22 de janeiro de 2020

Crise nas Infinitas Terras - PARTE 5


LEGENDS OF TOMORROW – EPISÓDIO 1 (Temporada 5)

Todos os Paragons acordam no dia seguinte em suas casas e descobrem que o universo foi realmente salvo por eles. Algo inusitado, no entanto, acontece e os heróis que antes moravam em Terras diferentes, agora residem na mesma Terra, a Terra-Prime, além de descobrirem que Lex Luthor é uma espécie de herói nacional reconhecido por todos! 


Como dito anteriormente, é mais ou menos isso que acontece na saga escrita por Marv Wolfman para as HQs. Na época, a DC estava virando um sururu maluco, e conforme eles iam adicionando personagens de outras editoras a sua, comprando as que estavam falindo e forçando a falência (COF! COF! Fawcett Comics!) de outras, eles meio que inventavam que cada grupo de heróis pertencia a uma Terra Paralela qualquer. Com o tempo, isso começou a ganhar proporções gigantescas e uma grande confusão na cabeça dos leitores. Quem é de que Terra? Esse Robin aqui é de onde? E esse Superman velho? E esse Flash com o penico alado na cabeça?

A batalha final contra os Dementadores do Antimonitor
Se a gente for notar, a mesma coisa estava acontecendo nas séries da CW, em especial em The Flash, que na falta de criatividade, sempre se jogava o argumento de que o "fulaninho da vez era de outra Terra" e já era. Após a morte prematura do Harrison Wells na primeira temporada (até hoje o melhor vilão que o Flash já teve em live-action!), a cada temporada eles usavam um “Harrison Wells” diferente, vindo de outra Terra, e vamos combinar que isso perdeu a graça já na terceira vez que aconteceu. Tom Cavanagh é um ator versátil e empresta todo seu talento para sempre criar um Wells diferente a cada temporada, mas isso passou dos limites há muito tempo. Até a Canário Negro (Katie Cassidy) que morreu lá na quarta temporada de Arrow (ou quinta, sei lá!) foi trazida de volta de uma dessas Terras Paralelas, e usaram a desculpa que ela era uma espécie de “gêmea malvada” da verdadeira Laurel Lance de outro mundo, a Sirene Negra.



Ao final do episódio de Legends of Tomorrow, temos vislumbres de outras Terras que continuam existindo além da Terra-Prime (incluindo a Terra-12 com a Tropa dos LANTERNAS VERDES, a Terra-19 do Monstro do Pântano, a Terra-9 com os Titãs, a Terra-21 com a Patrulha do Destino e a Terra-96 com o Superman do Christopher Reeve, interpretado pelo Brandon Routh), o que quer dizer que nem todos os personagens se juntaram... Ainda. 



Por algum tempo, até que exista outra Crise, ainda teremos uma caralhada de Batmen espalhados por aí, um para cada série que esteja precisando de audiência!

Com certeza o ponto alto do episódio são as homenagens que, tanto o mundo quanto os heróis, prestam ao falecido Oliver Queen, deixando bem clara a importância do Arqueiro Verde para esse universo televisivo. É difícil não se emocionar com esse “fim de uma era” que a despedida do Arqueiro causa, em especial para quem acompanhou essas séries engatinharem uma a uma, surgindo de dentro da série principal que era Arrow


O destino do Time Arrow e seus personagens será decidido nos dois últimos episódios da série que irão ao ar ainda esse ano, e outro spin-off dará as caras, acompanhando a partir de então a vida de Mia Smoak e os demais herdeiros de John Diggle, Lyla e do Cão Raivoso (Rick Gonzalez), sob a tutela das Canários Laurel Lance e Dinah Drake (Juliana Harkavy).


Mia Smoak, Laurel Lance e Dinah Drake

O último cameo do crossover é a aparição do próprio escritor Marv Wolfman, que aparece logo no início do episódio tietando o Flash e a Supergirl, explicando que agora eles fazem parte do mesmo mundo, a Terra-Prime. 

