22 de janeiro de 2026

Top 10 - Expectativas de Filmes 2026

Expectativas Cinema 2026


Olá, jovens padawans!

Com o ano começando é comum a gente ver por aí uma porção de listas do que esperar para assistir no streaming ou no cinema ao longo dos meses, por isso, decidi montar o meu Top 10 filmes — além dos agregados — mais esperados de 2026 na expectativa de discutir um pouco mais sobre cinema sério de verdade e, claro, as porcarias de sempre que eu verei com certeza.

Eu não tenho feito mais tantos reviews por aqui como gostaria, mas prometo acompanhar de perto os principais blockbusters que serão lançados e trazer a minha opinião pra cá sempre que possível.

Ou não, né?

Afinal, quem ainda vai perder tempo escrevendo em Blog às vésperas de uma Terceira Guerra Mundial, não é mesmo?

Sigam-me os bons (mas, em segurança dentro dos seus bunkers!)

1. Vingadores: Doutor Destino

Expectativas Cinema 2026


Embora recentemente a Marvel Studios não esteja entregando filmes com a qualidade esperada pelos fãs de cinema de boneco, é inegável que o hype para Vingadores: Doutor Destino ainda está lá nas alturas para alguns de nós.

E, a meu ver, a expectativa nem é só em ver o Robert Downey Jr. no papel daquele que considero o MAIOR vilão das histórias em quadrinhos da Marvel, o Doutor Destino — até porque considero essa escalação de elenco um dos maiores equívocos dos últimos tempos —, mas sim porque estou realmente muito curioso para saber como é que os roteiristas e os irmãos Anthony e Joe Russo vão costurar de forma eficaz o final dessa que foi a fase mais indigesta desde o início do MCU.

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E digo isso não só porque sobraram pontas soltas desde o início da Fase 5 — como o crescente empoderamento do Kang para a sua subsequente queda ao ostracismo, o fortalecimento do tema “multiverso” com as muitas versões do vilão, a personagem Monica Rambeau indo parar no universo dos X-Men ao final de As Marvels e toda a zona temporal que foi mostrada em Deadpool & Wolverine —, mas também porque tirando o próprio terceiro filme do mercenário falastrão e o terceiro capítulo de Guardiões da Galáxia, quase nada funcionou após o encerramento da Saga do Infinito nos cinemas.

Como pegar esse monte de projetos incompletos e de má qualidade e remendar tudo em dois filmes de duas horas? E, mais ainda, como fazer com que o público ainda se importe com todas essas coisas?

É claro que trazer de volta os atores que ajudaram a construir o MCU colabora para atrair as pessoas de volta ao cinema — já que aparentemente foi o afastamento de RDJR e Chris Evans que causou o declínio do Marvel Cinematic Universe —, mas será que é o bastante para que a Disney volte a faturar bilhões em bilheteria como aconteceu em Vingadores: Guerra Infinita (2018) e Vingadores: Ultimato (2019)?

O relevante sucesso de Homem-Aranha: Sem Volta para Casa (2021) com a participação dos Miranhas de Tobey Maguire e Andrew Garfield foi realmente uma boa sacada da Sony e da Marvel num período em que as coisas não estavam dando lá muito certo para nenhum dos dois estúdios, e se não fosse o burburinho causado por esse filme, duvido muito que algum executivo picudo da Marvel teria permitido sequer analisar o roteiro de Deadpool & Wolverine, que novamente jogou no seguro, trazendo de volta a seus antigos papeis super-heróicos não só o bom e velho Hugh Jackman, mas também a Elektra da Jennifer Garner e até o Blade de Wesley Snipes.

Crossovers são a forma mais, digamos assim, segura de fazer renda sempre que as coisas estão indo de mal a pior — e isso acontece nos quadrinhos desde a época dos fenícios —, por isso, a Marvel vai arriscar tudo que tem em seu poder nesses dois filmes dos Vingadores, trazendo toda essa galera já citada de volta e ainda apostando alto nos X-Men, personagens que começaram toda essa onda de filmes de bonecos nos anos 2000 e que atualmente causam a nostalgia nerd de produções que, em sua essência, nunca foram lá essas coisas — tirando X-Men 2 que é realmente ainda muito bom até hoje.

