20 de março de 2011

Reviews de HQs - Parte 2

Demorei, mas cheguei com os reviews de HQs, completando as edições de Fevereiro e dando início nas de Março.

Comentarei aqui as edições Homem Aranha nº 110, Homem de Ferro & Thor nº 11, A Noite mais densa nº 8, Wolverine nº 76 e os Novos Vingadores nº 85.

Se os comentários aqui nesse post não estiverem necessariamente inteligíveis, favor ler o post anterior com os reviews de Janeiro e Fevereiro.

Eu tentei. Deus é testemunha que eu tentei continuar acompanhando a revista do Aranha após o One more day, mas simplesmente não dá. A partir do mês que vem darei os 6,50 gastos nessa porcaria para algum morador de rua, pra algum trombadinha, sei lá. Definitivamente não dá.

O nível das histórias é muito baixo, sem falar na arte horrível que vem sendo usada para retratá-las.

O carro-chefe dessa edição é o "grandioso" encontro do Aranha com o mercenário tagarela Deadpool. Para os fãs putinhas do bocudo essa história deve ter sido o equivalente a um orgasmo nerd, mas para mim foi um lixo.



Olhem esses desenhos:



Gostou? Toma mais então:O (ir)responsável pela arte é Eric Canete e os roteiros ficam a cargo de Joe Kelly.
A história? Não importa muito. O Deadpool é contratado por uma figura misteriosa para manter o aracnídeo ocupado enquanto um acontecimento importante do outro lado da cidade ocorre sem que Peter Parker possa interceder.
O encontro dos dois é uma das coisas mais lamentáveis que já vi na vida. As piadas são tão sem graça, e os diálogos tão sem sentido que nem vale a pena descrever. História pra lá de gratuita que só serve para agredir com os desenhos horríveis de Canete e o roteiro meia-boca de Kelly. Deus me livre!
A situação da revista do Aranha está tão ruim, que a melhor história do mix é escrita pelo próprio Stan "the man" Lee e desenhada pelo eficaz Marcos Martin.
Nela, o Homem Aranha procura um famoso psicólogo para se consultar e acaba deixando o homem aterrorizado com suas múltiplas facetas. A história é uma tremenda zoação de Stan Lee com todas as merdas que já fizeram com o Aranha ao longo dos anos.


Enquanto dialoga com o doutor, o Aranha lembra que já teve seis braços, já virou um lagarto, um Aranha-Hulk, uma aranha-humana, um porco-aranha... Todas as transformações do personagem são descritas em poucas páginas. Destaque para o comentário do Aranha sobre o que fizeram com ele e Mary Jane:


"Primeiro a gente era amigo. Depois, namoramos e casamos. Aí não estávamos mais casados. Ela engravidou... mas não engravidou."


Haja psicólogo para o nosso herói entender as roubadas que os roteiristas metem ele!


A última história do mix é escrita por Fred Van Lente e desenhada por Barry Kitson. Nela vemos as origens secretas do Elektro e sua busca por um poder ilimitado que espera conseguir bombardeando seu corpo com um campo energético abastecedido por tecnologia Stark.
A história é até bem simpática (não mostra o Aranha em um quadro se quer) e revela um encontro entre Elektro e Magneto. O mestre do magnetismo é atraído até o covil de Max Dillon pela energia absurda que o vilão libera, achando que ele podia se tratar de um mutante, mas se decepciona com a sua mentalidade reduzida num breve diálogo trocado. O encontro ocorre na época em que Magneto recrutava mutantes para sua irmandade (seus filhos Wanda e Pietro ainda estão com ele) e se bem entendi a proposta da história, ela prepara um evento em que o Aranha será atacado por toda sua galeria de vilões num chamado "corredor polonês".
Que original, não? Quase nunca o Aranha foi atacado por todos seus vilões ao mesmo tempo, né?


