da saga de Alina Grigorescu — contada no livro "Alina e a Chave do Infinito" — e apenas um ano após a última aventura de Henrique Harone como o Pássaro Noturno — apresentada em "Pássaro Noturno – Reikon".

Mas, Rodman, eu preciso ler todos os seus livros para entender Rosa & Dália?

Não, jovem padawan. De maneira nenhuma. O livro em suas mãos é totalmente independente das demais publicações, embora esteja intimamente conectado a muitas delas. Aquilo que não for de seu conhecimento sobre o universo místico citado nele não influencia negativamente na leitura, e apenas complementa o tal universo mencionado anteriormente.

Rosa e Dália by Rod Rodman




Agora, abra a sua mente e prepare-se para mergulhar de cabeça no mundo fantástico de Rosa & Dália: O Despertar das Bruxas.

Para você que está chegando agora, seja muito bem-vindo. Pegue uma bebida e relaxe. E para aqueles que, porventura, já singraram os mares tortuosos da minha mente outrora, é aquilo de sempre... NAMASTE!

Sinopse Rosa & Dália: O Despertar das Bruxas:


Fabiana Ferraz e Beatriz Diniz são amigas inseparáveis desde a infância. Motivadas pelo sonho de estudar Arqueologia e pelo desejo de se aventurar pelo mundo, elas embarcam em uma emocionante expedição universitária a Machu Picchu, no Peru. Lá, munidas apenas de sua curiosidade e argúcia, as duas descobrem uma atmosfera ainda mais fantástica do que imaginavam, permeada por magia, misticismo e mistérios indizíveis.

Após uma inesperada queda nas catacumbas peruanas, as brasileiras acabam chegando a um templo inca sob a antiga Cidade Perdida, totalmente oculto dos olhos humanos. Ali, elas se deparam com Pietra Del Cuzco, uma intrigante bruxa bicentenária que desperta nelas um poder ancestral, conectando-as a um passado longínquo e modificando para sempre sua percepção da realidade.

Ao aceitarem seu destino místico, Fabiana e Beatriz enfrentam o grande desafio de deter os planos malignos de Iolanda Columbus, uma poderosa bruxa espanhola que é a líder do autoproclamado Pacto das Sete — um clã formado pelas mais temíveis manipuladoras místicas do mundo. Iolanda busca implacavelmente pelo Tomo de Enoque, um livro milenar cujas páginas ocultam os segredos do universo. Em posse do artefato, a malévola mulher e as suas aliadas pretendem conquistar o poder ilimitado concedido por quem o detém, remodelando, assim, a própria realidade em que vivem.

Armadas com seus novos poderes, as jovens bruxas brasileiras terão que dominá-los totalmente antes de enfrentar Iolanda e proteger a frágil barreira entre o mundo físico e o metafísico.

Conseguirão as jovens bruxas desvendar os mistérios do passado e impedir que o mundo seja dominado pelas trevas?


Clique na imagem abaixo para acessar o livro que está disponível gratuitamente na plataforma Wattpad, assim como todos os demais volumes do selo Eclipse Books:

Rosa e Dália: O Despertar das Bruxas


LIVROS ECLIPSE BOOKS EM ORDEM CRONOLÓGICA:

Alina e a Ordem do Portal de Fogo


Alina e a Ordem do Portal de Fogo

Alina e o Concílio de Sangue


Alina e o Concílio de Sangue

Alina e a Chave do Infinito


Alina e a Chave do Infinito

Pássaro Noturno – A Saga da Corporação




Pássaro Noturno – A Saga da Corporação

Pássaro Noturno – Máquina Brutal




Pássaro Noturno – Máquina Brutal

Pássaro Noturno vs. Major Brasil




Pássaro Noturno vs. Major Brasil

Ferina e a Geração Suprema


Ferina e a Geração Suprema

Pássaro Noturno - Reikon


Pássaro Noturno - Reikon


6 de janeiro de 2025

Review O Segredo das Fadas

O Segredo das Fadas

O Segredo das Fadas Flávia Saldanha


“Cada vez que uma criança diz ‘eu não acredito em fadas’, uma pequena fada cai morta em algum lugar”.

J.M. Barrie

Eu acredito em fadas!

