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1 de janeiro de 2026

365 filmes e os Melhores do ano

Melhores filmes de 2025


E aí, pessoal? Como cês tão?

Depois de fracassar miseravelmente em assistir um filme por dia nos últimos três anos, em 2025 eu consegui o meu intento — apesar da escala 6x1 — e consegui criar uma lista com uma produção cinematográfica para cada um desses malditos 365 dias.

É claro que para conseguir isso, tive que apelar para os curtas-metragens que abundam por aí nos streamings e, por isso, não assisti EXATAMENTE um filme por dia. Nas folgas do trabalho acabei assistindo mais de um por dia e isso acabou fazendo com que a quantidade de filmes aumentasse.

Mas, enfim, ainda assim, a missão foi cumprida!

Na minha contagem — mentira, foi na do Excel —, em 2025 foram muitos os gêneros que sentei em frente ao sofá para acompanhar, porém, o Terror ainda foi o meu preferido. Foram exatamente 70 títulos, reunindo muita coisa nova lançada entre 2024 e 2025, mas também muitos clássicos que eu nunca havia visto, como “Carrie, A Estranha” (1976) e outros que decidi rever como “O Iluminado” (1980) e a sua continuação, “Doutor Sono” (2019).

Carrie, A Estranha (1976)


O gênero Ação ficou em segundo lugar com 69 títulos, entre os quais eu destaco o divertidíssimo “Thunderbolts*” da Marvel que passou meio que em branco pela maioria das listas de “melhores” de 2025, mas que entregou o resultado mais qualitativo de um ano bem ruim para o MCU.

365 filmes por gênero


Depois, vêm os curtas com 52 títulos onde o destaque fica para “O Avião de Papel” (2012) dirigido por John Kahrs, o vencedor do Oscar de Melhor Animação em Curta-Metragem de 2013. Eu nunca tinha visto essa animação e fiquei encantado pela sutileza do roteiro e, principalmente, pela delicadeza com que trata a interação romântica dos personagens. Para quem ficou interessado, a animação está disponível no Disney+, mas também tem no YouTube.

Falando em plataformas digitais, esse foi o meu primeiro ano de assinatura do Disney+ e a grande maioria dos títulos que vi em casa foram no streaming do Mickey.

É, eu sei, eles tiraram do ar o programa do Jimmy Kimmel e cometeram atrocidades como lançar os live-actions da Branca de Neve e Lilo & Stitch… mesmo assim, eu dei dinheiro para esses crápulas. Eu sei, sou eu quem financia essa merda!

Apesar de assinar QUATRO serviços de streaming, é engraçado como ainda há uma cacetada de títulos de filmes e séries que não estão disponíveis no catálogo de nenhum deles, o que nos faz recorrer ao nosso bom e velho Jack Sparrow na hora de sentar e escolher algo para assistir.

Pirataria Jack Sparrow


Na categoria “Alternativos”, foram 81 títulos distribuídos em vários locais onde a pirataria come solta por aí. A bem da verdade, se fôssemos mesmo honestos com nossos valores, a gente já devia ter excluído as contas de todos esses streamings CAPENGAS e optado apenas pela garimpagem de torrents. Foda-se o Capitalismo. É tudo nosso!

Seu não, "Nosso"


E vou te falar, hein… Como é ruim o app da Disney+! Em matéria de funcionamento, ainda não vi igual à Netflix. O app do Mickey se desconecta sozinho do celular, trava, não grava o andamento das nossas séries, quando mudamos de um dispositivo para outro ele simplesmente esquece o que já consumimos e ainda tem a questão de NÃO DEIXAR o download de determinados conteúdos acontecerem simplesmente porque... SIM.

Experiência pior que essa eu só tive com o AppleTV+ que decididamente é uma bosta!

Filmes por plataformas



Em 2025 também voltei a frequentar o cinema, não tanto quanto queria, mas bem mais do que antes, no período pós-pandemia.

Foram 7 títulos vistos na sala de projeção ao todo, e é claro que deu para passar aquela raivinha com relação às pessoas que simplesmente não sabem mais viver em sociedade. As salas de cinema viraram praticamente um local de bate-papo, para tirar foto e desfilar o tempo todo. O que menos as pessoas fazem na porra da sala escura é… assistir o que está sendo projetado.

Bons tempos quando o cinema era um refúgio onde você entrava e era imerso completamente pelo som surround e pelo brilho da tela por pelo menos duas horas. Esquecendo completamente o mundo ao nosso redor. Hoje em dia isso é impossível com tanta “agitação”.

Enfim, estou velho e o que mais sei é reclamar, gente. Relevem.

Sobre os atores e atrizes preferidos nesses 365 filmes, dá pra destacar pelo menos sete nomes que apareceram inúmeras vezes nas produções que assisti. 

Disparado, o ator que mais se repetiu foi Daniel Craig com nada menos do que 12 títulos (entre eles a trilogia "Knives Outde Rian Johnson e "Logan Lucky - Um Roubo em família", um dos filmes mais divertidos que assisti em 2025).

Em segundo lugar ficou Brad Pitt com 9 filmes (contando o clássico "Se7en" e "Guerra Mundial Z") e em terceiro, empatados com 8 filmes cada, os atores Denzel Washington (com a trilogia "O Protetor") e o arroz de festa Dave Bautista que de Marvel ao universo de "Duna", tem estado em grande evidência nos últimos anos.

Daniel Craig, Brad Pitt, Denzel Washington e Dave Bautista


Do lado das atrizes, empatadas com quatro filmes cada, destaco as sempre presentes Amanda Seyfried (com o atual "Sete Véus" e romântico "Querido John") e Ana de Armas (que protagonizou o excelente "Bailarina", spin-off de John Wick) e a veterana Julia Roberts do clássico suspense "Dormindo com o Inimigo" e a trilogia "Onze Homens e um Segredo".

Amanda Seyfried, Ana de Armas e Julia Roberts


Bora para o Top 10 melhores filmes de 2025 então?

Sigam-me os bons!

1 - Pecadores

1 - Pecadores


Lançado em abril desse ano e dirigido por Ryan Coogler (de “Pantera Negra” e “Creed”), “Pecadores” foi com certeza a grande sensação do ano, e não só por conta do seu elenco, mas especialmente pelo roteiro cativante — que também foi desenvolvido por Coogler — e por ser extremamente bem-filmado e bem-ambientado nos Estados Unidos de 1932.

Ryan Coogler no set de Pecadores
Ryan Coogler e Michael B. Jordan no set de "Sinners"


A história do preconceito racial norte-americano já foi exposta de várias maneiras no cinema das últimas décadas, mas a maneira como Coogler retrata os seus personagens em meio ao ainda crescente avanço do racismo contra negros em “Sinners” é com certeza o ponto alto do filme.

Em um país onde não se aprende nada com a sua própria cultura e onde a população majoritária continua elegendo pessoas tacanhas e preconceituosas para os mais altos cargos políticos, é até curioso o sucesso que a produção teve por lá — Sinners arrecadou US$ 366,7 milhões de dólares no mundo todo —, em especial por se tratar de um projeto de um diretor/roteirista negro com um elenco prioritariamente negro nos principais papeis.

E, por falar em elenco, Michael B. Jordan está em sua melhor forma — e nem estou falando do seu físico — vivendo os dois irmãos gêmeos Smoke e Stack. O cara já tinha entregado tudo em seu papel de Killmonger em Pantera Negra — nos fazendo, inclusive, duvidar se ele era o vilão da história —, porém, aqui ele está no auge do seu talento interpretativo. Durante a projeção, é muito fácil esquecer que os dois personagens são vividos pelo mesmo ator tal é a diferença facial e até gestual entre eles.

Michael B. Jordan em dose dupla


Se você ainda não viu, vale a pena correr atrás dessa obra-prima do cinema moderno, e não caia nessa história de que “ainnn, mais um filme de vampiro” porque os sanguessugas são a parte mais irrelevante da história toda.