E até mesmo essa busca do Elektro em deixar de ser um vilãozinho de terceira conseguindo mais poder não é inédita. Pouco depois da Saga do Clone ele já havia conseguido isso com a ajuda do Tentáculo (se não me falha a memória) e dá uma surra no Aranha.


Quem portará o escudo é escrita por Ed Brubaker e desenhada por Butch Guice e o brazuca Luke Ross. No enredo vemos um Steve Rogers angustiado após seu retorno a vida e dividido em voltar a vestir a velha cota de malha e retomar seu escudo, que está sendo utilizado por seu ex-parceiro Bucky Barnes e abandonar de vez sua antiga identidade.


Após uma ação conjunta em que ambos aprisionam o Mr. Hyde e depois de uma longa conversa, Steve decide que Barnes está desempenhando um bom papel como Capitão América e abdica de seu uniforme, deixando o ex-Soldado Invernal honrado.


Em sua identidade civil, Rogers vai até a Casa Branca "trocar uma ideia" com o Presidente Obama (antes dele vir ao Brasil, acho! Hehehehe!), e ambos assinam um acordo secreto para derrubar o Reinado Sombrio de Osborn. Começam então os preparativos para O Cerco, a nova saga da Marvel.
Apesar dos desenhos razoáveis, ainda acho que Luke Ross perdeu toda a identidade de seu traço de tanto emular o traço de terceiros. Comentei aqui sobre isso em outro review. Pena, porque os desenhos originais dele eram bem legais, apesar de mais cartunescos do que os atuais.



(O Capitão está parecendo o Senhor Incrível nessa foto!)

Na história dos Vingadores que fecha esse mix (após uma história curta e descartável do Homem de Ferro que nem fiz questão de ler) escrita por Brian Bendis e desenhada pelo ultra-realista Mike Mayhew, Clint Barton, o ex-Gavião Arqueiro e atual Ronin é derrotado e aprisionado pelos Vingadores Sombrios de Norman Osborn, e sob o jugo dos vilões que fingem ser os mocinhos, o cara come o pão que o Diabo amassou enquanto eles o torturam para que entregue a posição de seus amigos Vingadores (os clandestinos liderados pelo Capitão "Bucky" América).


De dentadas do Venon, porradas do Sentinela, ameaças do Mercenário até torturas mentais do Mentallo, Barton é submetido a tudo enquanto sua esposa Harpia e as demais "meninas super-poderosas" dos Vingadores procuram por seu paradeiro. Não é difícil para Miss Marvel, Mulher Aranha, Jessica Jones e a própria Harpia deduzirem, no entanto, que o cara está sendo mantido na Torre dos Vingadores, e elas partem para resgatá-lo.
Após a tortura mental, Clint acaba revelando o esconderijo de seus amigos, mas quando Osborn e sua equipe chegam na casa camuflada do Capitão América, os heróis já não se encontram mais lá, frustrando o chefão da MARTELO. A investida dos Vingadores Sombrios serve, no entanto, para desguarnecer o Aeroporta-aviões da MARTELO, onde na verdade Barton está. As Vingadoras invadem o local e resgatam o ex-arqueiro e rumam para um segundo esconderijo sugerido por Steve Rogers. Lá elas se encontram com o restante da equipe e eis que o próprio recém-ressuscitado Steve Rogers surge e decreta que está na hora da reação heróica. É hora de acabar com o Reinado Sombrio de Osborn.
Fala sério! Mal posso esperar pra ver o velho Rogers chutando o rabo do Duende Verde!


Fiquei impressionado de início com a arte de Mike Mayhew. O cara manda muito bem no tom realista de seus desenhos, só peca um pouquinho talvez na movimentação de seus personagens, que parecem meio "durões" em cenas de ação. A mulherada, todavia, está de parabéns. Até mesmo sua Miss Marvel que está a cara da cantora Kylie Minogue!


Quase consigo imaginar a Carol Danvers cantando Can't get you out of my head. Hehehe!