Uma terrível maldição foi lançada por uma bruxa de nome Nuara sobre a Cidade das Fadas, obrigando o general Johan e sua esposa, Lara, a abrirem mão de sua herdeira recém-nascida, Lilian. Vinda ao mundo nos limites entre o reino das fadas e a terra dos humanos, a pequena criança não deve retornar para junto de sua raça até que chegue a hora certa, o que leva seus contrariados pais a buscarem uma família de lenhadores na floresta para deixá-la sob seus cuidados.

Johan escolhe um casal cuja filha nascida há menos de um mês tem a saúde bem debilitada, e a quem os curandeiros locais não dão mais do que algumas semanas de vida. Lançando um feitiço feérico em torno da casa para que nenhum humano seja capaz de ver ou ouvir o que está prestes a acontecer lá dentro, ele e a esposa invadem o quarto humilde da criança e, com o coração partido, trocam os bebês.

Em seguida, eles implantam memórias falsas na mente da mãe da menina doente no intuito de que ela não estranhe a mudança das crianças, e para que aceite que a sua moléstia, enfim, foi curada. Johan e Lara adotam a bebê humana como sua e mantêm guardas disfarçados ao redor da vila dos lenhadores a fim de que a sua verdadeira filha, sob o seu comando, seja sempre vigiada. Sem levantar suspeitas, os dois retornam para o seu reino montados em seus cavalos, e lá, tratam de curar a bebê doente com a ajuda dos seus poderosos anciões.

Johan e Lara a batizam de Helena e, a partir de então, passam a criá-la como a sua verdadeira herdeira, lhe dando tratamento de princesa, proteção e acima de tudo, amor, sem nunca perder de vista o desenvolvimento de Lilian na terra dos homens. Enquanto a bruxa se mantiver cativa por um feitiço em uma caverna, envolta em uma redoma de cristal, a menina se manterá segura e pronta para quebrar a maldição quando tiver a idade certa.

Enquanto alguns membros da comunidade da Cidade das Fadas se revoltam contra o seu general e tentam quebrar o feitiço que prende Nuara dentro da caverna, o tempo passa e, tanto Helena quanto Lilian se desenvolvem normalmente em suas respectivas moradas.

Vivendo entre fadas que possuem poderes diversos como manipulação de plantas, força sobre-humana e levitação, Helena se vê limitada por ser apenas uma criança comum, com sua vontade de fazer parte do treinamento feérico padrão sempre tolhida pelo pai, que considera arriscado para a sua integridade física que ela enfrente as demais crianças fadas em jogos de lutas e combates à mão armada.

Apesar de saber que não é como seus colegas e que não é capaz de fazer as mesmas coisas fantásticas que eles fazem durante o treinamento, Helena ambiciona se tornar forte como os outros, o que faz crescer dentro de si a vontade de servir ao exército de seu pai com a sua permissão, embora o próprio general não enxergue aquilo como algo possível de acontecer.

Enquanto isso, na floresta dos humanos, é Lilian quem se vê presa a um mundo ao qual pressente não pertencer. Embora ignore completamente a sua verdadeira origem e nem desconfie que haja uma “Cidade das Fadas” a vários quilômetros da sua casa, a menina se vê muito ligada à natureza, como a mãe biológica, Lara, que é capaz de manipular as plantas ao seu bel prazer.

O seu maior passatempo é viver se pendurando em árvores, subindo galhos cada vez mais altos para ver o mundo de cima e preocupando os pais adotivos, Holav e Cynthia, com o risco que ela corre sempre que se aventura nas alturas. Em seu âmago, a pequena menina sabe que ela é destinada a algo maior do que apenas recusar usar os vestidos que a mãe tenta induzi-la a vestir ou frequentar as feiras da cidade com o pai. E, embora ela não saiba o que o futuro lhe reserva, a sua fé na esperança de mudanças continua inabalável.

Cada qual ao seu modo, Helena e Lilian têm um propósito a cumprir em seu destino, porém, separadas por uma grande distância e vivendo em mundos onde não pertencem, as duas meninas seguem em suas buscas incansáveis para atingir esse propósito, mesmo que isso signifique trair a confiança de seus entes queridos de um modo irreversível.

 

Os personagens centrais

Helena é a criança humana que foi tirada do seio familiar a que pertencia ainda bebê e que se curou de uma enfermidade que a teria levado à morte se não fosse pela intervenção do poder das fadas.