Marv Wolfman

As interações entre eles agora podem ocorrer de forma muito mais fluída, sem a necessidade daquele teleportador criado pelo Cisco Ramon, já que eles moram a algumas cidades de distância. O mais irônico da aparição de Wolfman, em cena com os dois personagens é que ele foi o responsável PELA MORTE de ambos em sua versão Crise nas Infinitas Terras para os gibis. Tanto Barry Allen quanto Kara Danvers morrem pelas mãos do Antimonitor, mortes que só seriam desfeitas muitos anos depois, após várias outras Crises na DC.



O episódio termina com Barry Allen formando uma espécie de “Liga da Justiça” com o Superman, a Supergirl, a Batwoman, a Canário Branco, o Caçador de Marte e o Raio Negro, e eles usam como sede a antiga instalação dos laboratórios STAR, que aparece lá no crossover Invasão, prédio que lembra muito o Hall da Justiça dos Superamigos - quem pegou pegou a referência ao macaco Gleek nos instantes finais do episódio! Quais serão os próximos crossovers? Façam suas apostas!


P.S. - O surgimento do personagem Ryan Choi no crossover muito provavelmente deve significar uma passagem de bastão, já que nos quadrinhos, Choi foi uma das identidades do Eléktron. Há algum tempo o ator Brandon Routh afirmou que, assim como Stephen Amell de Arrow, iria se "aposentar" de seu papel de Ray Palmer na série Legends of Tomorrow, e é bem provável que nessa nova temporada os heróis viajantes do tempo ganhem um novo Eléktron, vivido agora pelo ator Osric Chau

P.S. 2 - Além de Arqueiro Verde e as Canários, outro spin-off do Arroverso que foi anunciado pela CW é do Superman, que vai mostrar as aventuras solo de Clark (Tyler Hoechlin) e Lois (Elizabeth Tulloch) criando o pequeno Jonathan. Seria a continuação de Lois & Clark dos nossos sonhos ou uma forma de tornar relevante esse Superman baixinho que é tão insosso nos crossovers?

P.S. 3 - Por mais que a gente critique as lutas sem graça e alguns efeitos visuais meia-boca de Crise nas Infinitas Terras, é importante salientar o esforço criativo DESGRAÇADO que os produtores precisam ter para juntar TANTA GENTE com tantos personagens diferentes interagindo entre si num mesmo lugar, sem que isso descambe para uma salada de frutas intragável. Apesar de muitos dos produtores serem os mesmos das 5 séries, as equipes criativas e o elenco são completamente diferentes, e juntar todo mundo numa história minimamente coesa, sem que haja furos no roteiro - e isso pensando também em cada série individualmente ANTES e DEPOIS do crossover - não deve ser uma tarefa fácil. A gente reclama de fã chato e pau no cu que a gente é mesmo. Mas parabéns a todos os envolvidos. 

As outras partes do review podem ser encontradas aqui:


NAMASTE! 

Crise nas Infinitas Terras - PARTE 4


ARROW – EPISÓDIO 8 (Temporada 8)


PONTOS BAIXOS: Por mais que a gente tente relevar algumas decisões de roteiro para a história fazer algum sentido (e olhe que Crise nas Infinitas Terras é beeem complicada!), esse episódio consegue ser um dos piores do crossover, sendo que devia ser o mais épico.

A história toda começa com os Paragons salvos pelo Pária, presos no Ponto de Fuga, o único lugar que não foi destruído pela onda de antimatéria do Antimonitor. Há meses presos, os sobreviventes tentam achar um meio de sair de lá e tentar deter o vilão de antimatéria, sem sucesso. 

Ryan Choi (o ator Osric Chau que é o Paragon da Humanidade) e Lex Luthor (que roubou o lugar do Superman no rolê dos paragons com a ajuda do Livro do Destino, tornando-se o avatar da Verdade) tentam construir um equipamento que vai transportá-los dali, enquanto a Batwoman (Coragem) só treina, o J’onn J’onzz (Honra) só medita, a Supergirl (Esperança) só se lamenta, a Canário Branco (Destino) só se revolta e o Flash (Amor) corre pela Força de Aceleração.