As bilheterias estão baixas? As críticas só crescem para cima dos nossos filmes mesmo que a gente se esforce para dar ao público o que ele quer? OK. Que tal botarmos um Vingadores Versus X-Men nos cinemas para abalar as estruturas cinematográficas, hein?

Não foi à toa que o teaser trailer mostrando os X-Men de volta — e o Ciclope do James Marsden com o uniforme azul e amarelo clássico do personagem!! — foi de longe o mais visto pelo público, desbancando até mesmo o retorno inacreditável de Chris Evans ao seu papel de Steve Rogers.

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O que eu espero particularmente do filme?

Bem, com o que fizeram em Capitão América – O Soldado Invernal, Capitão América: Guerra Civil, Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato, os Irmãos Russo já teriam bastante credibilidade por si só sem precisar de uma aposta muito alta no currículo, mas o fato é que, tirando os filmes do MCU, a carreira deles como diretores não deslanchou após a sua saída da Marvel, e os medianos “Agente Oculto” (2022) e “The Electric State” (2025) mostraram ao público geral que eles ainda precisam comer muito feijão com arroz para serem, de fato, considerados diretores de primeira linha.

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Vingadores: Doutor Destino é um risco duplo tanto da Marvel quando dos irmãos. Se der certo, vai consolidar Anthony e Joe como alguns dos maiores criadores de entretenimento da última década… porém, se os dois longas — falando também do vindouro Vingadores: Guerras Secretas — forem mal de bilheteria e naufragarem em críticas negativas, vão dar muita munição para dizerem por aí que tudo que eles conquistaram não passou de sorte, ou de um alinhamento de astros que só acontece uma vez na vida. E nunca mais.

Caso o fracasso se torne realidade e a ideia de misturar tudo em todo o lugar ao mesmo tempo não dê certo, para a Marvel vai ser o último prego num caixão que já está descendo para a cova há alguns bons anos.  

Quando estreia? 18 de dezembro de 2026.

2. Supergirl

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Diretor de Cruella da Disney com Emma Stone e do ótimo Eu, Tonya com Margot Robbie, Craig Gillespie tem pela frente a missão de elevar o nome da prima do Superman ao patamar mais alto das super-heroínas do cinema, missão um tanto quanto ingrata, diga-se de passagem.

A estreia do novo DCU sob a chancela de James Gunn não foi assim um abalo como se esperava, e me admira muito que eles não tenham apelado logo para o Batman como sendo o segundo filme dessa nova levada, como é de se esperar da DC sempre que algo não sai como eles esperam.

Em caso de derrapada, aperte o botão de emergência e ative o batsinal!

Não é difícil perceber que o Homem-Morcego é mesmo o personagem mais popular e mais rentável da empresa Warner, por isso, a aposta de Gunn num filme da Supergirl logo na sequência de uma recepção morna por parte do público com o seu Superman é meio que inusitada se pensarmos em termos mercadológicos.

Seja como for, o filme escrito por Ana Nogueira — atriz e roteirista americana — vai adaptar para as telas a história em quadrinhos escrita por Tom King e desenhada pela brasileira Bilquis Evely, e vai carregar muito da premissa de nos mostrar uma Supergirl (Milly Alcock) depressiva que vive com o peso nas costas de ter visto o seu mundo natal morrer duas vezes, primeiro, com a explosão de Krypton, depois com a destruição da sua cidade, Argo.

Na HQ, a kryptoniana sai em busca de um planeta irradiado por sol vermelho capaz de minar os seus poderes somente para que ela possa se embebedar em paz, porém, esse nem de longe é o plot principal da história. Enquanto cai no goró para esquecer dos problemas, a Mulher de Aço logo se vê imersa em um caso de vingança onde ela tem que ajudar uma garota alienígena a buscar justiça contra a pessoa que assassinou o seu pai.

O quanto disso veremos em live-action ainda é difícil dizer, mas o importante de se destacar é que o primeiro trailer do filme tem todo o DNA de James Gunn, e é impossível dizer que o agora diretor executivo do DCU não tenha botado as mãos na edição do filme promocional. 


Ao assisti-lo pela primeira vez, não houve quem não tenha reconhecido uma pegada de Guardiões da Galáxia ali no meio com a música pop tocando, alienígenas inseridos em um cenário multicolorido e muita, muita porradaria no espaço.

