Essa publicação CONTÉM SPOILERS!
Tudo começou lá em 2012, com a estreia de Arrow, a série que
prometia contar a história do milionário Oliver Queen - que mais tarde viria a
se tornar o Arqueiro Verde - de forma mais séria e um tanto quanto sombria. Já
na segunda temporada de Arrow, os produtores Greg Berlanti, Marc Guggeinhein e Andrew
Kreisberg tiveram a ideia de introduzir o primeiro meta-humano desse universo, e
assim criaram o plot ideal para que Barry Allen (Grant Gustin) e o The Flash ganhassem seu próprio
spin-off. Daí pra frente, ano após ano, a CW acrescentava novos personagens heroicos
ao caldeirão de Arrow, até que vieram os crossovers “Invasão”, “Crise na Terra
X”, “Túnel do Tempo” e “Crise nas Infinitas Terras”. Essa última, que vinha
sendo anunciada desde a estreia de The Flash (2014) e a história do jornal
futurista guardado no cofre do Flash Reverso (Tom Cavanagh) que previa o desaparecimento do
Flash na “Crise”.
Eu estive lá em todos esses crossovers, assistindo
arduamente mesmo quando as temporadas de Arrow e The Flash estavam UMA BOSTA intragáveis,
e eu dizia a mim mesmo ano após ano “Agora eu largo essa BOSTA série ruim!”.
Quem eu estou querendo enganar, não é mesmo? Uma vez que a
gente começa a assistir essas séries, não quer largar mais, por mais horríveis
que estejam os roteiros.
Mas vamos falar de Crise nas Infinitas Terras?
O enredo do crossover é baseado na saga homônima dos
quadrinhos escrita por Marv Wolfman e também adaptada para a TV pelo próprio escritor. Os fatos que antecedem esse crossover vêm sendo narrados
homeopaticamente desde de “Túnel do Tempo” de 2018, e foi amplamente alardeada
nas temporadas 8 de Arrow e 6 de The Flash. O fato é que uma misteriosa onda de
antimatéria vem varrendo o universo, destruindo as Terras Paralelas, e
aparentemente nada pode detê-la. Buscando a ajuda dos heróis da chamada
Terra-1, o enigmático Monitor (LaMonica Garrett) manipula as vidas deles para que eles entendam a
gravidade da situação, e após infernizar Oliver Queen (Stephen Amell) e Barry Allen com a ideia
de que eles teriam que se sacrificar em nome da salvação do universo, o cara
recruta Lyla Michaels (Audrey Marie Anderson), dando-lhe os dons necessários para entrar em contato com
outros seres capazes de impedir o avanço da onda de antimatéria, e seu causador,
o vilanesco Antimonitor (também vivido por LaMonica Garrett).
SUPERGIRL – EPISÓDIO 9
(Temporada 5)
PONTOS ALTOS: O primeiro episódio do crossover começa com um
resumão dos fatos que levaram à Crise, e aí começam os cameos, botando alguns
atores conhecidos, seja do cinema ou de outras séries com super-heróis, para
aparecerem brevemente. Logo de cara aparece o ator Robert Wuhl reinterpretando
seu personagem Alexander Knox, de Batman (o do Tim Burton de 1989), a dupla Robin (O Jason Todd, vivido por Curran Walters) e Rapina (Alan Ritchson) da
série dos Titãs, na Terra-9, o Ray (Russel Tovey) da Terra-X e o inesquecível Burt Ward, o
Robin do seriado do Batman dos anos 60, andando na calçada com um Pastor Alemão
na Terra-78.
Todos eles enxergam no horizonte um clarão vermelho e o que vem a seguir provavelmente é o fim do mundo para eles. Apesar de pequenas, essas participações prestam uma grande homenagem a tudo que veio ANTES do Arrowverso, em especial com as aparições de Wuhl e Ward, mas deu aquela aquecida na torcida para que no próximo crossover, tenhamos uma junção de forças REAL entre as equipes do Flash e companhia e os Titãs.
Todos eles enxergam no horizonte um clarão vermelho e o que vem a seguir provavelmente é o fim do mundo para eles. Apesar de pequenas, essas participações prestam uma grande homenagem a tudo que veio ANTES do Arrowverso, em especial com as aparições de Wuhl e Ward, mas deu aquela aquecida na torcida para que no próximo crossover, tenhamos uma junção de forças REAL entre as equipes do Flash e companhia e os Titãs.
O episódio se concentra nos esforços de Lyla (ou a
Precursora, apesar de ela não ser chamada assim na série) em reunir os heróis a
fim de começar uma investida contra as forças do Antimonitor. Após juntar
Oliver e sua filha Mia (Katherine McNamara), a Batwoman (Ruby Rose), as Lendas Sara Lance (Caity Lotz) e Ray Palmer (Brandon Routh) e o Flash
na sede do DEO na Terra-38 (a da Supergirl), Lyla explana a ação de contingência
para impedir as destruições causadas pelo Antimonitor.