Tudo parece perdido, até que o novo Espectro Oliver Queen os alcança e diz que a única forma de sair dali é mesmo pela Força de Aceleração, e que Barry esteve certo em procurar uma saída por ela. 

"Gostei do visual! Você está parecendo um Sith!", são as palavras de Ryan Choi quando vê Oliver pela primeira vez!



Por que diabos o Oliver não apareceu antes? Esperou até a barba do Choi crescer, pra só depois falar que tem uma saída! Psss!



O universo foi para o caralho, mas quando Barry Allen – cujos poderes foram turbinados pelo Espectro – leva os colegas paragons para a Força de Aceleração, por alguma razão eles se dispersam, e o ligeirinho precisa reencontrar todos eles lá dentro e fazê-los se lembrar de sua missão. Uma baita desculpa esfarrapada pra eles ficarem metade do episódio rememorando as lembranças de Oliver Queen e o dia que cada um encontrou com ele nas outras temporadas.



Blá blá blá eles se lembram quem são e o que precisam fazer e voltam no tempo (!) para impedir o Monitor de avançar com seus estudos sobre o mundo de antimatéria e criar o Antimonitor com sua curiosidade de cientista maluco no processo. Sim, esse episódio começa mostrando que quem criou o Antimonitor foi o próprio Monitor, ao encontrar um universo que é tipo o avesso do nosso.


Lex Luthor tenta levar o Monitor na ideia

Pela união de seus poderes eu sou o Capitão Planeta, os paragons têm tudo que precisam para derrotar de vez o Antimonitor em seu próprio terreno (que parece a pedreira do Jaspion!), e enquanto eles perdem tempo brincando de lutinha - mesmo o Ryan Choi que é só um cientista! - com os fantasminhas toscos do Antimonitor, o Espectro faz todo o trabalho pesado, encarando o vilão no braço... Ou nesse caso, na mente!


Prontos para lutar na pedreira do Jaspion


É duro ver o Jon Cryer brincando de lutinha (DE TERNO!!) com os outros heróis e usando poderes que seu Lex Luthor tirou do cu mesmo se deu com o Livro do Destino – elemento usado a exaustão para explicar o inexplicável nesses dois últimos episódios! Enquanto o elegante vilão sua lá embaixo dentro do terno com seus amigos heróis, Oliver Queen consegue dar uma segurada no Antimonitor, usando seu treinamento intensivão que ele fez com o antigo Espectro Jim Corrigan para derrotá-lo. Oliver então se sacrifica mais uma vez para recriar o universo e algumas das infinitas Terras, e todos se regojizam! 



Nos quadrinhos, o fim da saga serviu para unificar essas caralhas dessas infinitas Terras e juntar os personagens que vinham de diversas editoras diferentes – incluindo os da Charlton Comics, que mais tarde seriam inspiração pro Alan Moore criar Watchmen - num lugar só, e é mais ou menos isso que acontece também na série.



PONTOS ALTOS: A CW e a Warner/DC conseguiram manter em segredo até o lançamento do episódio na TV, mas o cameo do Flash dos cinemas, vivido por Ezra Miller, aconteceu e deixou muita gente de queixo caído. A maioria dos fãs passou anos pedindo para que os personagens das séries da CW aparecessem nos cinemas ou vice-versa – tanto que até hoje eu acho desnecessário ter dois Supermen, dois Flashes, dois Ciborgues, um na TV e outro no cinema... – e do nada eles nos presentearam com uma presença surpresa que foi muito legal como fanservice... Mas que, pra ser sincero, não serviu de nada para o andar da história. Principalmente porque no ponto onde o Flash de Miller encontra o Flash de Gustin, o universo ainda estava destruído, e não tem porque ele (Miller) existir ali. Forçadamente dá pra dizer que os dois se encontraram dentro da Força de Aceleração usando seus poderes, e se o Barry Allen (Gustin) podia estar ali, porque não o outro Barry Allen (Miller)?