Ah, e se uma mulher protagonista superforte ainda não o convenceu a ir ver o filme nos cinemas, vale lembrar que teremos a estreia do Lobo de Jason Momoa para realizar o sonho molhado de 101 entre 100 nerds pelo mundo em vê-lo no papel do Maioral. Eu, inclusive, falei um pouco sobre isso nesse post aqui.

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Quando estreia? 25 de junho de 2026.

 3 – Michael

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Quem acompanha o meu blog desde 2010 já deve ter visto um ou outro post meu falando de o quanto eu sou fã de Michael Jackson e de o quanto a sua morte em 2009 me abalou profundamente.

Michael Jackson não foi só um cantor que mudou a história da música pop para sempre, mas sim um artista completo que dominava completamente os palcos e que tinha uma visão meticulosa sobre tudo que envolvia a sua própria arte. 

Não à toa, ele mudou praticamente sozinho o que era visto como videoclipe até a explosão de "Thriller" e obrigou todos os outros artistas a seguirem os seus passos para se tornarem relevantes.

Em suma, ele revolucionou a música desde a sua infância até a sua morte e é um dos maiores ícones que já pisou nesse planeta. Isso nem é opinião. É fato.

Como então representar todo esse poder e esse brilho para condensá-lo em um único filme de duas horas?

Não sei, mas que bom que essa tarefa ficou a cargo de Antoine Fuqua, um dos diretores negros mais tarimbados de Hollywood que não só nos presenteou com o seu excelente Dia de Treinamento (2001) com Denzel Washington, mas que também continuou ativo ao longo das décadas com outros filmes de sucesso como a refilmagem de Sete Homens e um Destino (2016) e a trilogia O Protetor (de 2014 a 2023).

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A cinebiografia musical sobre o rei do pop pretende retratar a vida e o legado do cantor — que em tela será representado pelo seu sobrinho Jaafar Jackson, um dos filhos de Jermaine Jackson, um dos irmãos mais velhos de Michael —, desde a infância no Jackson Five até o impacto cultural causado no mundo pela sua visão artística ímpar durante a fase adulta.

Acredito que o filme será uma homenagem a esse legado deixado por Michael e que passará longe da retratação pejorativa e injusta da mídia que o chamava de “aberração” — pela sua constante mudança de aparência — e “esquisito”, em especial, após as acusações de abuso sexual a que ele foi relacionado a partir de 1993, um dos grandes abalos em sua carreira até então impecável.

Eu estou muito ansioso para assistir a esse filme e espero que seja bom mais com a pegada de Rocketman (2019) de Elton John e nada parecido com Bohemian Rhapsody (2018), o filme que mais parecia uma paródia sobre a banda Queen do que uma homenagem a ela.

Quando estreia? 23 de abril de 2026.

4. Homem-Aranha: Um Novo Dia

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Não é segredo que eu nunca fui muito com a cara do Homem-Aranha do MCU e que a sua dependência do Homem de Ferro me incomodava muito nos primeiros filmes, principalmente por conhecer a essência autodidata do personagem dos quadrinhos.

Mesmo assim, pelo que tenho acompanhado das notícias a respeito do próximo longa, não há nada que esteja muito ruim que não possa… melhorar! Olha só, quem diria?

O filme escrito por Erik Sommers (de Jumanji - Bem-Vindos à Selva e de todos os outros Homens-Aranha de Tom Holland) e Chris McKenna (da série Community) e dirigido por Destin Daniel Cretton (de Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis) será mais pé no chão do que seu antecessor, Homem-Aranha: Sem Volta para Casa e vai mostrar um Escalador de Paredes mais urbano e menos multiversal ou intergaláctico, como vinha acontecendo anteriormente.

Tom Holland está de volta ao papel de Peter Parker e ao que tudo indica — pelo que já sabemos — teremos um vilão inédito nos cinemas com o Senhor Negativo sendo o grande responsável pela dor de cabeça do nosso herói teioso. 

Além do vilão com poderes de corrupção e cura (?), quem também deve dar as caras é o Escorpião (Michael Mando, que fez uma ponta em Homem-Aranha: De Volta para Casa) e o Lápide (Marvin “Krondon” Jones III), o vilão de pele impenetrável que geralmente nas HQs é o capanga de algum personagem mais sangue no zóio como o Rei do Crime, por exemplo.

