Olá, jovens padawans!
Com o ano começando é comum a gente ver por aí uma porção de
listas do que esperar para assistir no streaming ou no cinema ao longo dos
meses, por isso, decidi montar o meu Top 10 filmes — além dos agregados — mais
esperados de 2026 na expectativa de discutir um pouco mais sobre cinema sério
de verdade e, claro, as porcarias de sempre que eu verei com certeza.
Eu não tenho feito mais tantos reviews por aqui como
gostaria, mas prometo acompanhar de perto os principais blockbusters que serão
lançados e trazer a minha opinião pra cá sempre que possível.
Ou não, né?
Afinal, quem ainda vai perder tempo escrevendo em Blog às vésperas de uma
Terceira Guerra Mundial, não é mesmo?
Sigam-me os bons (mas, em segurança dentro dos seus bunkers!)
1. Vingadores: Doutor Destino
Embora recentemente a Marvel Studios não esteja entregando filmes com a qualidade esperada pelos fãs de cinema de boneco, é inegável que o hype para Vingadores: Doutor Destino ainda está lá nas alturas para alguns de nós.
E, a meu ver, a expectativa nem é só em ver o Robert Downey
Jr. no papel daquele que considero o MAIOR vilão das histórias em quadrinhos da
Marvel, o Doutor Destino — até porque considero essa escalação de elenco um dos maiores
equívocos dos últimos tempos —, mas sim porque estou realmente muito curioso
para saber como é que os roteiristas e os irmãos Anthony e Joe Russo vão costurar de forma eficaz o final dessa que foi a fase mais indigesta desde o início do MCU.
E digo isso não só porque sobraram pontas soltas desde o início
da Fase 5 — como o crescente empoderamento do Kang para a sua subsequente
queda ao ostracismo, o fortalecimento do tema “multiverso” com as muitas
versões do vilão, a personagem Monica Rambeau indo parar no universo dos X-Men ao final
de As Marvels e toda a zona temporal que foi mostrada em Deadpool &
Wolverine —, mas também porque tirando o próprio terceiro filme do mercenário
falastrão e o terceiro capítulo de Guardiões da Galáxia, quase nada funcionou
após o encerramento da Saga do Infinito nos cinemas.
Como pegar esse monte de projetos incompletos e de má qualidade
e remendar tudo em dois filmes de duas horas? E, mais ainda, como fazer
com que o público ainda se importe com todas essas coisas?
É claro que trazer de volta os atores que ajudaram a construir o MCU colabora para atrair as pessoas de volta ao cinema — já que aparentemente
foi o afastamento de RDJR e Chris Evans que causou o declínio do Marvel Cinematic
Universe —, mas será que é o bastante para que a Disney volte a faturar bilhões em
bilheteria como aconteceu em Vingadores: Guerra Infinita (2018) e Vingadores: Ultimato (2019)?
O relevante sucesso de Homem-Aranha: Sem Volta para Casa (2021) com
a participação dos Miranhas de Tobey Maguire e Andrew Garfield foi realmente
uma boa sacada da Sony e da Marvel num período em que as coisas não estavam
dando lá muito certo para nenhum dos dois estúdios, e se não fosse o burburinho causado por esse filme, duvido muito que
algum executivo picudo da Marvel teria permitido sequer analisar o roteiro de Deadpool &
Wolverine, que novamente jogou no seguro, trazendo de volta a seus antigos
papeis super-heróicos não só o bom e velho Hugh Jackman, mas também a Elektra
da Jennifer Garner e até o Blade de Wesley Snipes.
Crossovers são a forma mais, digamos assim, segura de fazer
renda sempre que as coisas estão indo de mal a pior — e isso acontece nos
quadrinhos desde a época dos fenícios —, por isso, a Marvel vai arriscar tudo
que tem em seu poder nesses dois filmes dos Vingadores, trazendo toda essa galera já citada de volta e ainda
apostando alto nos X-Men, personagens que começaram toda essa onda de filmes de bonecos
nos anos 2000 e que atualmente causam a nostalgia nerd de produções que, em sua essência,
nunca foram lá essas coisas — tirando X-Men 2 que é realmente ainda muito bom
até hoje.
As bilheterias estão baixas? As críticas só crescem para
cima dos nossos filmes mesmo que a gente se esforce para dar ao público o que
ele quer? OK. Que tal botarmos um Vingadores Versus X-Men nos cinemas para abalar as
estruturas cinematográficas, hein?