Pecadores já está disponível no catálogo da Max… HBO Max… Netflix/HBO… NetBO… sei lá!

  

2 - O Agente Secreto

2 - O Agente Secreto


Dirigido e roteirizado por Kleber Mendonça Filho (de “Bacurau”), “O Agente Secreto” vai levar novamente a bandeira do Brasil para o foco dos grandes festivais de cinema no próximo ano. O filme já abocanhou alguns prêmios em Cannes (Melhor Diretor e Melhor Interpretação Masculina para Wagner Moura) e, com certeza, vai chegar com os dois pés no peito do Globo de Ouro e à própria cerimônia do Oscar, a exemplo do catártico “Ainda Estou Aqui”, que nos deu o primeiro Oscar de Filme Estrangeiro da história.

Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho
Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho


Diferente do que o título nos leva a crer, “O Agente Secreto” não é sobre uma missão de espionagem tupiniquim — embora pudesse ser —, e se passa mais ou menos no mesmo período que “Ainda Estou Aqui”, logo, também fala sobre a Ditadura Militar e a perseguição a cidadãos comuns vistos como ameaças para o governo vigente.

No enredo, Wagner Moura interpreta o personagem “Marcelo”, um professor universitário e especialista em tecnologia que retorna à sua cidade natal — Recife — anos depois de sair de lá e que, sem saber, está na mira de uma dupla de assassinos profissionais contratados para darem cabo dele por conflitos passados com um poderoso industrial sudestino.

Pois é. Aqui, mais uma vez — tal qual em Bacurau —, Mendonça coloca os sudestinos como os verdadeiros paus-nos-cus da história e, quanto a isso, nem há o que se questionar — isso vindo de alguém que mora em São Paulo, o segundo maior antro de paus-nos-cus do Brasil. O primeiro, fica a cargo de vocês debaterem!

A história é um remendo de vários momentos da vida de Marcelo — que na verdade se chama Armando — desde o momento em que ele confronta o rico empresário de São Paulo por seus ideais até a sua vida com o filho pequeno em Pernambuco.

Em meio a seu retorno a Recife, somos apresentados à carismática Dona Sebastiana (Tânia Maria) que não só abriga os chamados refugiados em sua pensão, mas que também tem a sua própria história pregressa de combate às injustiças praticadas por militares — e não só os do Brasil!

Dona Sebastiana
Dona Sebastiana (Tânia Maria)


Por não conter uma linha cronológica muito coesa a película pode não ser muito palatável ao grande público que, atualmente, só se interessa por histórias mastigadinhas e bem explicadas. Porém, ele é bem menos pesado do que Ainda Estou Aqui — que lida com a história real do país de um modo mais dramático — e está na forma abrupta como a história termina o grande diferencial do longa-metragem.

O Agente Secreto é o melhor filme nacional do ano em uma temporada recheada de bons lançamentos brasileiros, e é claro que a torcida já está posta para que a produção consiga o mesmo sucesso internacional que Ainda Estou Aqui.

BRASIL-IL-IL-IL-IL!


Mas a pergunta que não quer calar é: Raparigou ou não raparigou?

 

3 - Uma Batalha após a outra

3 - Uma Batalha após a outra


Dirigido por Paul Thomas Anderson (do excelente “Magnólia”), “Uma Batalha após a outra” não pode ser considerado um dos grandes sucessos do ano — tendo custado US$ 130 milhões, o filme só arrecadou US$ 205 milhões —, já que fracassou amargamente nas bilheterias.

Para um filme de tanta qualidade, é mesmo engraçado perceber o quão pouco foi gasto com o marketing dele. Eu mesmo só ouvi falar do longa por causa de um pôster que vi num canto do cinema, mas devo confessar que a arte em si não me chamou nenhuma atenção. O nome “Leonardo DiCaprio” era a única coisa realmente atrativa na peça publicitária, e tendo em vista que de uns tempos para cá o ator não se presta a qualquer papel no cinema, eu achei que valia a pena dar uma chance para a película.

Leonardo DiCaprio e Paul Thomas Anderson
Leonardo DiCaprio e Paul Thomas Anderson


Outra coisa que me surpreendeu enquanto eu o assistia — e eu cheguei completamente despreparado sem nem ter visto o trailer — foi descobrir que se tratava de uma comédia. E das boas!

Com um elenco muito afiado ao seu redor, Leonardo DiCaprio brilha novamente com o que sabe fazer de melhor: gritar, xingar, falar palavrão e ter reações explosivas.

Esse é exatamente o mesmo papel que ele tem feito há muito tempo — desde que se livrou do estigma de rostinho bonito de Hollywood —, e que ele só se desprendeu em “O Regresso” (2015), curiosamente, o filme que finalmente lhe conferiu o Oscar de Melhor Ator.

E, veja bem. Isso não é uma crítica.

É exatamente esse seu jeito histriônico que nos faz gostar da sua atuação. Ele é muito emotivo e transparece facilmente tudo que o seu personagem está sentindo sem precisar de legenda. É tudo sempre às claras e extremamente nítido.

Aqui, o nosso querido Leo interpreta um ex-revolucionário chamado Bob Ferguson, que após anos se escondendo do seu passado, é obrigado a sair da aposentadoria para resgatar a sua filha, Willa, vivida pela talentosíssima Chase Infiniti.

Sean Penn e Chase Infiniti


Além de DiCaprio, quem também está voando em seu papel de militar fodão é o veterano Sean Penn, cujo personagem está caçando pessoalmente Bob e a sua filha. No papel do amigo revolucionário de Bob entra Benicio del Toro que sem se esforçar muito, consegue arrancar algumas risadas da plateia em suas aparições pontuais. E temos também a Regina Hall (a Brenda de “Todo Mundo em Pânico”) num raro papel sério da sua longa carreira como comediante.

Uma Batalha após a outra está cotado para alguns dos principais prêmios do próximo Oscar e vai botar Leonardo DiCaprio contra o nosso Wagner Moura se tudo der certo — ou errado, sei lá — na categoria de Melhor Ator!

O filme já está disponível na HBO Max desde dezembro.  

4 – Frankenstein

4 - Frankenstein


Eu nunca li a obra clássica de Mary Shelly e, portanto, não tenho a envergadura moral para comparar a história adaptada por Guillermo del Toro com o livro.

Mesmo assim, posso falar pelo que eu vi na tela e de toda a imersão que a produção me proporcionou.

Achei o visual do filme um DESBUNDE inacreditável quase tão grande quanto todas as demais películas de del Toro. Ouvi muitos comentários sobre esse ter sido o filme mais “contido” do diretor em relação à sua filmografia — onde ele menos pirou na criatividade —, e que ele se equivocou em tornar o monstro e o próprio doutor Frankenstein em seres sem qualquer ambiguidade, com a aura puramente maniqueísta.

Guillermo del Toro e Oscar Isaac
Guillermo del Toro e Oscar Issac


Ao meu ver, apesar dessas críticas — que são válidas, obviamente — eu gostei muito da teatralidade da obra como um todo. Encarei a verdadeira maratona que é o filme (são duas horas e meia) com a mente aberta e me senti surpreendido pelo esmero de toda a ambientação de época bem como os cenários e figurinos.

Del Toro já sabe o caminho do Oscar — ele ganhou dois por "A Forma da Água" (Melhor Diretor e Melhor Filme em 2018) e um por "Pinóquio" (Melhor Animação em 2023) — e enquanto assistia Frankenstein, tive a impressão nítida que ele estava desenvolvendo algo especificamente para abocanhar uma porção de prêmios técnicos, e não só porque ele é apaixonado pela obra de Mary Shelly, mas também porque quis fazer a adaptação mais fiel do livro da escritora britânica até aqui.

Design de Produção de Frankenstein


Não tenho dúvidas que o filme será premiado por conta da sua tecnicidade visual, mas outro ponto a se destacar é a atuação fenomenal de Oscar Isaac como o amargurado Doutor Frankenstein. Atuação, inclusive, que o colocará em “rota de colisão” com Leonardo DiCaprio e Wagner Moura em busca de ser o Melhor Ator do ano. 