Impetuosa e valente, a menina cresce cercada de seres fantásticos capazes de feitos inimagináveis, enquanto ela só pode observá-los de longe, impotente.

Querendo fazer parte daquele mundo a todo custo, embora saiba que o destino da Cidade das Fadas paira mesmo é sobre a sua “irmã” Lilian — a quem ela conhece brevemente durante a infância —, aos dezesseis anos, Helena pede permissão ao pai para fazer parte do treinamento feérico que, dentro da hierarquia militar do reino, serve para escolher os novos soldados do general.

Embora contrariado, e depois de mandar que os seus melhores homens a treinem como as demais adolescentes fadas, Johan permite que Helena passe pelo treinamento, e, pasmem, ela o conclui com louvor.

Em dado momento da sua vida, tentada pela presença espiritual de Nuara que parece ter conseguido se libertar de sua prisão de maneira onírica, Helena se vê cada vez mais obcecada em saber mais a respeito da sua irmã e também em descobrir se ela já desenvolveu as suas habilidades de fada, mesmo que inconscientemente.

Vendo isso como um problema, pois ainda não é chegada a hora da sua verdadeira filha quebrar a maldição e nem descobrir a sua real história de origem, Johan opta por apagar a lembrança de Lilian da mente de Helena, o que só acaba sendo revertido posteriormente outra vez graças à má influência da bruxa na mente da menina.

Agora, Helena precisa atender aos desejos de Nuara que sugere que ela tire a vida de Lilian — que, segundo a profecia, é a única capaz de libertar a Cidade das Fadas da maldição lançada pela própria bruxa — e que em paralelo, a liberte de sua prisão, oferecendo em troca poderes ilimitados que farão de Helena a comandante suprema da cidade onde cresceu.

Mas, será a filha de humanos capaz de ir contra tudo a que ela foi ensinada desde a infância apenas para saciar a sua sede de poder, pela inveja que sente por Lilian?

Lilian é uma garota simples que se diverte tendo contato constante com a natureza. Vivendo uma rotina simples ao lado da família humana, ela frequenta as feiras locais com o pai, Holav, na intenção de que ele venda o material que colhe na floresta aos demais populares. Ela tem duas grandes amigas, Anne e Jessyca, e um primo, Peter, com quem vive como gato e rato desde a infância, sempre se implicando.

Quando ela completa os seus dezesseis anos, o pai começa a temer que não possa sustentá-la e mantê-la por muito mais tempo, por isso, em acordo com a sua esposa, decide fazer um baile em sua casa onde Lilian poderá encontrar um rapaz local com quem queira noivar e, posteriormente, se casar.

A profecia a respeito da herdeira de Johan diz que ela precisa se apaixonar e se casar com a primeira criança nascida após um período de maldição imposto sobre a Cidade das Fadas. Assim, quando descobre que Holav tem planos de casar antecipadamente a sua filha na cidade dos humanos, Johan decide interferir, mandando que o rapaz prometido a Lilian apareça no tal baile para se apresentar à garota.

Quando ela conhece Daryo, a menina acaba se afeiçoando a ele, embora nada saiba a respeito de profecias. Os dois passam a ficar cada vez mais próximos e o próprio rapaz se vê surpreendido por isso, já que também não era a favor da ideia de ser forçado a casar com alguém que ele nem conhecia, e por quem ele sabia de antemão que não sentiria nada.

Ledo engano!

Nesse mesmo período, Helena acaba colocando o seu plano de dar cabo da vida de Lilian em prática e são Daryo e seus irmãos, Horan e Dant quem ajudam a proteger a vida da menina, a livrando de um terrível destino.

Dant é o irmão mais velho de Daryo e um dos soldados mais leais do general Johan. Habilidoso em combates armados ou à mão livre, ele fica responsável por parte do treinamento de Helena quando ela decide se tornar soldado de seu pai. Rapidamente, ele se torna o mestre a quem Helena mais se afeiçoa.

Atraído pela impetuosidade de Helena e desejando protegê-la de todos os males devido à sua fragilidade humana, Dant se apega mais do que o normal à filha adotiva de seu comandante e acaba se apaixonando por ela.