Não foi à toa que o teaser trailer mostrando os X-Men de
volta — e o Ciclope do James Marsden com o uniforme azul e amarelo clássico do personagem!! — foi de longe o mais
visto pelo público, desbancando até mesmo o retorno inacreditável de Chris
Evans ao seu papel de Steve Rogers.
O que eu espero particularmente do filme?
Bem, com o que fizeram em Capitão América – O Soldado
Invernal, Capitão América: Guerra Civil, Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato, os Irmãos Russo já teriam
bastante credibilidade por si só sem precisar de uma aposta muito alta no currículo, mas o
fato é que, tirando os filmes do MCU, a carreira deles como diretores não deslanchou
após a sua saída da Marvel, e os medianos “Agente Oculto” (2022) e “The Electric State” (2025) mostraram ao público geral que eles ainda precisam comer muito feijão com arroz
para serem, de fato, considerados diretores de primeira linha.
Vingadores: Doutor Destino é um risco duplo tanto da
Marvel quando dos irmãos. Se der certo, vai consolidar Anthony e Joe como alguns
dos maiores criadores de entretenimento da última década… porém, se os dois longas — falando também do vindouro Vingadores: Guerras Secretas — forem mal de bilheteria e naufragarem em críticas negativas, vão
dar muita munição para dizerem por aí que tudo que eles conquistaram não passou de
sorte, ou de um alinhamento de astros que só acontece uma vez na vida. E nunca
mais.
Caso o fracasso se torne realidade e a ideia de misturar tudo em todo o lugar ao mesmo tempo não dê certo, para a Marvel vai ser o último prego num caixão que já está
descendo para a cova há alguns bons anos.
Quando estreia? 18 de dezembro de 2026.
2. Supergirl
Diretor de Cruella da Disney com Emma Stone e do ótimo Eu,
Tonya com Margot Robbie, Craig Gillespie tem pela frente a missão de elevar o
nome da prima do Superman ao patamar mais alto das super-heroínas do
cinema, missão um tanto quanto ingrata, diga-se de passagem.
A estreia do novo DCU sob a chancela de James Gunn não foi assim
um abalo como se esperava, e me admira muito que eles não tenham apelado logo
para o Batman como sendo o segundo filme dessa nova levada, como é de se esperar da DC sempre que
algo não sai como eles esperam.
Em caso de derrapada, aperte o botão de emergência e ative o batsinal!
Não é difícil perceber que o Homem-Morcego é mesmo o personagem
mais popular e mais rentável da empresa Warner, por isso, a aposta de Gunn num
filme da Supergirl logo na sequência de uma recepção morna por parte do público
com o seu Superman é meio que inusitada se pensarmos em termos mercadológicos.
Seja como for, o filme escrito por Ana Nogueira — atriz e
roteirista americana — vai adaptar para as telas a história em quadrinhos
escrita por Tom King e desenhada pela brasileira Bilquis Evely, e vai carregar
muito da premissa de nos mostrar uma Supergirl (Milly Alcock) depressiva que
vive com o peso nas costas de ter visto o seu mundo natal morrer duas vezes,
primeiro, com a explosão de Krypton, depois com a destruição da sua cidade, Argo.
Na HQ, a kryptoniana sai em busca de um planeta irradiado
por sol vermelho capaz de minar os seus poderes somente para que ela possa se
embebedar em paz, porém, esse nem de longe é o plot principal da história. Enquanto cai no goró para esquecer dos problemas, a Mulher de Aço logo se vê imersa em um caso de vingança onde ela tem que ajudar uma
garota alienígena a buscar justiça contra a pessoa que assassinou o seu pai.
O quanto disso veremos em live-action ainda é difícil dizer, mas o importante de se destacar é que o primeiro trailer do filme tem todo o DNA de James Gunn, e é impossível dizer que o agora diretor executivo do DCU não tenha botado as mãos na edição do filme promocional.
Ao assisti-lo pela primeira
vez, não houve quem não tenha reconhecido uma pegada de Guardiões da Galáxia
ali no meio com a música pop tocando, alienígenas inseridos em um cenário
multicolorido e muita, muita porradaria no espaço.