Será que o nosso Cavaleiro da Lua tem chance?

5 - A Hora do Mal

A Hora do Mal


Dirigido, escrito e produzido por Zach Cregger (de “Noites Brutais”), “Weapons” ou “A Hora do Mal” foi para mim o melhor filme de terror do ano.

Com uma história inovadora recheada de toques de humor, o filme produzido pela Warner ganhou a sua audiência logo no trailer, fazendo todo mundo se perguntar, afinal, “o que diabos aconteceu na noite em que todas aquelas crianças saíram correndo ao mesmo tempo de casa?

No enredo, o vilarejo de Maybrook se vê em polvorosa quando 17 crianças de uma turma da terceira série correm repentinamente de suas casas às 2h17 da manhã e desaparecem. Apenas um aluno, Alex Lilly, permanece, o que faz com que o mistério aumente em torno do ocorrido.

A professora, Justine Gandy (Julia Garner, a Surfista Prateada de “Quarteto Fantástico”) se torna a principal suspeita do desaparecimento de seus alunos e, por conta disso, o diretor Marcus Miller (Benedict Wong, o Wong de “Doutor Estranho”) a coloca de licença como um meio de diminuir os ataques que ela começa a sofrer pela comunidade.

Julia Garner e Benedict Wong


Ostracizada, Justine tem uma recaída no alcoolismo e inicia um caso com seu ex-namorado, o policial Paul Morgan (Alden Ehrenrich) enquanto tenta descobrir por si mesma o paradeiro de seus pimpolhos.

O que se segue é exatamente o que faz de “Weapons” a grande surpresa do terror em 2025. Se você ainda não viu, veja agora! O filme já está disponível na HBO Max.

6 - Faça ela voltar

Faça ela voltar


Se “Weapons” foi o filme mais criativo do gênero de Terror do ano, eu elenco “Faça ela Voltar” (“Bring Her Back”) facilmente como o filme mais DESGRAÇADO do ano.

Sério. 

Eu tenho dúvidas se vou querer rever esse filme algum dia tal foi o nível de tortura mental a que ele me conduziu.

Dirigido pelos irmãos Danny e Michael Philippou (que já tinham feito algum barulho com "Fale Comigo" de 2022) e produzido pela sempre presente A24 (que já desgraçou a nossa cabeça com “Hereditário” e “Midsommar”), o filme fala sobre um casal de irmãos Andy (Billy Barratt), de 17 anos, e sua meia-irmã Piper (Sora Wong) — que possui visão parcial — que são enviados para morar com Laura (Sally Hawkins) após uma tragédia ocorrida na vida dos dois. 

O elenco de Faça ela voltar
Billy Barratt, Sora Wong e Sally Hawkins


A mulher, uma excêntrica ex-conselheira, também acolhe um menino mudo chamado Oliver (Jonah Wren Phillips), além de viver à sombra de uma tragédia que a marcou profundamente: a morte por afogamento da sua filha Cathy (Mischa Heywood), que também era cega.

Tudo que envolve Laura e seu estranho acolhido, Oliver, transforma completamente a vida dos irmãos órfãos, os conduzindo por uma espiral descendente de acontecimentos que faz com que os espectadores sejam tragados junto dos dois até as profundezas do inferno... quase que literalmente!

Sem zoeira. Se você assistir à cena do garfo e não tiver qualquer reação de angústia, você é um psicopata!

“Bring Her Back” também está disponível na HBO Max.

7 – Superman

Superman


James Gunn tinha a missão de dar o pontapé inicial no novo DCU recriando para os cinemas — outra vez! — o maior herói dos quadrinhos. Diferente do que aconteceu na época do “Snyderverso”, por exemplo, o público atual já andava saturado de filmes de bonecos há algum tempo. Pelo menos, desde que a Marvel encerrou a Saga do Infinito nos cinemas e começou a dar um tiro n’água atrás de outro com produções beirando ao amadorismo — tipo, “Thor: Love & Thunder" do superestimado Taika Waititi.

Como então fazer com que as pessoas voltem a se importar com super-heróis e, mais ainda, se importem com um Superman de verdade, um escoteiro visto como mais antiquado por não apelar para a violência descomedida e que tenha apreço aos valores humanos?

Nicholas Hout, David Corenswet e James Gunn


James Gunn estava com a faca no pescoço antes do filme estrear, isso temos que admitir. Além de garantir um novo universo para os personagens da DC no audiovisual, ele precisava causar interesse no público a um personagem que, aparentemente, não tem mais nenhum atrativo atualmente além de se tornar sempre “o cara mal que vai ser combatido pelo Batman e levar umas porradas”.

E Gunn conseguiu. Com algumas ressalvas, é claro.

Superman ficou fraco o Pinguim jogou kryptonita


Tendo custado US$ 225 milhões aos combalidos cofres da Warner, “Superman” rendeu US$ 616,8 milhões de dólares, o que o colocou como um dos raros casos de sucesso de filmes de super-heróis no ano.

A termos de comparação simples, o filme do Azulão ficou em nono lugar das produções mais rentáveis de 2025 (atrás de F1 – O Filme, estrelado por Brad Pitt e na frente do último capítulo de Missão Impossível – Acerto Final, do Tom Cruise), e nenhum filme da Marvel sequer apareceu no ranking dos dez mais.

Superman para o alto e avante


Perto de “Aquaman” que garantiu mais de 1 bilhão à Warner em 2018, US$ 616 milhões realmente não parecem grande coisa, mas são sim se levarmos em conta que a era do streaming tirou bastante o público dos cinemas, a ponto de esse mesmo público que curtia uma salinha escura não estar se renovando.

É absurdo pensar que um personagem meia-boca como o Aquaman tenha o filme de maior sucesso da DC até aqui, e que “Superman” não tenha conseguido superar nem mesmo os filmes do “Coringa” (US$ 1 bilhão), da “Mulher Maravilha” (US$ 821 milhões) e o mais ou menos “The Batman” (US$ 770 milhões) em bilheteria.

Em se tratando de James Gunn, o seu primeiro longa-metragem para a concorrente, não superou NENHUM dos filmes que dirigiu para a Marvel. Lembrando que o primeiro Guardiões da Galáxia (2014) alcançou US$ 773 milhões de renda no auge do MCU, mesmo apresentando personagens que o público “civil” nunca nem sequer tinha ouvido falar.

A sequência, garantiu US$ 863,7 milhões aos cofres da Disney e o último filme da trilogia, lançado em 2023 — após a demissão de Gunn da Marvel e toda a polêmica envolvendo os tweets antigos do diretor — ficou levemente abaixo da arrecadação do segundo filme (US$ 845 milhões), mas ainda assim sendo considerado um sucesso de público — e, para muitos, a última coisa boa que o MCU lançou.

Aiiin, Rodman, esse Superman com a cueca em cima da calça é um fracasso. Ele só apanha o filme todo e não mata ninguém. Prefiro o lindo, tesão, bonito e gostosão do Henry Cavill dirigido pelo visionário Zack Snyder!

A minha opinião é de que o mundo precisa dos valores que só um personagem bondoso como o Superman pode representar seja nas telonas ou na TV e, embora o filme não tenha sido um sucesso retumbante como deveria ser, ainda espero que ele sirva para manter acesa a chama do novo DCU — longe da tristeza e depressão zacksnyderiana —, mesmo após a compra da Warner pela Netflix.

As novas adições a esse universo como o Guy Gardner (Nathan Fillion), a Mulher-Gavião (Isabela Merced) e o Senhor Incrível (Edi Gathegi) foram muito bem-recepcionadas pelo público e provaram também que a plateia não está de saco cheio de super-heróis. A gente só não quer ver os nossos personagens preferidos roteirizados pelo ChatGPT ou enfiados em histórias insossas permeadas por CGI ruim sem alma nenhuma.