No dia em que revela o seu amor a ela, Dant descobre que Helena também guarda sentimentos reprimidos por ele. Porém, a garota vê como algo impossível o relacionamento entre uma humana e uma fada. Em sua mente, Helena acredita que precisa conquistar o poder das fadas antes de se entregar ao que sente por Dant, o que torna sua missão de eliminar Lilian e libertar Nuara ainda mais urgente.

Johan é o general da Cidade das Fadas e líder de seu povo, sempre priorizando o bem-estar de todos, acima até mesmo da própria família. No passado, ele viu a bruxa Nuara assassinar a primeira filha que teve com sua esposa, Lara. Por isso, decidiu aprisioná-la em uma caverna, isolando-a completamente para proteger a população e impedir que qualquer um tentasse libertá-la.

Quando percebe que a consciência da bruxa foi libertada e que ela influencia secretamente Helena, o general não hesita em usar sua magia para apagar a mente da menina, ocultando dela todas as lembranças de sua irmã, Lilian, e da caverna onde Nuara permanece aprisionada.

Disposto a permitir que a profecia se cumpra e que Lilian retorne ao lugar a que pertence para quebrar a maldição da bruxa, Johan está disposto a sacrificar qualquer coisa — inclusive o amor que sente por Helena, sua filha adotiva, que se sente inferior devido à sua humanidade — para garantir os desígnios de seu reinado.

A narrativa de “O Segredo das Fadas”

A autora Flávia Saldanha tem um talento muito específico para a concisão em sua escrita. Ela explora um universo já popularmente conhecido, o dos “contos de fadas”, e o compacta de uma maneira muito peculiar, deixando toda a atenção do leitor focada no que realmente importa para a história, em vez de nos meandros que envolvem aquele universo ou no que há ao seu redor.

Em que época do mundo real se passa a história?

Em que lugar do planeta se localiza a cidade dos humanos?

Como as fadas e os humanos interagem sem que haja um conflito entre eles?

Nada disso importa na narrativa de Saldanha, uma vez que toda a nossa atenção é voltada para a intrincada trama de troca de bebês e da inveja que permeia a criança humana com relação à sua antítese fada.

O que chama a atenção do texto muito bem-escrito de “O Segredo das Fadas” é também as descrições de cenários fantásticos, bem como as cenas de ação que colocam o leitor na beirada da cadeira à espera do que vai se desenrolar a seguir.

No começo da leitura, somos colocados bem no meio da narrativa e só nos sobram questões a respeito de “o que é a maldição?”, “de onde vem essa bruxa?”, “como Lilian poderá quebrar a maldição?”. No entanto, é muito interessante como a autora vai pontuando pacientemente cada uma das perguntas que vão se formando em nossa mente ansiosa, sem pressa e com muita didática.

O Segredo das Fadas é um ótimo livro de fantasia que não soa clichê ou tenta “reinventar a roda” do gênero. Possui uma narrativa fluida, direta, e entretém o leitor, mantendo-o sempre na expectativa de descobrir o que vai acontecer no próximo capítulo. Nada como ler algo que instiga a continuar virando as páginas! Isso, sem ser cansativo ou pedante. O livro foge completamente da banalização do uso de violência ou sexo como meros artifícios de choque — ou como ferramentas para “vender mais” —, sendo uma excelente alternativa para quem busca novas maneiras de contar histórias que, à primeira vista, já conhecemos de outras obras, e também para quem quer escapar do famoso “mais do mesmo”.


A arte que ilustra esse post foi feita pela incrível artista Daniella Salamão. Confira os demais trabalhos dessa ilustradora magnífica no seu perfil do Instagram.

Daniella Salamão


O livro digital está disponível na Amazon para Kindle ou outros dispositivos. Acesse pelo link abaixo e boa leitura!




 NAMASTE!

27 de março de 2024

A trilogia Alina da Valáquia

Alina e a Chave do Infinito


O autor Tiago Germano disse uma vez em entrevista que “
nunca se termina uma obra literária, se abandona. Para que ela não acabe com você”, e eu não podia concordar mais com essa definição.

O caminho trilhado até aqui foi árduo, mas eu senti que precisava “abandonar” a história, ou ela se estenderia ao infinito… e além.