Além disso, teremos o Hulk de Mark Ruffalo fazendo uma participação — que ninguém sequer imagina qual seja — e o Justiceiro do Jon Bernthal das séries do Demolidor fazendo uma ponta, essa sim mais efetiva já que rolaram até fotos de bastidores* com o ator paramentado com o colete de caveira no set de filmagem.

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* a foto acima é do especial do Justiceiro que será lançado no Disney+, mas é provável que o visual de Frank Castle no filme do Miranha seja esse mesmo.

O que muita gente tem tentado quebrar a cabeça para descobrir é o papel de Sadie Sink no filme, uma vez que a ruivinha que explodiu para o mundo com seu papel de Max em Stranger Things ainda não foi relacionada como nenhum personagem específico. Tudo que sabemos é que ela estará na produção de alguma forma e mais nada.

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As especulações vão desde ela ser a Mary Jane — o que não faz sentido já que esse universo já tem uma MJ que é a Zendaya —, uma das versões da “May Day”, a filha de Peter e MJ de uma realidade alternativa, e até a Jean Grey, o que daria o pontapé inicial para a reescalação de todo o elenco de X-Men a partir de Homem-Aranha: Um Novo Dia, com a possível morte dos velhos mutantes da Fox em Avengers: Doomsday.

Jean Grey e Mary Jane


O que eu acho?

Uma bosta!

Embora eles frequentem o mesmo universo e até a mesma cidade de vez em quando nos quadrinhos, o Homem-Aranha nunca teve muito a ver com os mutantes nos quadrinhos, por isso, jogar a Jean Grey ou qualquer outra variação dela — como a Fênix ou a sua filha Rachel Summers — num filme focado no Cabeça-de-Teia seria um baita desperdício, tendo em mente que o personagem nunca precisou da muleta de outros personagens para fazer sucesso no cinema.

E estamos falando de X-Men, meu amigo! Os mutantes da Marvel também se garantem sozinhos em uma obra própria. Desde quando eles precisam do Aranha para ganharem notoriedade?

Se Sadie Sink estivesse escalada para ser Angelica Jones, a Flama, faria muito mais sentido. Uma porque ela já é ruiva, outra porque, apesar de mutante, Jones fazia uma parceria inusitada com o Aranha e o Homem-de-Gelo no nostálgico desenho animado Homem-Aranha e Seus Amigos dos anos 1980, dando ao menos um fiapo de motivo para misturar o teioso com os mutantes.

Flama Angelica Jones


O quanto disso é verdade e o quanto é boato não sabemos, e exatamente por isso a expectativa para o quarto filme do Homem-Aranha em parceria entre a Sony e a Marvel Studios está quase tão alta quanto a dos Vingadores. Só espero mesmo que a história seja mais pé no chão e nada de tramas rocambolescas envolvendo personagens de outras realidades.

Quando estreia? 30 de julho de 2026.

 5. Street Fighter

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Quando o primeiro filme do Street Fighter – A Batalha Final foi lançado lá em 1994 com o Jean Claude Van Damme no papel principal, ninguém ficou muito satisfeito com o que viu nas telonas. Naquela época, era meio vergonhoso gostar de personagens coloridos com poderzinhos, e ainda mais vergonhoso admitir em público que se gostava, no entanto, eu lembro que já na saída dos cinemas o que mais a galera tinha eram reclamações quanto ao visual dos “Fighters”, bem como a qualidade baixa das cenas de luta oferecidas pelo filme.

Dirigido por Steve E. de Souza, A Batalha Final é tosco até doer e apesar do hype causado pelos jogos de fliperama (Street Fighter II e Super Street Fighter naquele tempo), não chegou a ser um sucesso de público. A gente que era fã do game no máximo tolerava o longa e ficou feliz com o famoso “é o que tem pra hoje”.

O lançamento do trailer de Street Fighter de 2026 foi catártico por dois motivos em especial: a fidelidade do visual dos personagens e as cenas de luta muito melhores do que qualquer coisa que o seu antecessor fez**.

Dirigido por Kitao Sakurai — que também não tem nada de muito relevante no currículo — o filme claramente decidiu abraçar o ridículo e não vai ter medo de mostrar o verdadeiro pastiche que o universo de Street Fighter sempre foi fora dos videogames. Os trajes dos lutadores estão bem mais próximos do que vemos na tela dos jogos e, aparentemente, houve uma acuidade maior quanto às coreografias de lutas que eram horríveis na "obra" de 1994.