Ah, e se uma mulher protagonista superforte ainda não o convenceu a ir ver o filme nos cinemas, vale lembrar que teremos a estreia do Lobo de Jason Momoa para realizar o sonho molhado de 101 entre 100 nerds pelo mundo em vê-lo no papel do Maioral. Eu, inclusive,
falei um pouco sobre isso nesse post aqui.
Quando estreia? 25 de junho de 2026.
3 – Michael
Quem acompanha o meu blog desde 2010 já deve ter visto um ou
outro post meu falando de o quanto eu sou fã de Michael Jackson e de o quanto a
sua morte em 2009 me abalou profundamente.
Michael Jackson não foi só um cantor que mudou a história da música pop para sempre, mas sim um artista completo que dominava completamente os palcos e que tinha uma visão meticulosa sobre tudo que envolvia a sua própria arte.
Não à toa, ele mudou praticamente sozinho o que
era visto como videoclipe até a explosão de "Thriller" e obrigou todos os outros artistas a seguirem os seus
passos para se tornarem relevantes.
Em suma, ele revolucionou a música desde a sua infância até
a sua morte e é um dos maiores ícones que já pisou nesse planeta. Isso nem é opinião. É fato.
Como então representar todo esse poder e esse brilho para
condensá-lo em um único filme de duas horas?
Não sei, mas que bom que essa tarefa ficou a cargo de Antoine
Fuqua, um dos diretores negros mais tarimbados de Hollywood que não só nos
presenteou com o seu excelente Dia de Treinamento (2001) com Denzel Washington, mas
que também continuou ativo ao longo das décadas com outros filmes de
sucesso como a refilmagem de Sete Homens e um Destino (2016) e a trilogia O Protetor (de 2014 a 2023).
A cinebiografia musical sobre o rei do pop pretende retratar
a vida e o legado do cantor — que em tela será representado pelo seu sobrinho Jaafar
Jackson, um dos filhos de Jermaine Jackson, um dos irmãos mais velhos de Michael —, desde a infância no Jackson Five até o impacto cultural causado no mundo pela sua visão artística ímpar durante a fase adulta.
Acredito que o filme será uma homenagem a esse legado
deixado por Michael e que passará longe da retratação pejorativa e injusta da mídia que o chamava de “aberração” — pela sua
constante mudança de aparência — e “esquisito”,
em especial, após as acusações de abuso sexual a que ele foi relacionado a
partir de 1993, um dos grandes abalos em sua carreira até então impecável.
Eu estou muito ansioso para assistir a esse filme e espero
que seja bom mais com a pegada de Rocketman (2019) de Elton John e nada parecido com Bohemian
Rhapsody (2018), o filme que mais parecia uma paródia sobre a banda Queen do que uma homenagem a ela.
Quando estreia? 23 de abril de 2026.
4. Homem-Aranha: Um Novo Dia
Não é segredo que eu nunca fui muito com a cara do
Homem-Aranha do MCU e que a sua dependência do Homem de Ferro me incomodava muito nos primeiros filmes, principalmente por conhecer a essência autodidata
do personagem dos quadrinhos.
Mesmo assim, pelo que tenho acompanhado das notícias a
respeito do próximo longa, não há nada que esteja muito ruim que não possa…
melhorar! Olha só, quem diria?
O filme escrito por Erik Sommers (de Jumanji - Bem-Vindos à Selva e de todos os outros Homens-Aranha de Tom Holland) e Chris McKenna (da série Community) e dirigido por Destin Daniel Cretton (de Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis) será mais pé no chão do que seu antecessor, Homem-Aranha: Sem Volta para Casa e vai mostrar um Escalador de Paredes mais urbano e menos multiversal ou intergaláctico, como vinha acontecendo anteriormente.
Tom Holland está de volta ao papel de Peter Parker e ao que tudo indica — pelo que já sabemos — teremos um vilão inédito nos cinemas com o Senhor Negativo sendo o grande responsável pela dor de cabeça do nosso herói teioso.
Além do vilão com poderes de corrupção e cura (?), quem também deve dar as
caras é o Escorpião (Michael Mando, que fez uma ponta em
Homem-Aranha: De Volta para Casa) e o Lápide (Marvin “Krondon” Jones III), o
vilão de pele impenetrável que geralmente nas HQs é o capanga de algum personagem mais
sangue no zóio como o Rei do Crime, por exemplo.