Aliás, que gostosa que ela tá nesse clipe!


Enfim terminou a saga mais chata de todos os tempos: A Noite mais densa! Com a edição de nº 8, Geoff Johns decide o destino dos principais personagens da DC e do samba do crioulo doido que virou as várias tropas de Lanternas multicoloridos e sua guerrinha particular.


A resolução da Noite mais densa foi a mais clichê possível: A luz vence as trevas.


ÓÓÓÓÓÓ!


Acho que nunca tinha visto um desfecho tão original para uma saga que partiu de coisa alguma pra lugar nenhum. E sim, eu estou sendo irônico.


Como comentei no videocast, Sinestro é banhado pelo poder do avatar branco e parte para cima do detentor da força negra Nekron, a fim de dar cabo de sua malidicência e de seus seguidores mortos-vivos.


Em certo ponto o homenzinho cor-de-rosa até consegue encarar Nekron no mano-a-mano e arranca seu coração (aliás, isso é um clichêzão em toda a saga, assim como comer cérebros em filmes de zumbis). Por não precisar exatamente de sua forma física, isso não detém o vilão, que revida arrancando à força a essência branca de Sinestro, que é vencido pela própria arrogância.


Uma pancadaria sem precedentes acontece entre as diversas Tropas de Lanternas, os heróis DC e os mortos-vivos de Nekron, incluindo a galeria de personagens que deviam ter continuado mortos (Superman, Caçador de Marte, Arqueiro Verde, etc., etc.) e é hora do leitor se deleitar com a arte incrível de Ivan Reis nos vários quadros de batalha.


Aí me pergunto: Como após conseguir levar o Superman para o lado negro da força, o Nekron ainda consegue perder essa briga? Que incompetente!


Em Crise Infinita o Superboy-prime sozinho quase consegue matar o universo DC todo! Definitivamente não consigo entender os quadrinhos!


Bem, no final a energia branca banha toda a galera a começar por Hal Jordan, e ela consegue recuperar até mesmo os mortos-vivos como Superman. A bateria branca revive Willian Hand, o arauto de Nekron, o cara começa a vomitar (!) anéis brancos, Deus diz faça-se a luz (hehehhe!) e Nekron é "exprudido" pela luz branca que dá vida a todos os seres vivos.


Claro, todos se regozijaram! Todo mundo começa a cantar "Age of aquarius", o céu se enche de pássaros e as borboletas voltam a colorir o ambiente. É o fim da escuridão! (Pra quem não sacou, estou sendo sarcástico, não tem nada disso na HQ).
Pra completar o show de clichês, Johns, que não é popozuda mas também perde a linha, sem mais nem menos revive praticamente todos os personagens que passaram a saga toda arrancando corações alheios. Com isso o Nuclear Rony Raymond, Gavião Negro, a Mulher Gavião, o Caçador de Marte, Aquaman e até mesmo personagens "nada a ver" como o Flash Reverso e o Maxwel Lord (que meteu uma azeitona na cabeça do Besouro Azul e que depois teve o pescoço virado pra trás pela Mulher Maravilha) voltam à vida como num passe de mágica. É sério! É totalmente sem explicação!


A entidade branca simplesmente decide reviver todo mundo, como se a porra do universo fosse a casa da mãe Joana. Dessa vez nem deram a desculpa esfarrapada das porradas na realidade do Superboy.
Comprei as 8 edições de A noite mais densa esperando que algo relevante fosse acontecer e Geoff Johns simplesmente insulta minha inteligência revivendo personagens que, aparentemente, só morreram pra serem trazidos de volta. Aiai!


Comentarei mais pra frente sobre a banalidade das mortes e dos retornos nas HQs. Aguardem.