Claro que rolam aqueles momentos emocionantes, como a
destruição do planeta Argo, onde o Superman (Tyler Hoechlin) e a Lois Lane (Elizabeth Tulloch) estavam vivendo desde
o final de Elseworlds junto de Alura Zor-El (a mãe da Supergirl vivida pela
Erica Durance) e a passagem de bastão de Oliver para a filha.
(Não me perguntem como, já que ele foi raptado no meio do nada com a filha por Lyla!) Oliver entrega um novo traje de Arqueiro Verde para Mia antes deles partirem para a batalha, e rolam aquelas lágrimas casuais na despedida dos dois.
O discurso motivacional que a Supergirl (Melissa Benoist) faz para o primo cabisbaixo devido a destruição de Argo, também é muito bem feito, e só comprova como ela merecia o título de Paragon da Esperança... Mas isso falaremos mais para frente!
(Não me perguntem como, já que ele foi raptado no meio do nada com a filha por Lyla!) Oliver entrega um novo traje de Arqueiro Verde para Mia antes deles partirem para a batalha, e rolam aquelas lágrimas casuais na despedida dos dois.
O discurso motivacional que a Supergirl (Melissa Benoist) faz para o primo cabisbaixo devido a destruição de Argo, também é muito bem feito, e só comprova como ela merecia o título de Paragon da Esperança... Mas isso falaremos mais para frente!
PONTOS BAIXOS: A side quest em busca de Jonathan Kent, o
filho recém-nascido de Clark e Lois é totalmente sem propósito. A ideia do
casal enviar o bebê em um foguete em direção a Terra com a destruição
iminente do planeta Argo é bem simbólica, claro, mas o fato do bebê se perder
no caminho chega a ser ridículo. Além do que o plot só leva a um encontro sem
sentido entre Brainy (Jesse Rath), Lois e Sara com um envelhecido Oliver Queen de 2046, que
resgatou o bebê. Sozinho em sua antiga base de operações, Queen ataca os
recém-chegados, aí rola aquele encontro entre ele e a Sara que ele tinha visto
morrer no barco (história contada desde a primeira temporada de Arrow e que serviu como a origem do personagem) e blá blá blá. No final das contas é só mais um momento
nostálgico que serve para reafirmar o quanto Queen é um cara legal, mesmo velho
e vivendo feito um ermitão, mas parece uma cena totalmente deslocada do
restante do crossover, que se não existisse não faria a menor diferença!
A nuvem de antimatéria está prestes a destruir a Terra-38 e
então J’onn J'onzz (David Harewood) tem a ideia de enviar TODOS os habitantes da cidade para a
Terra-1 em naves pertencentes aos alienígenas que vivem em nosso mundo.
Para que o plano dê certo e as naves possam ser teleportadas, os heróis precisam garantir que um portal fique aberto por tempo suficiente, e é nesse combate contra as forças do Antimonitor que Oliver Queen acaba morrendo.
Para que o plano dê certo e as naves possam ser teleportadas, os heróis precisam garantir que um portal fique aberto por tempo suficiente, e é nesse combate contra as forças do Antimonitor que Oliver Queen acaba morrendo.
As tais “forças” do Antimonitor são só uns fantasminhas
mequetrefes que desaparecem com um soco ou chute e não parecem em nenhum
momento uma ameaça real. Os produtores podiam ter arranjado uns capangas mais bem elaborados
para enfrentarem os supers, não é mesmo?
Tudo bem que o orçamento da série já deveria estar bem inflado devido a quantidade absurda de efeitos visuais usada no decorrer dos cinco episódios do crossover, mas já que era para ver o Oliver Queen se sacrificando – e eles nos empurraram essa história de sacrifício a última temporada INTEIRA de Arrow – que fosse contra caras que realmente fossem uma ameaça!
Tudo bem que o orçamento da série já deveria estar bem inflado devido a quantidade absurda de efeitos visuais usada no decorrer dos cinco episódios do crossover, mas já que era para ver o Oliver Queen se sacrificando – e eles nos empurraram essa história de sacrifício a última temporada INTEIRA de Arrow – que fosse contra caras que realmente fossem uma ameaça!
O fato é que o Monitor teleporta todos os heróis que estão
lutando no topo da torre que permite que o portal fique aberto, mas Oliver decide
ficar para trás, a fim de garantir que todos os habitantes da cidade possam escapar nas naves a tempo.
É dito que o ato de coragem de Queen salva 1 bilhão de pessoas, e ao final do
episódio vemos o personagem cair morto sob o olhar do Flash, de Mia e de seus
amigos. O Arrow merecia mais.
Continua...
NAMASTE!















