Escrever a saga da vampira Alina da Valáquia foi para mim, desde sempre, uma sessão de terapia. Em suas páginas, eu escrevi sobre os meus medos, os meus receios e, principalmente, os meus rancores. 

Alina e a Ordem do Portal de Fogo


Eu posso dizer que o primeiro livro “Alina e a Ordem do Portal de Fogo” me salvou da depressão profunda que eu sentia na época. Como pessoa, eu estava enfrentando uma das minhas piores fases e acabei introjetando no texto um pouco daquele sofrimento, além de parte dos meus sentimentos mais sombrios.

Alina e o Concílio de Sangue”, o segundo livro da saga, foi escrito em um período menos conturbado, e nele, pude revisitar alguns dos meus temas preferidos — entre eles o suspense —, criando uma história mais abrangente sobre o passado da minha personagem central, bem como os motivos que a tornaram interessante para mim e, assim espero, também para vocês, leitores.

Alina e o Concílio de Sangue

Durante o enredo do livro dois, Alina se vê diante de um conselho muito poderoso de vampiros que domina toda a sua espécie na Europa — encabeçados pelos temíveis Lucien Archambault, Lucien D'Aramitz e Adela Quinn — e que com a sua resistência em se aliar a ele, descobre na romena uma rival à altura.

Lucien, Mael e Adela


Somente com um reforço de peso dos Céus, na figura do anjo caído Akanni e da sua própria filha, Alex — a vircolac vampira —, Alina encontra forças para lutar contra os seus novos inimigos, e sobreviver a uma verdadeira guerra que começa a ser travada ao seu redor.

Alina, Alex e Akanni


Em Alina e a Chave do Infinito, além de uma vampira casca-grossa, Alina também é a descendente de uma poderosa bruxa celta. Como isso pode afetar a sua relação com as pessoas que a cercam e como ela tirará proveito dessa herança mística para salvar o mundo da ameaça de Thænael, o nefilim vingativo que está incorporado em seu meio-irmão, Costel?

Isso, meus caros e minhas caras, só a leitura de “Alina e a Chave do Infinito” poderá responder.



Os três livros estão completos e gratuitos para leitura na plataforma Wattpad desde o ano passado. Alina e o Concílio de Sangue foi um dos finalistas do prêmio Wattys em 2023 na categoria fantasia e a Chave do Infinito encerra a saga vampírica após quatro anos desde a sua criação.

Os bastidores do primeiro livro — quando ele ainda se chamava Alina da Valáquia — eu apresentei lá em 2021 aqui mesmo no blog em um post especial que conta com rascunhos das capas antigas, ilustrações dos personagens principais e vários outros detalhes que compartilhei após o processo criativo.


Livro 1: Alina e a Ordem do Portal de Fogo

Livro 2: Alina e o Concílio de Sangue

Livro 3: Alina e a Chave do Infinito

Não esqueça de votar nos capítulos e deixar os seus comentários. Eles, como sempre, são sempre muito bem-vindos.

NAMASTE!

16 de setembro de 2023

Redescobrindo Quem Manda Já Morreu de Marcos Rey

Quem Manda já morreu Marcos Rey


Eu li "Quem Manda já Morreu" pela primeira na época da escola, há mais de vinte anos e, confesso, que não me lembrava muito do enredo. 

Conforme fui relendo agora, em pleno século XXI, foi como se a história toda retornasse com força à minha mente.

Isso, é claro, não me impediu de REDESCOBRIR o livro, nem tampouco me entreter novamente com essa fantástica história de investigação detetivesca com uma inenarrável pitada de humor — e sarcasmo — impressa por Edu — o estudante de Comunicação —, que não só é o protagonista como também o narrador.

Quem Manda já morreu Marcos Rey


As situações em que ele, o tio Palha — o detetive que pegou um leão quase que literalmente na unha — e a versátil Coca Gimenez — uma uruguaia quarentona que faz as vezes de secretária, maquiadora e cantora de Tcha tcha tcha — se envolvem ao longo da narrativa com uma perigosa máfia são muito empolgantes. Cada novo momento consegue surpreender o leitor de uma maneira muito positiva e, mesmo depois de tanto tempo, me vi como um acompanhante novato desse enredo delicioso.