Além disso, teremos o Hulk de Mark Ruffalo fazendo uma
participação — que ninguém sequer imagina qual seja — e o Justiceiro do Jon
Bernthal das séries do Demolidor fazendo uma ponta, essa sim mais
efetiva já que rolaram até fotos de bastidores* com o ator paramentado com o colete
de caveira no set de filmagem.
* a foto acima é do especial do Justiceiro que será lançado no Disney+, mas é provável que o visual de Frank Castle no filme do Miranha seja esse mesmo.
O que muita gente tem tentado quebrar a cabeça para descobrir
é o papel de Sadie Sink no filme, uma vez que a ruivinha que explodiu para o
mundo com seu papel de Max em Stranger Things ainda não foi relacionada como
nenhum personagem específico. Tudo que sabemos é que ela estará na produção de alguma forma e mais nada.
As especulações vão desde ela ser a Mary Jane — o que não
faz sentido já que esse universo já tem uma MJ que é a Zendaya —, uma das
versões da “May Day”, a filha de Peter e MJ de uma realidade alternativa, e até a Jean
Grey, o que daria o pontapé inicial para a reescalação de todo o elenco de X-Men a
partir de Homem-Aranha: Um Novo Dia, com a possível morte dos velhos mutantes da Fox em
Avengers: Doomsday.
O que eu acho?
Uma bosta!
Embora eles frequentem o mesmo universo e até a mesma cidade
de vez em quando nos quadrinhos, o Homem-Aranha nunca teve muito a ver com os
mutantes nos quadrinhos, por isso, jogar a Jean Grey ou qualquer outra variação
dela — como a Fênix ou a sua filha Rachel Summers — num filme focado no
Cabeça-de-Teia seria um baita desperdício, tendo em mente que o personagem
nunca precisou da muleta de outros personagens para fazer sucesso no cinema.
E estamos falando de X-Men, meu amigo! Os mutantes da Marvel também se garantem sozinhos em uma obra própria. Desde quando eles precisam do Aranha para ganharem notoriedade?
Se Sadie Sink estivesse escalada para ser Angelica Jones, a Flama, faria muito mais sentido. Uma porque ela já é ruiva, outra porque, apesar de mutante, Jones fazia uma parceria inusitada com o Aranha e o Homem-de-Gelo no nostálgico desenho animado Homem-Aranha e Seus Amigos dos anos 1980, dando ao menos um fiapo de motivo para misturar o teioso com os mutantes.
O quanto disso é verdade e o quanto é boato não sabemos, e
exatamente por isso a expectativa para o quarto filme do Homem-Aranha em parceria
entre a Sony e a Marvel Studios está quase tão alta quanto a dos Vingadores. Só
espero mesmo que a história seja mais pé no chão e nada de tramas rocambolescas
envolvendo personagens de outras realidades.
Quando estreia? 30 de julho de 2026.
5. Street Fighter
Quando o primeiro filme do Street Fighter – A Batalha Final
foi lançado lá em 1994 com o Jean Claude Van Damme no papel principal, ninguém
ficou muito satisfeito com o que viu nas telonas. Naquela época, era meio
vergonhoso gostar de personagens coloridos com poderzinhos, e ainda mais
vergonhoso admitir em público que se gostava, no entanto, eu lembro que já na saída dos cinemas o
que mais a galera tinha eram reclamações quanto ao visual dos “Fighters”, bem como a qualidade baixa das cenas de luta oferecidas pelo filme.
Dirigido por Steve E. de Souza, A Batalha Final é tosco até doer e apesar do
hype causado pelos jogos de fliperama (Street Fighter II e Super Street Fighter naquele tempo), não chegou a ser um sucesso de público. A
gente que era fã do game no máximo tolerava o longa e ficou feliz com o famoso “é o que
tem pra hoje”.
O lançamento do trailer de Street Fighter de 2026 foi
catártico por dois motivos em especial: a fidelidade do visual dos personagens
e as cenas de luta muito melhores do que qualquer coisa que o seu antecessor
fez**.
Dirigido por Kitao Sakurai — que também não tem nada de
muito relevante no currículo — o filme claramente decidiu abraçar o ridículo e não
vai ter medo de mostrar o verdadeiro pastiche que o universo de Street Fighter
sempre foi fora dos videogames. Os trajes dos lutadores estão bem mais próximos
do que vemos na tela dos jogos e, aparentemente, houve uma acuidade maior quanto
às coreografias de lutas que eram horríveis na "obra" de 1994.
