Entre os anos 2002 e 2004, eu, Rod Rodman, me dediquei a dar vida aos meus próprios personagens super-heroicos em vez de só escrever fanfics com os heróis Marvel e DC.
Sim, na minha infância e adolescência boa parte do tempo que eu tinha era dedicado a "roteirizar" e desenhar os meus próprios gibis com versões juvenis do Homem-Aranha, Batman e o Superman, por exemplo.
Eu cheguei a ter uma pilha de quase 100 "volumes" desses "fanzines", todos feitos porcamente à mão grampeados no miolo e dobrados num "formatinho" estilo aos da Editora Abril dos anos 1970, 1980 e 1990.
Era bonitinho e tal, mas eu consigo imaginar o que as pessoas ao redor deviam pensar enquanto me viam lá encurvado desenhando e escrevendo em frente à prancheta A4:
"Ain, olha esse retardado achando que é artista! Coitado!"
O período em que parei de tentar ser o novo Frank Miller e comecei a apenas me dedicar a desenvolver meus próprios personagens textualmente — e, às vezes, rabiscando alguma coisa tremendamente horrível no papel para representá-los — foi muito divertido, e foi aí que todo um universo fantástico com a sua própria identidade começou a nascer.
Ou quase...
Já naquele início, eu desenvolvi quatro personagens distintos que futuramente viriam a integrar uma equipe de heróis brasileiros: a Legião Nacional.
O grupo era formado
por duas moças — amigas inseparáveis cuja história já está disponível completa
no Wattpad em “Rosa & Dália: O Despertar
das Bruxas” — e dois rapazes: Roger Luchetto, o herói Impacto
— igualmente disponível no Wattpad em “Impacto – Gene Ativo” e que eu apresentei aqui num post especial — e Daniel Oliveira, o Ilimitado, que você vai conhecer agora.
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| A formação original da Legião Nacional: Rosa, Dália, Impacto e Ilimitado |
Todo o background do personagem surgiu quando pensei em escrever uma fantasia de ficção
científica para jovens adultos usando o futuro como tema central. No começo do
século, eu já havia rascunhado muitas vezes o Ilimitado com seu traje
tecnológico e os gadgets engenhosos, mas faltava a argamassa que
conectaria esse personagem a algo mais real, mais próximo do leitor.
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| A primeira arte que fiz do Ilimitado no longínquo ano de 1999 |
Quando desenvolvi a personalidade do Daniel Oliveira, ele já possuía o ar inocente e sonhador que você conhecerá nas páginas do livro, mas sentia que precisava adicionar algum drama à sua vida.
Bem, ele não podia ser o único privilegiado da Legião
Nacional a não ter problemas graves para enfrentar — isso levando em
consideração as questões paternas que tanto Fabiana Ferraz, Beatriz Diniz e o
próprio Roger Luchetto encaram em suas respectivas histórias.
A questão da
paraplegia de Daniel surgiu quando pensei que ele precisava possuir um motivo
para se chamar “Ilimitado”, e que esse não fosse apenas um codinome maneiro que ficava bem grafado num logotipo.
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| Um dos primeiros visuais do Ilimitado, já nos anos 2000 |
Por estar em uma
cadeira de rodas há mais de um ano, Daniel saberia mais do que ninguém o significado
amplo da palavra limites, e quem melhor do que ele para dar o valor necessário ao
que a inteligência artificial futurista Right Hand teria a lhe oferecer?
“Poder ilimitado em um
traje dotado de tecnologia virtual no lugar de um veículo sobre rodas? Claro,
aceito”.
A ideia de que um
robô do futuro cairia no presente e que daria uma nova chance a um garoto
frágil sempre existiu, desde os primeiros rascunhos que escrevi sobre o
Ilimitado. O que foi fortalecido na versão atual é o pano de fundo que envolve
essa viagem pelo túnel do tempo e de quão ferrada está a sociedade no futuro a
ponto de a resposta para a salvação do mundo residir em um engenheiro ambiental
escondido numa cidadezinha do Mato Grosso, região Centro-Oeste do Brasil.
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| Outra proposta de design para o traje futurista do Ilimitado |
Enquanto eu
escrevia as memórias do Professor — que é quem envia Right Hand ao passado — eu
fui me dando conta de que a ficção e a realidade foram se mesclando aos poucos,
e foi bem assustador constatar que um futuro caótico como o de 2048 do livro
nem está tão longe assim de acontecer do jeito que as coisas andam no nosso
planeta Terra atualmente. Tsc!
Abaixo você pode ouvir um trecho narrado de um dos interlúdios que contam a realidade do futuro onde o Professor vive e as razões para ele enviar a inteligência artificial RH XXV ao presente:
Ainda bem que a realidade está bem longe disso, não é???????
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| O visual do Ilimitado e da IA futurista Right Hand XXV para a capa do livro |
Quem é o Ilimitado?
Ilimitado – O Herdeiro
do Futuro é o terceiro de três volumes que apresentam os personagens
centrais da Legião Nacional, a equipe de super-heróis brasileiros que
surge para unificar todos os personagens já criados por mim para o selo Eclipse Books. A história segue a cronologia do
universo, se passando exatamente trinta anos após a conclusão da saga de Alina Grigorescu — contada no
livro "Alina e a Chave do
Infinito" —, três anos após a última aventura de Henrique Harone como o Pássaro Noturno
— apresentada em "Pássaro Noturno – Reikon",
e um ano após os acontecimentos de “Rosa
& Dália: O Despertar das Bruxas”
e “Impacto – Gene Ativo”.
Mas, Rodman, eu
preciso ler todos os seus livros para entender Ilimitado – O Herdeiro do Futuro?
Não, jovem padawan. De maneira nenhuma. O livro é totalmente independente das demais obras, embora esteja intimamente
conectado a muitas delas. Aquilo que não for de seu conhecimento sobre o
universo geral citado nele não influencia negativamente na leitura, e apenas
complementa o tal universo mencionado anteriormente.
Todos os título Eclipse Books estão disponíveis na plataforma Wattpad gratuitamente. Abaixo seguem as capas de todos eles com seus respectivos links de acesso.
LIVROS ECLIPSE BOOKS EM ORDEM CRONOLÓGICA:
Alina e a Ordem do Portal de Fogo
Alina e o Concílio de Sangue
Alina e a Chave do Infinito
Pássaro Noturno – A Saga da Corporação
Pássaro Noturno – Máquina Brutal
Pássaro Noturno vs. Major Brasil
Ferina e a Geração Suprema
Pássaro Noturno - Reikon
Impacto - Gene Ativo
Para você que está chegando agora, seja muito bem-vindo (a). Pegue uma bebida e relaxe. E para aqueles que, porventura, já singraram os mares tortuosos da minha mente outrora, é aquilo de sempre...
NAMASTÊ!


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