Guy Gardner, Mulher-Gavião e Senhor Incrível


O James Gunn botou a mão na massa e provou que ainda dá pra tirar leite dessa pedra chamada "filmes de bonecos".

Eu vi “Superman” nos cinemas, mas o filme já está disponível na HBO Max.

8 - A Longa Marcha: Caminhe ou Morra

A Longa Marcha


O livro que deu origem ao filme, “A Longa Marcha” (“The Long Walk”) é uma das obras mais viscerais e perturbadoras de Stephen King. Situado em um futuro distópico nos Estados Unidos, a história explora os limites da resistência humana e a crueldade de uma sociedade sedenta por entretenimento mórbido — qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência!

No enredo, todos os anos, cem adolescentes do sexo masculino são selecionados para participar de um evento nacional conhecido como “A Grande Marcha”. O objetivo parece simples: caminhar. Não há linha de chegada, não há pausas para descanso e não há limite de tempo. O vencedor é o último jovem que permanecer de pé.

Francis Lawrence, David Jonsson e Mark Hamill
Francis Lawrence, David Jonsson e Mark Hamill


O filme dirigido por Francis Lawrence (da saga cinematográfica “Jogos Vorazes”) adapta com maestria o texto de King e coloca o espectador na ponta da cadeira aguardando qual vai ser a próxima morte cruel que vamos ser obrigados a assistir em seguida.

Nos papeis principais estão Cooper Hoffman (Raymond) e David Jonsson (Peter) que são os dois competidores que acabam formando uma aliança enquanto avançam os quilômetros adentro da Costa Leste dos Estragos Fudidos.

Cooper Hoffman e David Jonsson
Cooper Hoffman e David Jonsson


No papel do grande antagonista está o veterano Mark Hamill, que vive o Major, o militar sádico que se diverte eliminando os concorrentes que não cumprem as regras estabelecidas ou que ficam para trás.

O filme é um angustiante thriller de suspense que nos faz pensar sobre o que, afinal, realmente importa: o prêmio milionário em dinheiro, a vingança ou a amizade.

“The Long Walk” está disponível para aluguel através da Prime Video... ou no seu serviço de streaming pirata mais próximo.

9 - Como Treinar o seu Dragão

Como treinar o seu dragão


Eu nunca "tankei" a ideia de se filmar live-actions de animações clássicas como Branca de Neve ou Cinderela, por exemplo, mas eu entendo que haja um público novo a ser conquistado para essas obras, além de uma revitalização que, às vezes, é preciso ocorrer em temas polêmicos que os originais trazem e que hoje em dia não fazem mais sentido — como o beijo do príncipe numa Branca de Neve desacordada!

No caso de animações recentes como “Moana” (que é de 2016!) e “Como Treinar o Seu Dragão” (o primeiro filme é de 2010), no entanto, acho difícil acreditar que as obras originais tenham envelhecido ou que precisem ser repaginadas de alguma forma — até porque não precisam —, e tudo me leva a crer que produções em live-action como essas servem apenas para alimentar a ganância dos estúdios que detêm os seus direitos, além da óbvia falta de criatividade atual para se desenvolver boas histórias novas.

Dito isso, a adaptação da animação “Como Treinar o Seu Dragão” — que eu amo e que eu considero a MELHOR animação de todos os tempos da DreamWorks  é surpreendentemente boa e me arrancou lágrimas sinceras, exatamente como o material original.

Não é de se admirar, no entanto, a similaridade dos dois projetos e o esmero da adaptação, já que ambos foram dirigidos pela mesma pessoa: Dean DeBlois.

O diretor Dean DeBlois
O diretor Dean DeBlois


Eu não me lembro de nenhum caso de adaptação em dois formatos diferentes dirigidos pelo mesmo profissional, mas aqui fica bem óbvio a razão de Como Treinar o Seu Dragão, o live-action, ter sido feito com tanto carinho, já que não saiu das mãos do seu desenvolvedor principal.

E, nesse caso, a adaptação é tão fiel à animação que quase não vemos diferença entre as duas. Aliás, a história é (re)contada de uma forma tão respeitosa que, no final das contas, isso nem importa. 

Nós estamos de volta à Ilha de Berk, estamos enxergando o Soluço de uma outra forma e nos apaixonando mais uma vez pelo Banguela, o dragão Fúria da Noite que faz com que a mentalidade dos vikings liderados por Stoico seja alterada e eles deixem de ser matadores de dragões.

Banguela


A meu ver, não tem ponto fraco no filme. As atuações dos jovens atores que interpretam o Soluço (Mason Thames de "O Telefone Preto"), a Astrid (Nico Parker de "The Last Of Us"), o Perna-de-Peixe (Julian Dennison de "Deadpool 2"), o Melequento (Gabriel Howell) e os gêmeos Cabeçaquente (Blonwyn James) e Cabeçadura (Harry Trevaldwyn) estão muito acima da média — fazendo lembrar em quase tudo os personagens do desenho —, além de que Gerard Butler ficou sensacional também como o Stoico da vida real, já que ele é um dos únicos remanescentes do elenco de vozes da animação.

Nico Parker (Astrid) e Mason Thames (Soluço)
Nico Parker (Astrid) e Mason Thames (Soluço)


No começo, eu estava me perguntando qual a razão de terem feito um live-action para uma animação tão recente e tão querida… no final, eu já estava me perguntando quando é que vão adaptar também o Como Treinar o seu Dragão 2???

How To Train Your Dragon foi muito bem nas bilheterias, tendo arrecadado US$ 636 milhões — acima de “Superman” — e está disponível no catálogo da Amazon Prime.

OBS.: Eu não quis enfatizar essa "cuestão" no texto, mas é claro que rolou um protesto de um bando de mocorongo alegando que "teve a infância estragada" pelo fato da Astrid não ser interpretada por uma loira escandinava como ela é na animação. Como foi discutido aqui, faz diferença a personagem ser branca ou negra, já que Berk NÃO EXISTE na vida real e muito menos os dragões que a civilização de lá treina?

Está ficando cada vez mais insuportável esse povo chamando tudo de "woke" só porque as produções estão dando mais voz — e cara — a outros tipos de características que não só as de brancos heteronormativos. Vão lavar uma louça!

10 - Guerreiras do K-Pop

Guerreiras do K-Pop


Como aguçar ainda mais os ânimos das fãs de k-drama e k-pop criando um sucesso instantâneo de público e crítica?

Simples. Transformando um grupo de idols baseado em Blackpink e TWICE em super-heroínas matadoras de demônios, é óbvio!

Muito temos a discutir sobre a qualidade do que a Netflix tem entregado aos seus assinantes ultimamente, mas uma coisa devemos admitir: Guerreiras do K-Pop foi uma das melhores sacadas da locadora vermelha dos últimos anos.

Em 2025 eu acabei me rendendo ao mundo dos ídolos coreanos e parei para ver algumas das “novelinhas” que tanto têm empolgado a mulherada ao redor do mundo. É claro que os romances muito açucarados em que o casal protagonista demora vinte episódios para pegar um na mão do outro não fazem muito a minha cabeça, mas arrisquei começar por séries envolvendo mais ação antes de experimentar drogas mais pesadas. 

Recomendo, inclusive, da própria Netflix, a série “My Name” que tem tudo que um bom apreciador de porrada, tiro e facada pode desejar — e que ainda tem de fundo uma história de romance que, infelizmente, acaba em tragédia.

Mas falando especificamente de “K-Pop Demon Hunters”, o que mais me chamou a atenção não foi só a trilha sonora que eu não parei de ouvir por um longo período de 2025, mas especialmente o estilo da animação que bebe muito de estúdios como a Pixar — a velha Pixar, não a atual —, por exemplo, mas com uma característica mais própria e com aquele “quêzinho” de cultura oriental que tanto estamos acostumados a ver nos animes.