Enfim. Vale pelo encontro entre cinema e TV que ficou bem maneiro. Quem não gostaria de ver também a Mulher Maravilha da Gal Gadot aparecendo pra dar um “oi” pra sua sidekick Donna Troy (Conor Leslie) na série dos Titãs?



Cara, se tem uma coisa legal nas séries da CW é a construção da amizade  entre alguns personagens, e como isso é feito de uma maneira a comover o espectador. Apesar de ser aquele cara sisudão – ele é quase o Batman do Arrowverso – Oliver Queen foi capaz de inspirar amizades inigualáveis ao longo das oito temporadas de Arrow. Assim como ele é considerado um irmão para John Diggle (e o próprio Diggle diz isso no episódio do The Flash), Barry Allen mantém uma fidelidade única para com Oliver. 



Quando o Espectro surge no Ponto de Fuga, dizendo a eles o que fazer, Allen pergunta se o cara na sua frente é mesmo Oliver Queen. Quando ele afirma que sim, o Flash diz uma das frases mais bacanas do episódio: “Então eu confio em você com todas as células do meu corpo”. Caaaara! Chega a arrepiar uma porra dessas!



Ao lado de Sara Lance, Barry é o que mais sente a partida de Oliver nas duas vezes que ele se sacrifica, e ele passa o episódio dizendo o quanto sente a falta do amigo. Vale lembrar que no Arrowverso, praticamente foi o Oliver quem ensinou o Barry a ser um herói de verdade, e o Oliver faz um acordo com o Monitor em Elseworlds para morrer em sacrifício, desde que o cara das costeletas estranhas poupe as vidas de Barry e Kara. Lindimais!

Continua...


NAMASTE! 

21 de janeiro de 2020

Crise nas Infinitas Terras - PARTE 3


THE FLASH – EPISÓDIO 9 (Temporada 6)

PONTOS ALTOS: Esse episódio é caprichado de pontos altos! O primeiro deles é quando John Constantine pede ajuda ao próprio Lúcifer (Tom Ellis) na - infame - Terra-666 para resgatar a alma de Oliver Queen do Purgatório. A participação de Ellis como o Capetão que faz a mulherada suspirar por aí chegou a ser negada antes do crossover ir ao ar, mas acabou acontecendo para delírio das “diabetes”. Nas HQs é bem comum a interação de Constantine com criaturas satânicas, e a atuação de Matt Ryan e Tom Ellis juntos dá aquela vontade de ver quando foi que essa “parceria” começou.


Tom Ellis, Matt Ryan, Katherine McNamara e David Ramsey

A brincadeira com o nome do mago também é bem engraçada, já que tem até uma HQ que sugere que a pronúncia certa do nome do personagem é ConstanTÁINE e não ConstanTINE. No rápido diálogo entre Lúcifer e John, o Capeta o chama de ConstanTÁINE e o mesmo corrige, dizendo que é ConstanTINE.


 Quando a equipe Flash descobre a passagem para o esconderijo do Antimonitor, o grupo, com o auxílio do Pária (Tom Cavanagh) chega até o Flash dos anos 90 (John Wesley Shipp), que está sendo usado para fortalecer o gerador que causa as ondas de antimatéria. Correndo sem parar em uma esteira para abastecer a geringonça, o velho Flash é salvo por Barry Allen (Grant Gustin) e Cisco (Carlos Valdes), mas tudo começa a ruir sem a presença do velocista na esteira. O Pária então traz um novo convidado de outra Terra para ajudar a reter a energia da máquina, e eis que surge o Raio Negro (Cress Williams), da série da Netflix


O Pária e o Raio Negro
Agindo em conjunto, a equipe decide mudar a direção da energia gerada pela esteira para destruir a máquina, e chega a hora do Flash cumprir seu sacrifício... Mas não o de Grant Gustin! Assim como na HQ de origem, o Flash corre na esteira e se sacrifica para impedir o avanço da onda de antimatéria e salvar o universo.



Uma homenagem justa ao Flash dos anos 90, à HQ Crise nas Infinitas Terras e uma ótima despedida do personagem de Wesley Shipp do Arrowverso, ele que já deu vida ao Henry Allen (pai do Barry), ao Joel Ciclone (o Flash da Terra-2) e o próprio Flash dos anos 90, reprisando seu papel com a mesma roupa de veludo, alguns anos mais velho e alguns quilos mais gordinho. 