É claro que ninguém está esperando uma masterpiece ganhadora
de Oscars aqui, mas que pelo menos Sakurai e sua equipe entreguem um filme
divertido em que o tema principal seja tratado com seriedade: nós queremos ver
PORRADARIA!
Ah, e aqui novamente teremos o ator Jason Momoa, desta vez interpretando a nossa joia nacional Carlos Blanka! ÉÉÉÉÉ do Brasil!
** Revendo aqui o trailer na edição do post acabei percebendo que o filme é mesmo uma homenagem ao de 1994 porque as lutas estão quase tão ruins quanto! KKKKKKK!
Quando estreia? 15 de outubro de 2026.
6. He-Man e os Mestres do Universo
Dirigido por Travis Knight (de Kubo e as Cordas Mágicas), Mestres
do Universo é a segunda tentativa de emplacar um longa-metragem com o
personagem loiro da tanga de texugo nos cinemas. A primeira foi em 1987 com
Dolph Lundgren no papel de He-Man e todos nós sabemos a decepção que foi ao
ver que o filme tinha pouquíssimas semelhanças com a animação clássica da Filmation.
Agora, o personagem principal da franquia vai ser
interpretado por Nicholas Galitzine (o par romântico de Anne Hathaway em “Uma
Ideia de Você”) e as primeiras imagens não agradaram muita gente já que mostram
o ator mais ou menos paramentado como o Príncipe Adam só que… na Terra. Como um
humano comum. DE NOVO!
O grande erro de Mestres do Universo de 1987 foi justamente
a questão de a história se passar 90% do tempo na Terra, ignorando completamente
Etérnia, que é o planeta onde todo o lore de He-Man se desenrola na animação.
Rolaram logo as críticas de que o filme seria um “Barbie” só
que com um outro boneco da Mattel ganhando vida, e o pior é que as imagens
deram mesmo a entender isso.
O elenco ainda conta com Jared Leto como o arquiinimigo do
He-Man, Esqueleto — depois de viver aquele Coringa esquisito de Esquadrão
Suicida e o Morbius no filme da Sony, quem sabe essa não seja a redenção de
Leto como um vilão de verdade? —, Alison Brie como a Maligna, Morena Baccarin
como a Feiticeira, Idris Elba como o Mentor e Camila Mendes como Tilla.
O que eu espero de Mestres do Universo?
Para ser sincero, não muito além de que seja mais fiel com a
história do He-Man — que não é lá essas coisas também, né! — do que o primeiro
filme e que tenha a transformação com a espada em riste com o grito clássico:
"Eu tenho a Força!"***
*** Obviamente eu escrevi esse post ANTES do lançamento do trailer completo do filme, mas parte do que falei aqui acabou se confirmando. O filme vai se passar um tempo na Terra, porém, tem um bom motivo para isso. O clima das cenas de ação mostradas está excelente, bem como o visual dos personagens.
E sim! Vai ter a transformação do Adam em He-Man com o grito clássico!
Quando estreia? 4 de junho de 2026.
7 - Werwulf
Robert Eggers tem se tornado sinônimo de terror moderno na
última década e um filme sobre lobisomem criado por ele já é suficiente para
aguçar a minha curiosidade, mesmo levando em consideração que todo ano sai um
filme novo com esse assunto.
Depois de apostar alto com o remake de Nosferatu (2024), de
inovar com a história surpreendente de A Bruxa (2015) e de deixar todo mundo enclausurado junto com
Willem Dafoe e Robert Pattinson em O Farol (2019), agora é a vez de
Eggers nos dar a sua visão especial do licantropo mais famoso do imaginário
popular.
O filme promete ter uma estética expressionista e criaturas desenvolvidas com efeitos práticos — coisa rara hoje em dia — e o cineasta traz para acompanhá-lo no
elenco mais uma vez o veterano Willem Dafoe (que além de O Farol, fez também
uma participação em Nosferatu), Lily Rose Depp (de
Nosferatu), Anya Taylor-Joy (de A Bruxa) e o onipresente Bill Skarsgård, que
foi a criatura das trevas em Nosferatu.