Para quem viu alguma semelhança ao estilo usado em “Homem-Aranha no Aranhaverso”, misturando o cartoon exagerado com técnicas de pintura 2D, é porque os dois filmes foram produzidos pelo mesmo estúdio, a Sony Pictures Animation, o que deve garantir alguns prêmios de qualidade em 2026 para o fenômeno coreano.

Chris Appelhans e Maggie Kang
Chris Appelhans e Maggie Kang  


A direção ficou por conta de Maggie Kang (que trabalhou para a DreamWorks no desenvolvimento de storyboards para filmes como "Madagascar 2" e "A Origem dos Guardiões") e Chris Appelhans (que começou como artista conceitual e trabalhou na animação “A Casa Monstro” de 2006).

Toda a estrutura do roteiro de K-Pop Demon Hunters foi, inclusive, desenvolvida em cima de uma ideia original de Maggie Kang que já tinha planos de usar artistas musicais coreanas como protagonistas de uma história fantástica.

Para quem não sabe ou chegou agora do passado a bordo de um DeLorean, a animação conta a história de um trio de idols, Rumi, Mira e Zoey, membros do HUNTR/X, cujas vozes poderosas conquistam uma legião de fãs enquanto fortalecem o Honmon, uma barreira de proteção contra seres sobrenaturais.

Huntrix
Zoey, Rumi e Mira


(A cena de apresentação delas dentro do avião combatendo demônios, aliás, é de tirar o fôlego).

Apesar de fazer parecer que a sua missão é simples — cantar e bater em demônios! —, no entanto, o trio é desestabilizado com a chegada dos Saja Boys, um grupo maligno de k-pop que deseja estabelecer na Terra o domínio de Gwi-ma, deus dos demônios, colocando a humanidade em perigo.

Saja Boys
Saja Boys


É a partir daí que todos os problemas das Huntrix começam, ainda mais depois da revelação de que a líder delas, Rumi, não é bem quem parece ser, e que ela acaba se apaixonando por um dos Saja Boys, com quem sente uma ligação imediata.

O grande diferencial dessa animação é que os produtores trouxeram não apenas dubladoras para representar as idols, mas também cantoras profissionais que gravaram as músicas que lideraram as execuções mundiais do Spotify por um longo período.

Arden Cho dá voz à Rumi enquanto Ejae interpreta as canções das Huntrix. A personagem Mira (a mais alta delas), é dublada por May Hong, enquanto a sua voz cantada é interpretada por Audrey Nuna. Já a Zoey é dublada por Ji-young Yoo e é interpretada pela voz cantada de Rei Ami.

As Huntrix na vida real
Ejae, Audrey Nuna e Rei Ami


Para quem não viu, as três artistas se apresentaram ao vivo no programa do Jimmy Fallon interpretando “Golden” o maior sucesso da trilha sonora das Guerreiras do K-Pop.


Tá, Rodman, mas o que esse filme de menininha tem de tão empolgante assim?

Todo o conjunto do que acabei de descrever aqui, jovem padawan. Pela qualidade da animação, os combates e o humor asiático da produção acredito que Guerreiras do K-Pop não é só voltado para o público já acostumado a consumir produtos da cultura coreana — ou "menininhas" —, mas também para quem nunca viu nada desse “universo” e está querendo se inteirar.

Eu sou um grande exemplo disso.

KPop Demon Hunters recebeu vários prêmios, indicações e elogios. Foi indicado a Melhor Filme de Animação no 83º Globo de Ouro e no 31º Critics Choice Awards, além de ter sido destaque na Time como a Revelação do Ano de 2025. A trilha sonora do filme recebeu cinco indicações ao Grammy Awards. A canção “Golden” foi indicada a Melhor Canção Original no Globo de Ouro e no Critics Choice Awards, foi pré-selecionada para a mesma categoria no Oscar e ganhou o prêmio de Melhor Trilha Sonora Original no Melon Music Awards de 2025 e no MAMA Awards de 2025.

Depois de estrear na Netflix, o filme ainda teve uma passagem curta (e explosiva) pelos cinemas onde, inclusive, as salas de exibição incorporaram uma versão onde a plateia podia cantar junto com as Huntrix. É sucesso ou não é?

NAMASTÊ!

10 de janeiro de 2025

TOP 10 – FILMES DE 2024

Top 10 Filmes 2024


Oi, eu sou o Rod Rodman! Lembram de mim?

É começo de ano, e como sempre tento fazer aqui nesse meio de comunicação ultrapassado e obsoleto — quem ainda escreve em blog? E pior… quem ainda lê? —, é hora de elencar o que de melhor rolou no cinema, ou aquilo que NA MINHA OPINIÃO foi menos pior do que todo o resto que eu consumi.

Eu sou meio paranoico com estatísticas e planilhas, por isso, controlei exatamente todos os filmes que assisti em 2024 organizando tudo por ano de lançamento, média de pontuação (de 1 a 5), elenco, direção e meio de visualização.

Foram no total 277 filmes, separados da seguinte maneira no quesito gênero — lembrando que animação e filme nacional estão todos compactados em apenas duas categorias, sem distinção se são drama, comédia, etc:

Filmes de 2024 por gênero



Foi um ano bem trevoso em que eu mergulhei fundo no terror. Foram 59 filmes desse gênero, enquanto outros 19 se classificaram como suspense.

As plataformas de streaming continuam disputando espaço de mercado loucamente em meio aos consumidores que, às vezes, têm tanta oferta, que acabam perdidos sem saber exatamente por qual optar. É claro que nessas horas é o bolso quem dá a resposta mais eloquente, e aí é hora de recorrer a PIRATARIA meios alternativos para assistir aquele filme ou série que não encontramos em mais nenhum lugar do mainstream… ou que simplesmente não dispomos de grana para pagar pela plataforma que o armazena temporariamente.



Esse ano, eu dei uma chance ao MAX, serviço de streaming da Warner que já se chamou HBO, HBO/MAX e que agora é só MAX mesmo. Além do Max, assino também o Amazon Prime, além de usar de vez em quando outras plataformas gratuitas como a Pluto TV, a Mercado Play — ambas com anúncios a cada cinco minutos de projeção! — e o velho Youtube.

Usei por um período de teste o serviço de streaming da Paramount no intuito de acompanhar os jogos da Libertadores da América que estavam sendo transmitidos por lá. Aproveitei para conferir alguns dos filmes que eles disponibilizavam, mas o catálogo é bem reduzido. Fora alguns títulos como O Poderoso Chefão — a trilogia toda — e os filmes da série Missão Impossível, não vi muita vantagem em manter a assinatura.

De bom mesmo só assisti o documentário “Thriller 40” que fala sobre os quarenta anos do álbum lendário de Michael Jackson e de todos os pormenores que o tornaram um dos discos mais vendidos e premiados do planeta até hoje.

Thriller 40


Além disso, revi o excelente “Acredite em mim: A história de Lisa McVey”, um suspense bastante comovente que é baseado na história real de uma garota que foi sequestrada e violentada nos Estados Unidos, mas que conseguiu superar todos os seus traumas para usar o seu incrível talento de observação, conduzir a polícia de volta ao local onde ela foi atacada e prender o criminoso que a raptou.

Acredite em mim: A história de Lisa McVey


A contagem de filmes por serviço de streaming e/ou meio de visualização ficou assim:

Filmes por serviço ou plataforma


Sim. Eu fui apenas DUAS VEZES ao cinema esse ano e me envergonho bastante disso. O preço do ingresso subiu demais e os filmes que estão sendo lançados acabam não compensando a ida ao Cinemark… nem tampouco todo o perrengue só para se chegar nessa bagaça.

Em contrapartida, foram 82 filmes assistidos por meios, digamos, alternativos. 

É aquela coisa… se não tem cão, caça com gato, como diria a minha avó.