Esse episódio tem vários momentos isolados que com a trilha sonora certa teriam arrancado lágrimas de muita gente. O primeiro deles é o reencontro de John Diggle (David Ramsey), Mia e Constantine com a alma de Oliver Queen, perdida em Lian Yu. O diálogo entre Diggle e seu parceiro de batalha é muito emocionante e fica estampada a frustração no rosto do cara quando Oliver decide não voltar para seu corpo ressuscitado pelo Poço de Lázaro, preferindo aceitar o convite de Jim Corrigan (Stephen Lobo), o Espectro, a assumir o manto verde do herói fantasmagórico.



A tensão entre Kate e Kara sobre a Supergirl querer reconstituir a sua Terra com o Livro do Destino também é muito bem interpretado por Ruby Rose e Melissa Benoist. A cena se encerra com a Batwoman entregando a pedra de kryptonita que roubou da mansão do Bruce Wayne maluco do futuro para Kara, dizendo que confia nela o bastante para nunca precisar usá-la. A aliança forte entre as duas personagens começou no crossover Elseworlds e se consolidou agora, referenciando um pouco a amizade entre suas contrapartes masculinas nos quadrinhos.



Mas aposto que teve gente shippando esse casal! 

PONTOS BAIXOS: O Antimonitor seduzir Lyla para o lado sombrio da Força e fazê-la trair os amigos a bordo da Waverider tudo bem, mas que lutinha mequetrefe dela contra o Monitor, hein? 



Com poderes inexplicáveis, a Precursora derrota todos os heróis dentro da nave e ainda faz uma batalha de hadoukens com o Monitor, roubando sua essência no final, a la Shang Tsung



Do nada, livre da influência do Antimonitor, o Pária também usa dons inexplicáveis para salvar os sete Paragons e enviá-los ao Ponto de Fuga - um lugar tecnicamente fora do tempo - e em seguida a última Terra existente (a Terra-1) é aniquilada pela onda de antimatéria, inutilizando também o sacrifício do Flash 90! 

Como eu disse, os combates são sempre os momentos baixíssimos do crossover.

Continua...


NAMASTE! 

Crise nas Infinitas Terras - PARTE 2


BATWOMAN – EPISÓDIO 9 (Temporada 1)

PONTOS ALTOS: Esse episódio tem na medida certas doses de comédia e drama, e a adição de Mick Rory (Dominic Pursell) ao elenco dos heróis, contribui bastante para a parte engraçada. Após reunir todos à bordo da Waverider (a nave das Lendas do Amanhã), o Monitor e Lyla informam os heróis sobre a existência dos Paragons, basicamente sete seres capazes de derrotar o Antimonitor. Incumbidos de procurar os avatares que faltam, além dos que já estão presentes como a Supergirl (Esperança) e Sara Lance (Destino), Kate Kane e Kara vão até uma versão de Gotham City do futuro atrás do Paragon da Coragem, enquanto o Superman vai com Lois atrás de um outro kryptoniano que sofreu uma perda irreparável (o Paragon da Verdade). O momento da reunião em que o bebê Jonathan começa a chorar toda hora interrompendo o discurso do Monitor é hilário!


Rory e o bebê Jonathan

A adição de Lex Luthor ao time também causa uma tensão muito bem-vinda ao episódio, já que a raiva de Kara por ele começa a afetar sua relação com Kate, fazendo a prima de Bruce Wayne ficar de olho na kryptoniana em tempo integral, querendo impedir que ela surte. Aliás, Jon Cryer como Lex Luthor é uma das melhores representações do vilão em muitos anos, após as decepções com Kevin Spacey e Jesse Eisenberg nos cinemas.



Outra boa participação nesse episódio é a do John Constantine (Matt Ryan), que é convocado por Sara, Mia e Barry para tentar encontrar um Poço de Lázaro em alguma Terra Paralela e ressuscitar Oliver Queen.