Para viver o lobisomem, Eggers escalou Aaron Taylor Johnson
(que também esteve em Nosferatu) e não há mais a se dizer sobre o longa além de
que com certeza ele será um dos melhores de terror do ano. Podem anotar aí e
me cobrar depois.
Quando estreia? 25 de dezembro de 2026.
8. A Noiva
Falando em terror, também esse ano teremos A Noiva, mais uma
adaptação da clássica história de Mary Shelley onde o monstro de Frankenstein
ganha uma amante para chamar de sua.
Além das outras inúmeras adaptações com esse mesmo tema, posso citar pelo menos duas que ainda estão frescas na memória popular, o próprio Frankenstein de Guillermo del Toro (2025) e Pobres Criaturas de Yorgos Lanthimos(2023), porém, se puxarmos da memória, dá para listar bem mais de cinquenta filmes que já adaptaram ou pelo menos reimaginaram o texto de Shelley para o cinema.
Mas enfim. O diferencial aqui é a direção de A Noiva que
fica a cargo de Maggie Gyllenhaal (de A Filha Perdida de 2021) e do elenco que conta
com nomes grandiosos como Christian Bale (que vai viver o monstro de Frankenstein), Jessie
Buckley (a vencedora do Globo de Ouro de Melhor Atriz de 2026 por seu papel em Hamnet: A
Vida antes de Hamlet) como a personagem-título, além de Penélope Cruz e Annette
Bening em papéis coadjuvantes.
O filme tem sido vendido como uma reimaginação punk de
Frankenstein — o livro — e pretende dar uma visão diferenciada de tudo que já
vimos sobre esse tema. Pra mim, só de ter dois atores premiados à frente do
projeto como Bale e Buckley já me interessa e muito ver de frente para a telona.
Quando estreia? 5 de março de 2026.
9. Digger
Tom Cruise se definiu como um astro de filmes de ação desde
que agarrou com unhas e dentes a franquia Missão Impossível e não soltou mais — pelo menos até o ano passado. E eu diria mais! Eu diria que mesmo no alto dos seus
sessenta e tantos anos ele ainda é O MAIOR astro de ação de Hollywood.
Ao longo da sua carreira, entre uma missão e outra do seu
Ethan Hunt, ele se aventurou por filmes mais conceituais autorais como Vanilla Sky
(de Cameron Crowe, 2001), De Olhos Bem Fechados (de Stanley Kubrick, 1999) e
Magnólia (de Paul Thomas Anderson, 2000), que a meu ver, é onde ele provou que
é um ator de verdade, com “A” maiúsculo, e que o seu talento vai muito além de
fazer acrobacias quase suicidas em motos, aviões e trens diante das câmeras.
Com o fim — por ora — de Missão Impossível, talvez Cruise esteja querendo provar para Hollywood — e para si mesmo — que ainda há um ator
por trás de toda aquela loucura de Cientologia, e que há espaço em sua galeria
para prêmios de atuação como Globo de Ouro e, quem sabe, o Oscar.
Pelo menos é essa impressão que me passou ao ver o teaser de Digger, filme que é descrito apenas como uma "comédia de proporções desastrosas" que mistura espetáculo técnico com um estudo meticuloso de personagem.
Essa descrição da sinopse de Digger é típica dos trabalhos realizados pelo diretor Alejandro G. Iñárritu, cujos papeis principais
em outras produções de sua autoria como Birdman e O Regresso renderam, olha só, prêmios de atuação para Michael
Keaton (Globo de Ouro de Melhor ator em 2015) e Leonardo DiCaprio (Melhor Ator no
Oscar de 2016).
Será coincidência a escolha de Cruise em trabalhar com Iñárritu? Eu duvido.
Cruise recebeu um Oscar Honorário por sua carreira em 2025,
mas acredito que ele esteja buscando algo mais sólido para se colocar de vez no
grande hall dos vencedores de fato, onde caras como Daniel Day-Lewis, Denzel Washington e Sean
Penn já estão há algum tempo.
O projeto promete unir ambição visual, intensidade dramática
e a exploração existencial típica do cineasta mexicano, o que vai fazer com que eu
esteja na plateia logo na estreia de Digger mesmo sem saber MAIS NADA além
disso sobre o filme.
Quando estreia? 1 de outubro de 2026.