Além dos 10 filmes que destacarei nesse post daqui a pouco — calma, segura a ansiedade aí, padawan! —, quero mencionar outros títulos que não são de 2024, mas que merecem ao menos uma citação, começando pelo excelente “Fúria Incontrolável” ("Unhinged")



Esse suspense dirigido por Derrick Borte e com Russell Crowe de protagonista possui um ritmo insano do começo ao fim da história e é impossível não ter a atenção do espectador absolutamente absorvida já nos primeiros momentos.

Na história, Crowe é um cara completamente descontrolado que arranja uma briga de trânsito com uma pacata mãe de família que está levando o seu filho para o colégio de carro. Incapaz de relevar a breve discussão entre motoristas, "O Homem" decide perseguir a mulher interpretada pela atriz Caren Pistorius pela cidade inteira, aterrorizando não só ela como também a todos que a cercam.

O enredo é bem simples, mas o suspense é tão bem narrado e construído que nos mantém desesperados do outro lado da tela para saber o que irá acontecer a seguir. Se você está sem nada para ver no streaming e quer ser surpreendido por um filmaço, dá o play em Fúria Incontrolável de 2020. Disponível no Amazon Prime.

Outro filmão que só assisti esse ano foi “Os Suspeitos” ("Prisoners") de 2013. Dirigido por Dennis Villeneuve (de “Duna”), esse é outro suspense que vale a pena ver sem saber muita coisa sobre o roteiro antes, além de ter um baita elenco que conta com Hugh Jackman, Jake Gyllenhaal, Paul Dano, Viola Davis, entre outros. Tem um plot twist inacreditável no final e vai te deixar bastante surpreendido se você não é um bom detetive, assim como eu não sou.

Prisoners


A terceira citação antes de começar o Top 10 de 2024, é “Magnólia” (1999) de Paul Thomas Anderson, filme que rendeu indicação ao Oscar de Melhor Ator para Tom Cruise lá no começo do século e que foi uma das coisas mais inesperadas e tocantes que já assisti na vida. 

Magnólia


A história é sobre as vidas de nove personagens que são interligadas por um programa de TV e, ao longo das mais de três horas de projeção — é longo, mas vale a pena —, o filme mostra um retrato bem fiel da realidade humana, através dos traumas, das perdas e dos dramas dessas pessoas.

Além de Cruise, o filme também conta com Julianne Moore, Philip Seymour Hoffman e John C. Reilly no elenco e é realmente uma pena que eu nunca tenha tido a chance de assistir antes. Grande filme e com uma ótima trilha sonora também.

Agora, antes que eu me estenda mais, é hora de elencar o Top 10 – Melhores Filmes de 2024

10 – Lobos

Lobos


Totalmente subestimado pelo público e perdido no PÉSSIMO serviço de streaming da Apple, “Lobos” (“Wolfs”) passou completamente batido pelos cinemas no Brasil e estreou quase como um fracasso de bilheteria anunciado nos EUA, mesmo tendo em seu cartaz os rostos de George Clooney e Brad Pitt.

Lobos é um delicioso thriller que mistura com muita competência suspense e ação, começando com um plot muito atraente de uma mulher que pede a ajuda de um profissional em um quarto de hotel quando o novinho com quem ela pretendia dar uns metecos simplesmente morre antes do “cumprimento do dever”.

A história se desenvolve inteiramente de início em torno do mistério que envolve a suposta morte do rapaz no hotel, mas evolui muito rapidamente para perseguições alucinantes, troca de tiros e até um conflito com a máfia.

Clooney e Pitt repetem a parceria da trilogia “Onze Homens e um segredo” e se mostram muito à vontade em seus papeis de tiozões quase aposentados que ainda dão conta do recado. Diferente de outros heróis geriátricos de ação como todos os personagens do Liam Neeson dos últimos dez anos, os “Lobos” do título não tentam nos provar que são indestrutíveis ou infalíveis, e até fazem um brinde à realidade com suas dores nas costas, falta de pique para dar uma corridinha atrás dos suspeitos ou para pular muros.

Filme muito divertido e competente dirigido por Jon Watts, o cara por trás dos filmes do Homem-Aranha do MCU. Realmente uma pena que flopou bonito e que não terá uma continuação.

Jon Watts, Brad Pitt e Goerge Clooney
Jon Watts, Brad Pitt e George Clooney


Como adiantei no início do tópico, está disponível no horrível e nada funcional serviço de streaming da Apple TV.

9 – Sorria 2

Sorria 2


Essa é uma daquelas franquias que, muito provavelmente, vai se estender ad aeternum como Pânico e Sexta-Feira 13 e nem acho que o primeiro filme foi lá grandes coisas.

O que me chamou a atenção nesse segundo capítulo, no entanto, foi a incrível atuação da atriz Naomi Scott (a Jasmine do live-action de Aladdin e a Ranger Rosa do terrível Power Rangers de 2017), que praticamente leva o filme quase inteiro nas costas com o seu talento.

Naomi Scott em Aladdin e Power Rangers
Naomi Scott em Aladdin e Power Rangers


Como no primeiro longa-metragem, uma força demoníaca obriga certas pessoas a cometerem suicídios brutais, deixando em suas vítimas sempre um sorriso perturbador em seus rostos. A novidade de “Sorria 2” (“Smile 2”) é que agora a tal ameaça diabólica começa a perseguir uma artista musical em ascensão, a levando a duvidar da sua própria sanidade enquanto mortes cada vez mais absurdas começam a cercá-la.

Além da atuação magnífica de Scott, é preciso aqui também elogiar o trabalho do diretor Parker Finn (que também dirigiu o primeiro filme) com seus planos-sequências ousados e com close-ups exagerados nos atores em momentos-chave da história, dando ao espectador uma sensação muito angustiante de desconforto — vejam a câmera em primeira pessoa na cena da discussão dentro do carro. É insana!

Outro que acaba brilhando em sua curta participação no filme é o ator Ray Nicholson, que impressiona não só em cena como o affair descompensado da personagem de Scott, como também pela incrível semelhança com o seu pai, Jack Nicholson, naquele que foi um dos seus trabalhos mais icônicos, “O Iluminado”.

Ray Nicholson e o pai, Jack
Ray Nicholson e o pai, Jack


Esse eu assisti na pirataria, mas está disponível para aluguel tanto na Apple TV quanto na Amazon Prime.

8 – Pisque Duas Vezes

Pisque Duas Vezes


O filme de estreia de Zoë Kravitz atrás das câmeras é também um grande desbunde visual no que diz respeito ao gênero terror. 

Zoë Kravitz
Zoë Kravitz


Na história, a garçonete Frida (Naomi Ackie) conhece o bilionário Slater King (Channing Tatum) em um coquetel que ela e a amiga, Jess (Alia Shawkat), invadem na caruda e, depois disso, concorda em passar as férias na ilha particular do cara sem saber o que a espera por lá. A partir daí, o que parecia ser a viagem perfeita se torna uma experiência angustiante quando Jess desaparece, forçando a garçonete a questionar a realidade após situações estranhas acontecerem.

Naomi Ackie
Naomi Ackie


O filme tem um forte apelo feminista — o que, obviamente, irritou a ala incel da internet — e lá pela metade da trama, descobrimos que King e seus amigos não são exatamente os anfitriões amáveis que parecem ser num primeiro momento. Algo de muito errado não está certo naquela ilha e Frida é obrigada a lutar por sua própria vida numa trama que tem uma reviravolta muito interessante em seu desfecho.

Pisque duas Vezes (Blink Twice) pode ser alugado na plataforma Amazon Prime.

7 – Não Fale o Mal

Não Fale o Mal


Adaptação de uma produção homônima dinamarquesa de 2022, “Não Fale O Mal” ("Speak No Evil”) é um filme que te deixa desconfortável sentado em frente à tela do começo ao fim. Os personagens principais têm claros problemas comportamentais e é a interação entre os dois casais de protagonistas que deixa o clima cada vez mais angustiante à medida que a história avança.