"Quem manda já morreu" não chega a ser um primor e nem é um dos livros mais inspirados do meu eterno autor nacional favorito, Marcos Rey, mas cumpre com excelência o seu papel de entretenimento literário, e é, com certeza, mais um de seus ótimos trabalhos como escritor infanto-juvenil. 

Quem Manda já morreu Marcos Rey


Afinal, se você leu e não ficou com o "Tchin Tchimbá-tchimbá! Uule-lá-lá" cantada na Montanha de Ali na cabeça, ou não saiu por aí imitando o sotaque do "homem do cravo" dizendo "espertchinho" a torto e a direito, volte duas casas e leia com mais atenção!

Recomendadíssimo!


P.S. - Eu lembro que na primeira vez que li o livro, eu ficava falando em voz alto o "espertchinho" de Bristol, o mafioso que sequestra Edu no enredo, imitando o sotaque estrangeiro do cara. Bons tempos de adolescência!


Avalie o seu livro preferido no Skoob. É gratuito e você ainda pode engajar os trabalhos literários de novos autores.

O meu livro, "Rastros de um Obsessão" também pode ser avaliado pela plataforma. Prestigie os autores nacionais!

Skoob avalie

 

Se você vê valor no trabalho de Rod Rodman e quer contribuir com QUALQUER VALOR, manda PIX!


Estamos passando por questões de saúde que necessitam de dim-dim para sanar. Desde já, agradeço o apoio!



Quer me ajudar de outra forma, que tal adquirir o meu primeiro livro físico, Rastros de Uma Obsessão? O link para acesso está logo abaixo!




NAMASTE! 

Revivendo a Magia Literária de Marcos Rey: Um Rosto no Computador

Um rosto no computador - Marcos Rey


Toda a minha vida de leitor de livros na adolescência foi pautada e muito bem incentivada pelas obras de Marcos Rey, aquele que é, até hoje, o meu escritor brasileiro favorito.

Eu li "O Mistério do 5 Estrelas" e "Um Cadáver Ouve Rádio" — ambos publicados pela Editora Ática, na lendária série Vaga-Lume — na época do colégio, ambos emprestados por amigos, e só tive a oportunidade de ler "O Rapto do Garoto de Ouro" recentemente, achando que tinha completado a trilogia...

Eis que lendo a sinopse de "Um Rosto no Computador", acabei descobrindo depois de todos esses anos, que Rey havia escrito um quarto livro com os protagonistas que eu tanto admirava nos livros anteriores, e essa sensação foi semelhante a de achar dinheiro escondido no bolso da calça.

E, realmente foi um achado precioso.

Assim como Rey disse que só faria uma continuação das aventuras de Leo, Gino e Ângela se tivesse uma ótima ideia para contar com o trio, eu assino embaixo às palavras do mestre. 

Um rosto no computador - Marcos Rey



Eu considero esse o melhor livro da quadrilogia. A narrativa é envolvente, os novos personagens inseridos são muito bem construídos e todo o mistério envolvendo o sumiço de uma modelo adolescente — a denominada Lia Magno, uma baianinha muito carismática que vem para São Paulo em busca de um sonho — é maravilhosamente bem-conduzido. 

Um rosto no computador - Marcos Rey


Como leitores, nós somos convidados a participar das investigações de Leo e seus amigos, e não tem como não se envolver com o enredo.

O livro acerta em tudo a que se propõe, e foi uma alegria muito grande "rever" os personagens tão queridos que Marcos Rey criou lá nos anos 80. Foi como se eu tivesse ganhado um presente inesperado depois de anos achando que já tinha lido tudo sobre os moradores do Bixiga. Mais uma vez. 

Nota 10!

Avalie o seu livro preferido no Skoob. É gratuito e você ainda pode engajar os trabalhos literários de novos autores.

O meu livro, "Rastros de um Obsessão" também pode ser avaliado pela plataforma. Prestigie os autores nacionais!

Skoob avalie

 

Se você vê valor no trabalho de Rod Rodman e quer contribuir com QUALQUER VALOR, manda PIX!


Estamos passando por questões de saúde que necessitam de dim-dim para sanar. Desde já, agradeço o apoio!



Quer me ajudar de outra forma, que tal adquirir o meu primeiro livro físico, Rastros de Uma Obsessão? O link para acesso está logo abaixo!




NAMASTE!

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...