John ConstanTÁINE

Eu nunca pensei que ia falar bem de algo relacionado a essa série nesse Blog, mas o cameo de Tom Welling como o Clark Kent de Smallville (♫Somebody saaaaaaave meeee!♪) foi uma das melhores participações especiais desse episódio. Além de relembrar sua parceria com a Erica Durance (que já vive a mãe da Supergirl no Arroverso!), o diálogo entre ele e o Lex Luthor (Jon Cryer) é cheio de referências ao universo do Superman, e o ódio que Luthor sente por QUALQUER SUPERMAN


Somebody saaaaaaave meeee!♪
Em sua missão de destruir todos os Supermen com o Livro do Destino (aquele mesmo usado em Elseworlds), o vilão chega à Terra-167 apenas para descobrir que o Clark daquela Terra desistiu de seus poderes e vive uma vida tranquila com a esposa Lois e as filhas em Pequenópolis Smallville. Pra quem esperava ver Welling finalmente vestindo o traje colorido do Homem de Aço, não foi dessa vez!


Lois (Durance) e Clark (Welling)

Aliás, o Lex justificando o porque não acredita que Clark Kent e o Superman são a mesma pessoa, por causa dos óculos, é uma sacada genial! O cara mais inteligente do mundo cai num truque idiota como esse! 

Aliás, outra coisa que gostaria de saber como vão resolver no futuro é o fato de Luthor saber a identidade secreta de todo mundo que estava a bordo da Waverider, já que eles não fizeram nenhuma questão de usar máscaras em sua frente enquanto estavam lutando lado a lado! 

Por falar em "nunca pensei que diria isso nesse Blog", quem diria que um dia eu iria elogiar Brandon Routh VESTIDO DE SUPERMAN! Não há como negar que o cara encarna o herói (fisicamente) muito melhor que Tyler Hoechlin! Caracterizado com o traje do Superman do Reino do Amanhã (a graphic novel), Routh – que já é o Ray Palmer de Legends of Tomorrow – consegue transitar bem entre o humor pastelão de seu personagem Atom (ou Eléktron) para a seriedade do Superman velho e amargurado.



PONTOS BAIXOS: A viagem da Kate Kane e da Kara para Gotham tinha tudo para ser um momento épico do crossover, mas perdeu uma grande chance de mostrar o universo do Batman do Futuro em live-action por preferir colocar o Bruce Wayne (interpretado por Kevin Conroy, a voz do personagem nas animações) como uma espécie de anti-herói, cheio de amargura e colecionando troféus por suas mortes. A loucura do personagem é justificada pelas mortes de aliados que ele viu acontecer em sua luta contra o crime ao longo dos anos, mas é colocada de uma forma totalmente estúpida e despropositada na série. Após descobrir que aquele Batman MATOU o Superman de sua Terra, Kara decide confrontar fisicamente o debilitado Wayne, que está preso a um exoesqueleto devido as lesões sofridas na luta contra o Homem de Aço. Kara acaba levando a pior quando Wayne usa kryptonita, e é Kate quem tenta colocar um pouco de sanidade na mente senil de seu primo. Legal pela participação de Conroy, péssimo pelo plot.


Kevin Conroy como Bruce "bandido bom é bandido morto" Wayne

A tão esperada luta entre o Superman do Reino do Amanhã – que é descrito no episódio como sendo o mesmo interpretado por Christopher Reeve – e o Superman baixinho da Terra-38 é bem decepcionante. O CGI do voo e do combate aéreo dos dois nem chega a ser insultante, mas a coreografia de luta é ridiculamente fraca e sem qualquer emoção (aliás, como a maioria das lutas dos dois episódios até aqui). 



Nem mesmo a psicologia usada por Lois Lane, para tentar trazer o Superman/Routh de volta da hipnose criada por Lex Luthor, é tocante, e se tornam apenas palavras vazias em meio a uma sequência de ação feia boba e cara de mamão. Aliás, o que a Iris Allen (Candice Patton) estava fazendo mesmo ali?


Continua...


NAMASTE!

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