10. Duna: Parte 3
Confesso que o primeiro Duna (2021) me causou uma sonolência
irresistível da primeira vez que o assisti e demorei a entender a grandiosidade da
obra de Dennis Villeneuve ou a razão de tanta gente ter tecido elogios extensos sobre o longa-metragem na época.
O segundo filme (de 2024) me empolgou bem mais a querer acompanhar a
saga de Paul Atreides e me deixou verdadeiramente impressionado com os seus
efeitos visuais e a composição de cenários, veículos e armamentos usados para
contar a história. Sem falar que o filme é bem mais agitado que o primeiro e
bem melhor escrito também.
Para a parte final da trilogia baseada na obra de Frank
Herbert, Villeneuve traz de volta o agora badalado Timothée Chalamet (ganhador
do Globo de Ouro de 2026 por Marty Supreme) como Atreides, além de Florence
Pugh, Zendaya e Javier Bardem repetindo seus personagens. A novidade do elenco fica a cargo de Anya Taylor
Joy (que fez só uma ponta na segunda parte), Ida Brooke e Nakoa-Wolf Momoa
(filho de Jason Momoa), que farão os descendentes de Paul na continuação, e
também de Robert Pattinson, que viverá o vilão Scytale nessa terceira parte.
O filme promete ser uma das grandes estreias de 2026 e vai
bater de frente com Vingadores: Doutor Destino em dezembro, com ambos estreando com poucos dias de diferença. Quem será que abocanha
a maior bilheteria entre esses dois tremendos blockbusters?
Quando estreia? 17 de dezembro de 2026.
Antes de concluir o post sobre as expectativas cinematográficas, não tem como pelo menos citar “A Odisseia” de Christopher Nolan, filme que promete ser O
grande lançamento de 2026 e que vai adaptar o épico grego de Homero sobre a
longa e perigosa jornada de volta para casa do herói Odisseu após a Guerra de
Tróia.
O elenco estrelar do longa conta com nomes como Matt Damon
(Odisseu), Tom Holland (Telêmaco), Robert Pattinson (Antínoo), Zendaya
(Athena), Mia Goth (Melanto), Anne Hathaway (Penélope), e Jon Bernthal
(Menelau) entre outros.
O filme tem tudo para angariar a maior bilheteria do ano não só pela grandiosidade da sua história, mas principalmente porque Christopher Nolan não costuma brincar em serviço quando se trata de criar filmes épicos.
Imagina nesse caso que ele realmente vai adaptar uma história épica!
Sem falar que eu veria esse filme de
qualquer jeito só pelo elenco. Um dos maiores e mais qualitativos que eu já vi
num filme do diretor. E olhe que eu nem sou lá grande fã do Nolan, embora
reconheça que ele é prepotente foda.
A Odisseia estreia em julho.
Aqui em terras brasilis, destaco dois lançamentos que devem valer o ingresso ainda no primeiro semestre do ano.
Primeiro, temos Velhos Bandidos, uma comédia dirigida por
Cláudio Torres — irmão de Fernanda Torres — com Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Lázaro Ramos, Bruna
Marquezine e Vladimir Brichta nos papéis principais.
Eu nem precisaria de muita coisa para querer ver esse filme.
Olha só esse pôster que coisa maravilhosa! As poses de “bandidos” do Brichta e
da Bruna estão de foder. Sem falar que ter a Fernandona Montenegro ativa no alto
dos seus 96 anos é bom demais da conta!
O filme estreia em março.
Dirigido por Gustavo Bonafé (de Chocante de 2017 e da série Vidas Bandidas de 2024), Rio de Sangue é um thriller policial que conta a história de Patrícia (Giovanna Antonelli), uma policial afastada da corporação após uma operação desastrosa que precisa sair da “aposentadoria” para salvar a filha Luiza (Alice Wegmann) de quem se afastou por conta da natureza do seu trabalho e cuja vida está em risco no Pará.
A sinopse do filme indica que teremos grandes cenas de ação e perseguição enquanto Patrícia tenta resgatar Luiza das mãos dos malfeitores, e se fosse nos Estragos Fudidos, esse com certeza seria um filme que seria oferecido ao Jason Statham, dada a similaridade dos papeis que ele sempre aceita fazer por lá!
Rio de Sangue estreia nacionalmente em abril
E você, jovem padawan? Qual o seu filme mais esperado de
2026?
NAMASTÊ!
























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