No enredo, Louise (Mackenzie Davis) é casada com Ben (Scoot McNairy) e os dois estão de férias na Inglaterra com a filha Agnes (Alix West Lefler) quando conhecem Paddy (James McAvoy) e Ciara (Aisling Franciosi), um casal local que logo de cara apresenta um comportamento pra lá de esquisito.

Agnes (Alix West Lefler), Louise (Mackenzie Davis) e Ben (Scoot McNairy) 


Os descoladões também têm um filho com praticamente a mesma idade de Agnes e, enquanto as duas crianças interagem entre si, logo descobrimos que o menino aparenta sofrer de algum tipo de deficiência. Ele não se comunica bem e parece estar sempre acuado, mesmo na presença dos pais.

Paddy (James McAvoy) e Ciara (Aisling Franciosi)
Paddy (James McAvoy) e Ciara (Aisling Franciosi)


McAvoy interpreta aquele tipo de cara que parece estar sempre querendo medir o tamanho do seu pau com o dos outros e exala por todos os poros um machismo que chega a incomodar. O ator está tão bem em cena que nem chega a ser feio torcer para que ele se foda logo na história.

Qualquer coisa que seja dita além disso estragaria totalmente a experiência de assistir esse que para mim foi um dos filmes mais perturbadores do ano, e que me prendeu a atenção do começo ao fim, mesmo com a sensação claustrofóbica que ele me causou ao assistir.

Não Fale O Mal está disponível para alugar na Amazon Prime, já a versão dinamarquesa só Deus sabe onde pode ser encontrada. As críticas dizem que o original é bem melhor e me deixou curioso para assistir também. Quem sabe um dia?

6 – Alien Romulus

Alien: Romulus


Até pouco tempo atrás, eu nunca tinha assistido os filmes originais da franquia Alien, tirando, salvo engano, o segundo, dirigido por James Cameron, quando esse foi transmitido na TV aberta lá em mil novecentos e bláu.

Em 2024, decidi corrigir essa falha de caráter e coloquei todos os filmes em dia — exceto os lançados no século XXI, que ouvi falar muito mal e não tive interesse em correr atrás —, tudo isso para me preparar para a chegada de Alien: Romulus.

Eu conhecia o diretor Fede Alvarez de “A Morte do Demônio”, o remake de 2013 de Evil Dead e sabia que o cara pegava pesado no gore em filmes de terror, algo que era mais do que necessário para revitalizar uma franquia já tão combalida quanto Alien.

Fede Alvarez, Isabela Merced, Cailee Spaeny e David Jonsson
Fede Alvarez, Isabela Merced, Cailee Spaeny e David Jonsson


Sem o protagonismo de Sigourney Weaver com a sua Ripley, depois do quarto filme, a série dos alienígenas bocudos com cabeça de piroca nunca mais foi a mesma nos cinemas, nem mesmo com a tentativa frustrante de Ridley Scott, o diretor original do filme de 1979, de resetar a porra toda com "Prometheus" (2012) e "Alien: Covenant" (2017).

Em Alien: Romulus, voltamos ao clima sujo e desesperançado do primeiro filme, desta vez, com protagonistas mais jovens que se unem em uma causa nobre: se rebelar contra a corporação capitalista que os oprime e os escraviza, a Weyland-Yutani.

A história segue um grupo de jovens de uma colônia espacial que se aventura nas profundezas de uma estação abandonada onde descobrem uma forma de vida aterrorizante, o próprio Xenomorfo já tantas vezes representado nos cinemas. Junto dos amigos e de seu fiel “irmão” replicante Andy (David Jonsson), a protagonista Rain (Cailee Spaeny) se vê forçada a lutar por sua sobrevivência em um ambiente inóspito que favorece em tudo a um “bom” clima de terror absoluto.



Ainda com uma temática sci-fi que é indelével à franquia, mas com uma pegada muito mais aterrorizante, Fede Alvarez consegue dar um novo fôlego a Alien, mostrando que os erros do passado não precisam continuar sendo repetidos a exaustão pelos estúdios de cinema. Ainda é possível tirar leite dessa pedra alienígena e isso se comprova porque o filme foi muito bem nas bilheterias — Romulus bateu a marca de 350 milhões de dólares no mundo — e uma sequência já foi confirmada.

O filme está disponível no catálogo da Disney +.

5 – A Substância

A Substância


Muito se falou sobre a atuação premiada de Demi Moore em “A Substância” ("The Substance”) e em como a história do filme alavancou discussões a respeito da opressora indústria da beleza no mundo todo, porém, o longa-metragem dirigido pela diretora Coralie Fargeat vai muito além disso.

Margaret Qualley, Coralie Fargeat e Demi Moore
Margaret Qualley, Coralie Fargeat e Demi Moore


No alto dos seus 62 anos, Moore nunca havia ganhado um prêmio de reconhecimento a seu talento antes e o Globo de Ouro conquistado no começo desse ano por sua atuação como Elisabeth Sparkle acabou corrigindo essa injustiça de alguém que há muito tempo já vinha entregando ótimos papeis no cinema, incluindo a tenente Joanne Galloway do excelente “Questão de Honra” (“A Few Good Man”), de 1992, e a corajosa Jane de “Até o limite da Honra” (GI Jane), de 1997.

De uma maneira um tanto quanto polêmica, Fargeat faz com que Moore e a sua contraparte mais jovem e mais bonita, Sue (Margaret Qualley) chafurdem num universo machista e misógino que faz com as mulheres tenham que ser vistas sempre como perfeitas, caso contrário não servem mais para o show business.



O personagem de Dennis Quaid na trama deixa isso bem claro logo no início da história, quando despede Sparkle de seu programa semanal de aeróbica, alegando que ela está “velha demais” para cumprir a sua função em frente às câmeras.

Se vendo preterida e escanteada, Elisabeth decide, então, adotar um procedimento estético revolucionário que promete resolver todos os seus problemas. A partir daí, nasce — literalmente — uma versão mais jovem dela própria e é em busca de manter essa sua nova versão que a atriz e performer começa a sua luta diária. Vencendo cada um dos obstáculos que causaram a sua demissão e revivendo paulatinamente os seus dias de glória.

Elisabeth Sparkles


O final do “A Substância” é apoteótico, mas houve quem criticou o clima quase galhofeiro que a história toma no decorrer do filme. Não a toa, para o Globo de Ouro, o longa foi classificado como comédia, mas a mensagem por trás dele esconde muito mais reflexões do que necessariamente risadas.

Está disponível para aluguel na plataforma MUBI, através do Amazon Prime.

4 – A Noite que mudou o Pop

A noite que mudou o Pop


Enquanto eu assistia ao documentário “A Noite que mudou o Pop” ("The Greatest Night in Pop”), eu só pensava em como as produtoras haviam guardado essas imagens inéditas por tantos anos? Por que ninguém havia tido a ideia de fazer um documentário sobre a reunião mais improvável das maiores estrelas da música dos anos 1980 há mais tempo?

Para quem não sabe, em 1985, o cantor Lionel Richie teve a ideia de juntar os maiores artistas da época para contribuir de alguma forma com a fome no continente africano, uma questão assoladora daquele período que levantava vários debates a respeito de o porquê as demais nações — em especial, as mais prósperas — não se mobilizavam para ajudar.

Lionel Richie e Quincy Jones
Lionel Richie e Quincy Jones


Usando de sua influência e persuasão, Richie começa a convocar um por um os artistas que podemos ver no hoje icônico clipe de “We Are The World”, no projeto USA for Africa. É bastante interessante acompanhar de perto como se deu a composição da música, como a presença de Michael Jackson — que já despontava para ser o Rei do Pop após o lançamento de Thriller — agregou valor ao projeto e como ele foi fundamental para manter todos os convidados reunidos na caótica gravação do vídeo.