É claro que ninguém está esperando uma masterpiece ganhadora de Oscars aqui, mas que pelo menos Sakurai e sua equipe entreguem um filme divertido em que o tema principal seja tratado com seriedade: nós queremos ver PORRADARIA!

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Ah, e aqui novamente teremos o ator Jason Momoa, desta vez interpretando a nossa joia nacional Carlos Blanka! ÉÉÉÉÉ do Brasil!

** Revendo aqui o trailer na edição do post acabei percebendo que o filme é mesmo uma homenagem ao de 1994 porque as lutas estão quase tão ruins quanto! KKKKKKK! 

Quando estreia? 15 de outubro de 2026.

 6. He-Man e os Mestres do Universo

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Dirigido por Travis Knight (de Kubo e as Cordas Mágicas), Mestres do Universo é a segunda tentativa de emplacar um longa-metragem com o personagem loiro da tanga de texugo nos cinemas. A primeira foi em 1987 com Dolph Lundgren no papel de He-Man e todos nós sabemos a decepção que foi ao ver que o filme tinha pouquíssimas semelhanças com a animação clássica da Filmation.

Agora, o personagem principal da franquia vai ser interpretado por Nicholas Galitzine (o par romântico de Anne Hathaway em “Uma Ideia de Você”) e as primeiras imagens não agradaram muita gente já que mostram o ator mais ou menos paramentado como o Príncipe Adam só que… na Terra. Como um humano comum. DE NOVO!

O grande erro de Mestres do Universo de 1987 foi justamente a questão de a história se passar 90% do tempo na Terra, ignorando completamente Etérnia, que é o planeta onde todo o lore de He-Man se desenrola na animação.

Rolaram logo as críticas de que o filme seria um “Barbie” só que com um outro boneco da Mattel ganhando vida, e o pior é que as imagens deram mesmo a entender isso.

O elenco ainda conta com Jared Leto como o arquiinimigo do He-Man, Esqueleto — depois de viver aquele Coringa esquisito de Esquadrão Suicida e o Morbius no filme da Sony, quem sabe essa não seja a redenção de Leto como um vilão de verdade? —, Alison Brie como a Maligna, Morena Baccarin como a Feiticeira, Idris Elba como o Mentor e Camila Mendes como Tilla.

O que eu espero de Mestres do Universo?

Para ser sincero, não muito além de que seja mais fiel com a história do He-Man — que não é lá essas coisas também, né! — do que o primeiro filme e que tenha a transformação com a espada em riste com o grito clássico:

"Eu tenho a Força!"***

*** Obviamente eu escrevi esse post ANTES do lançamento do trailer completo do filme, mas parte do que falei aqui acabou se confirmando. O filme vai se passar um tempo na Terra, porém, tem um bom motivo para isso. O clima das cenas de ação mostradas está excelente, bem como o visual dos personagens. 

E sim! Vai ter a transformação do Adam em He-Man com o grito clássico!



Quando estreia? 4 de junho de 2026.

7 - Werwulf

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Robert Eggers tem se tornado sinônimo de terror moderno na última década e um filme sobre lobisomem criado por ele já é suficiente para aguçar a minha curiosidade, mesmo levando em consideração que todo ano sai um filme novo com esse assunto.

Depois de apostar alto com o remake de Nosferatu (2024), de inovar com a história surpreendente de A Bruxa (2015) e de deixar todo mundo enclausurado junto com Willem Dafoe e Robert Pattinson em O Farol (2019), agora é a vez de Eggers nos dar a sua visão especial do licantropo mais famoso do imaginário popular.

O filme promete ter uma estética expressionista e criaturas desenvolvidas com efeitos práticos — coisa rara hoje em dia — e o cineasta traz para acompanhá-lo no elenco mais uma vez o veterano Willem Dafoe (que além de O Farol, fez também uma participação em Nosferatu), Lily Rose Depp (de Nosferatu), Anya Taylor-Joy (de A Bruxa) e o onipresente Bill Skarsgård, que foi a criatura das trevas em Nosferatu.

Para viver o lobisomem, Eggers escalou Aaron Taylor Johnson (que também esteve em Nosferatu) e não há mais a se dizer sobre o longa além de que com certeza ele será um dos melhores de terror do ano. Podem anotar aí e me cobrar depois.

Quando estreia? 25 de dezembro de 2026.

8. A Noiva

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Falando em terror, também esse ano teremos A Noiva, mais uma adaptação da clássica história de Mary Shelley onde o monstro de Frankenstein ganha uma amante para chamar de sua.

Além das outras inúmeras adaptações com esse mesmo tema, posso citar pelo menos duas que ainda estão frescas na memória popular, o próprio Frankenstein de Guillermo del Toro (2025) e Pobres Criaturas de Yorgos Lanthimos(2023), porém, se puxarmos da memória, dá para listar bem mais de cinquenta filmes que já adaptaram ou pelo menos reimaginaram o texto de Shelley para o cinema.

Mas enfim. O diferencial aqui é a direção de A Noiva que fica a cargo de Maggie Gyllenhaal (de A Filha Perdida de 2021) e do elenco que conta com nomes grandiosos como Christian Bale (que vai viver o monstro de Frankenstein), Jessie Buckley (a vencedora do Globo de Ouro de Melhor Atriz de 2026 por seu papel em Hamnet: A Vida antes de Hamlet) como a personagem-título, além de Penélope Cruz e Annette Bening em papéis coadjuvantes.

O filme tem sido vendido como uma reimaginação punk de Frankenstein — o livro — e pretende dar uma visão diferenciada de tudo que já vimos sobre esse tema. Pra mim, só de ter dois atores premiados à frente do projeto como Bale e Buckley já me interessa e muito ver de frente para a telona.

Quando estreia? 5 de março de 2026.

9. Digger

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Tom Cruise se definiu como um astro de filmes de ação desde que agarrou com unhas e dentes a franquia Missão Impossível e não soltou mais — pelo menos até o ano passado. E eu diria mais! Eu diria que mesmo no alto dos seus sessenta e tantos anos ele ainda é O MAIOR astro de ação de Hollywood.

Ao longo da sua carreira, entre uma missão e outra do seu Ethan Hunt, ele se aventurou por filmes mais conceituais autorais como Vanilla Sky (de Cameron Crowe, 2001), De Olhos Bem Fechados (de Stanley Kubrick, 1999) e Magnólia (de Paul Thomas Anderson, 2000), que a meu ver, é onde ele provou que é um ator de verdade, com “A” maiúsculo, e que o seu talento vai muito além de fazer acrobacias quase suicidas em motos, aviões e trens diante das câmeras.

Com o fim — por ora — de Missão Impossível, talvez Cruise esteja querendo provar para Hollywood — e para si mesmo — que ainda há um ator por trás de toda aquela loucura de Cientologia, e que há espaço em sua galeria para prêmios de atuação como Globo de Ouro e, quem sabe, o Oscar.

Pelo menos é essa impressão que me passou ao ver o teaser de Digger, filme que é descrito apenas como uma "comédia de proporções desastrosas" que mistura espetáculo técnico com um estudo meticuloso de personagem. 

Essa descrição da sinopse de Digger é típica dos trabalhos realizados pelo diretor Alejandro G. Iñárritu, cujos papeis principais em outras produções de sua autoria como Birdman e O Regresso renderam, olha só, prêmios de atuação para Michael Keaton (Globo de Ouro de Melhor ator em 2015) e Leonardo DiCaprio (Melhor Ator no Oscar de 2016).

Será coincidência a escolha de Cruise em trabalhar com Iñárritu? Eu duvido.

Cruise recebeu um Oscar Honorário por sua carreira em 2025, mas acredito que ele esteja buscando algo mais sólido para se colocar de vez no grande hall dos vencedores de fato, onde caras como Daniel Day-Lewis, Denzel Washington e Sean Penn já estão há algum tempo.

O projeto promete unir ambição visual, intensidade dramática e a exploração existencial típica do cineasta mexicano, o que vai fazer com que eu esteja na plateia logo na estreia de Digger mesmo sem saber MAIS NADA além disso sobre o filme.

Quando estreia? 1 de outubro de 2026.