USA for Africa


Embora fosse um encontro beneficente e em pró de uma causa justa, havia muito ego envolvido. A grande maioria dos nomes relacionados estava no auge do seu sucesso — entre eles, artistas como Cindy Lauper, Ray Charles, Stevie Wonder e Bruce Springsteen —, vendendo milhões de discos e ganhando cada vez mais dinheiro na inflamada indústria musical americana. Ninguém queria aparecer menos ou ser ofuscado por outrem. A ideia era brilhar. E brilhar muito.

Michael Jackson e Cindy Lauper


Imaginem os perrengues que o Lionel Richie teve que segurar para manter essa galera unida. Pois é. Isso tudo consta no documentário.

“The Greatest Night in Pop” é um documentário original Netflix e consta no catálogo da plataforma.

3 – Divertida Mente 2

Divertida Mente 2


Acho que ninguém esperava que “Divertida Mente 2” (“Inside Out 2”) fosse fazer o sucesso que fez em 2024, ainda mais se considerando que sequências de grandes filmes raramente conseguem superar o seu antecessor tanto em crítica quanto em bilheteria.

Indo contra todas as apostas, no entanto, o segundo filme arrecadou mais de US$ 1,6 bilhão nos cinemas, superando e muito o primeiro, que em 2015 fechou com “apenas” US$ 501,9 milhões.

No enredo, a menina Riley agora está passando pela tão temida adolescência e, junto com o seu amadurecimento, a sala de controle onde conhecemos a Alegria, a Tristeza, a Raiva, o Medo e o Nojinho no primeiro filme, também está passando por uma adaptação para dar lugar a algo totalmente inesperado: novas emoções.



Enquanto tenta se adaptar às suas novas condições hormonais, Riley começa a entrar em conflito com suas antigas amigas, tudo na esperança de se sentir popular e mais próxima da galera descolada do colégio. Com isso, novos “divertidamentes” são adicionados à Sala de Controle, e é quando conhecemos agora os “invasores”, a Vergonha, a Inveja, o Tédio e a descontrolada Ansiedade, que na versão brasileira não podia ter outra intérprete senão a Tatá Werneck.

Vergonha, Ansiedade, Inveja e Tédio


A certo ponto, Inside Out 2 é quase tão tocante quanto o primeiro filme — até porque nada pode superar o sacrifício do amigo imaginário Bing Bong — e me arrancou lágrimas sinceras em seus momentos mais conflituosos. Não tem como. Os filmes da Pixar sempre conseguem arrancar aquele seu sentimento reprimido e escondido da mente e Divertida Mente 2 mereceu todo o sucesso que fez nos cinemas, principalmente se levarmos em conta o quão didática essa história se torna para que educadores, pais e mães apresentem o amadurecimento infantil para as crianças de várias idades.

O filme, assim como o primeiro, está disponível no Disney +.

2 - Super/Man: A história de Christopher Reeve

Super/Man: A história de Christopher Reeve


Eu fui uma criança que cresceu nos anos 90 praticamente em frente à TV e, naquela época, como várias vezes já mencionei aqui no blog, conteúdo com a temática “Nerd” não era muito abundante, o que nos obrigava a reverenciar inúmeras vezes as mesmas coisas sendo reprisadas ao infinito e além.

Os filmes do Superman estrelados por Christopher Reeve eram, ao meu ver, naquele período o que havia de mais completo a respeito do personagem criado por Jerry Siegel e Joe Shuster na década de 1930. Eu curtia a série “Lois & Clark: As Aventuras do Superman”, mas os episódios nem de perto me davam a mesma sensação que os dois primeiros filmes de Richard Donner me causavam. Reeve inspirava a elegância e a imponência que um legítimo Superman deveria exalar e é exatamente nisso que se baseia o emocionante documentário da Max a respeito do homem por de trás do mito.

Super/Man: A história de Christopher Reeve


Eu ainda estava no ensino fundamental quando correu a notícia do acidente de hipismo que acabou deixando o ator de 42 anos tetraplégico. Todo moleque de treze ou quatorze anos na época conhecia Reeve por causa do seu papel icônico, e me lembro que foi muito triste saber que ele nunca mais voltaria a ficar de pé ou a andar.

Na minha mente, era quase como se alguém tivesse conseguido derrotar o Super-Homem de verdade e era difícil superar o fato de que aquele cara que a gente via na televisão voando e segurando helicópteros com as mãos pudesse ser tão humano na vida real. Depois da lição aprendida com a morte do Mufasa em O Rei Leão, a queda de Christopher Reeve deve ter sido a segunda lição que o pequeno Rodman aprendeu sobre a vida e a nossa mortalidade.

Christopher Reeve e a esposa, Dana Reeve
Christopher Reeve e a esposa, Dana Reeve


O documentário muito bem conduzido pelos diretores Ian Bonhôte e Peter Etterdgui não se preocupa em seguir a vida de Reeve cronologicamente, mostrando primeiro a sua infância até a sua morte, como costuma acontecer nesse tipo de produção. Uma narração em off feita pelo próprio ator já na cadeira de rodas onde ele passou mais de dez anos abre o documentário e, logo em seguida, somos convidados a conhecer mais a fundo a sua traumatizante adaptação após o acidente de cavalo que o vitimou.

É claro que o filme também conta como foi a escalação de Reeve para viver o maior super-herói dos quadrinhos na tela dos cinemas e como ele chocou os amigos da escola de teatro em aceitar um papel visto como banal para alguém que já havia interpretado as obras de Shakespeare nos palcos.

É notável também perceber quão bonita era a amizade entre Reeve e Robin Williams, e como o comediante foi importante em sua vida, principalmente após o acidente. Essa foi uma das grandes novidades que o documentário trouxe, já que eu não fazia ideia que os dois eram tão próximos assim.

Robin Williams e Christopher Reeve
Robin Williams e Christopher Reeve


Super/Man: A história de Christopher Reeve serve para nos mostrar que a nossa vida é frágil e que a qualquer momento podemos ser privados daquilo que mais prezamos. Além disso, o documentário acerta em mostrar que a família é muito importante em momentos de privação e que ela é mesmo a base que nos sustenta e que nos mantém firmes, mesmo diante das nossas fraquezas.

O filme está disponível na plataforma Max.

1 - Os Horrores de Caddo Lake

Os Horrores de Caddo Lake


Confesso que nunca tinha ouvido falar desse filme até ele aparecer numa lista de “melhores filmes de terror de 2024”, e decidi colocá-lo na lista aproveitando que estava com o serviço de streaming Max “no jeito”.

"Os Horrores de Caddo Lake" é daqueles filmes que te deixam inquieto, pensativo e reflexivo por muito tempo ainda além dos créditos finais. Me senti uma toupeira humana quando a projeção acabou e eu me vi ainda com um monte de perguntas a respeito do enredo na mente. Me forcei a tentar entender os intrincados meandros de uma história que não é tão complexa, mas que possui detalhes em sua narrativa que precisam ser absorvidas com calma.

Os Horrores de Caddo Lake


Não me envergonho de dizer que tive que assistir duas vezes seguidas para ter as minhas dúvidas sanadas. E valeu a pena.

Dirigido por Celine Held e Logan George, “Caddo Lake” conta a história de uma cidadezinha no sul dos Estados Unidos que se vê movimentada pelo desaparecimento misterioso de uma menina de oito anos. Quando uma série de mortes e de outros desaparecimentos passados começam a se conectar, é quando vemos as vidas de Ellie (Eliza Scanlen) e Paris (Dylan O'Brien) se alterando para sempre, à medida que conhecemos mais da história de sua família disfuncional.

Ellie (Eliza Scanlen) e Paris (Dylan O'Brien)
Ellie (Eliza Scanlen) e Paris (Dylan O'Brien)


Dizer mais do que isso estragaria a experiência de assistir esse filme que, para mim, em matéria de suspense e entrega foi o melhor do ano. Por isso, se você se interessou com todo esse mistério, vá atrás de “Caddo Lake” e mergulhe bem fundo nessa história que adorei ter conhecido… mesmo que tardiamente.

Como dito antes, o longa está disponível no Max.

NAMASTE!

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