10. Duna: Parte 3

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Confesso que o primeiro Duna (2021) me causou uma sonolência irresistível da primeira vez que o assisti e demorei a entender a grandiosidade da obra de Dennis Villeneuve ou a razão de tanta gente ter tecido elogios extensos sobre o longa-metragem na época.

O segundo filme (de 2024) me empolgou bem mais a querer acompanhar a saga de Paul Atreides e me deixou verdadeiramente impressionado com os seus efeitos visuais e a composição de cenários, veículos e armamentos usados para contar a história. Sem falar que o filme é bem mais agitado que o primeiro e bem melhor escrito também.

Para a parte final da trilogia baseada na obra de Frank Herbert, Villeneuve traz de volta o agora badalado Timothée Chalamet (ganhador do Globo de Ouro de 2026 por Marty Supreme) como Atreides, além de Florence Pugh, Zendaya e Javier Bardem repetindo seus personagens. A novidade do elenco fica a cargo de Anya Taylor Joy (que fez só uma ponta na segunda parte), Ida Brooke e Nakoa-Wolf Momoa (filho de Jason Momoa), que farão os descendentes de Paul na continuação, e também de Robert Pattinson, que viverá o vilão Scytale nessa terceira parte.

O filme promete ser uma das grandes estreias de 2026 e vai bater de frente com Vingadores: Doutor Destino em dezembro, com ambos estreando com poucos dias de diferença. Quem será que abocanha a maior bilheteria entre esses dois tremendos blockbusters?

Quando estreia? 17 de dezembro de 2026.

 

Antes de concluir o post sobre as expectativas cinematográficas, não tem como pelo menos citar “A Odisseia” de Christopher Nolan, filme que promete ser O grande lançamento de 2026 e que vai adaptar o épico grego de Homero sobre a longa e perigosa jornada de volta para casa do herói Odisseu após a Guerra de Tróia.

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O elenco estrelar do longa conta com nomes como Matt Damon (Odisseu), Tom Holland (Telêmaco), Robert Pattinson (Antínoo), Zendaya (Athena), Mia Goth (Melanto), Anne Hathaway (Penélope), e Jon Bernthal (Menelau) entre outros.

O filme tem tudo para angariar a maior bilheteria do ano não só pela grandiosidade da sua história, mas principalmente porque Christopher Nolan não costuma brincar em serviço quando se trata de criar filmes épicos. 

Imagina nesse caso que ele realmente vai adaptar uma história épica!

Sem falar que eu veria esse filme de qualquer jeito só pelo elenco. Um dos maiores e mais qualitativos que eu já vi num filme do diretor. E olhe que eu nem sou lá grande fã do Nolan, embora reconheça que ele é prepotente foda.

A Odisseia estreia em julho.

Aqui em terras brasilis, destaco dois lançamentos que devem valer o ingresso ainda no primeiro semestre do ano. 

Primeiro, temos Velhos Bandidos, uma comédia dirigida por Cláudio Torres — irmão de Fernanda Torres — com Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Lázaro Ramos, Bruna Marquezine e Vladimir Brichta nos papéis principais.

Eu nem precisaria de muita coisa para querer ver esse filme. Olha só esse pôster que coisa maravilhosa! As poses de “bandidos” do Brichta e da Bruna estão de foder. Sem falar que ter a Fernandona Montenegro ativa no alto dos seus 96 anos é bom demais da conta!

expectativas cinema 2026


O filme estreia em março.

Dirigido por Gustavo Bonafé (de Chocante de 2017 e da série Vidas Bandidas de 2024), Rio de Sangue é um thriller policial que conta a história de Patrícia (Giovanna Antonelli), uma policial afastada da corporação após uma operação desastrosa que precisa sair da “aposentadoria” para salvar a filha Luiza (Alice Wegmann) de quem se afastou por conta da natureza do seu trabalho e cuja vida está em risco no Pará.

expectativas cinema 2026


A sinopse do filme indica que teremos grandes cenas de ação e perseguição enquanto Patrícia tenta resgatar Luiza das mãos dos malfeitores, e se fosse nos Estragos Fudidos, esse com certeza seria um filme que seria oferecido ao Jason Statham, dada a similaridade dos papeis que ele sempre aceita fazer por lá!

Rio de Sangue estreia nacionalmente em abril 

E você, jovem padawan? Qual o seu filme mais esperado de 2026?

NAMASTÊ!

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