O que valeu a pena afinal em a Noite mais Densa? Os desenhos do brasileiro Ivan Reis. O cara deve ter tido um prazo apertado para desenhar essas edições e mandou bem absolutamente em todos os capítulos. Apesar do roteiro "enrolão" e abestalhado de Johns, a história deve ter exigido muito do artista por envolver quase todos os personagens da DC, as vezes, juntos no mesmo quadro. Fiquei impressionado com a capacidade do cara de conseguir enquadrar tantos personagens numa mesma página e sem perder a qualidade do traço. Quase nível George Perez que desenha mais de 100 personagens num mesmo quadro.


Destaque para a página quádrupla em que ele desenha os principais personagens ressuscitados:


Como se não bastasse, se mostrando ainda mais safada que a Marvel, a DC já emenda uma nova mega-saga nessa que mal terminou, a chamada Dia mais claro, só que dessa passarei longe. Chega de ser enrolado!


Só falta agora eles matarem todo mundo de novo que acabou de ressuscitar. Seria muito para a minha cabeça!


Na última edição de Wolverine vimos o começo do arco o Amanhã morre hoje em que uma moça dotada de dons precognitivos avisa Logan de que uma ameaça está vindo do futuro para exterminar super-seres com o potencial para se tornarem o grande líder da força rebelde contra a Roxxon. Essa ameaça se denomina Deathlok, e um verdadeiro esquadrão de exterminadores do futuro vem para detonar com todo mundo de sua lista, incluindo o atual Capitão América Bucky Barnes.


Nessa edição vemos pouco do velho Logan em ação, e a história se concentra mais em nos mostrar quem é o Deathlok incubido de destruir a líder rebelde Miranda Bayer.


A diferença entre futuro e presente é totalmente deturpada nessa história, que em certo tempo fica bem confusa. A Miranda do futuro manda instruções mentais (!) para a sua contraparte do passado, e esta por sua vez as executa no presente. Numa dessas projeções mentais, Miranda (a do presente) é instruída a ameaçar um garoto que virá a ser aquele Deathlok do futuro que está ali para matá-la, e a partir daí todo o plano do ciborgue vai para o espaço, quando o computador em seu cérebro assume o comando de seu corpo e se volta contra seus colegas Deathloks, destruindo-os.


A banalização do enredo se torna visível ao fim da história. Toda aquela lenga-lenga de robôs do futuro que estão no passado para mudarem o futuro acaba não resultando em nada, exceto que o líder da resistência e general de Miranda Bayer é o próprio Deathlok que foi enviado ao passado para matá-la (!). Eu não entendi porra nenhuma. Eu estava torcendo para que o general da resistência fosse o Steve Rogers, já que o mote da história começa com ele na edição anterior. O velho Steve não serve para mais nada na história além de ajudar os Vingadores a enfiar a mão na cara dos Deathloks, e também para desfilar seu novo uniforme. Mais nada.


A história até tinha potencial para ser boa, embora estivesse puxando (muitos) elementos do fillme Exterminador do Futuro, mas terminou confusa e um tanto quanto sem sentido. O bom é que mês que vem não precisarei mais comprar a revista do Wolverine pra ver o que acontece!




Pra fechar o mix, vemos uma história estrelada por Daken, o filho meio viadinho do Wolverine.


Escrita por Daniel Way e Marjorie Liu e desenhada por Giuseppe Camuncoli, somos jogados bem no meio da saga O Cerco (que mal começou), e os eventos já mostram que o controle de Norman Osborn sobre sua equipe já está ruindo.
O maluco ordena um ataque contra a cidade de Asgard, e o Wolverine Jr. sai matando geral os "bem treinados" guerreiros de Asgard.


Confesso que nunca tinha lido uma história se quer com esse personagem, e me surpreendi com o grau de homoxessualidade que ele atinge para provocar seus colegas de equipe. Praticamente todos seus comentários tem duplo sentido e puxam para o lado sexual da coisa, e apesar de também dar em cima da Miss Marvel (A Rocha Lunar, na verdade), ele explicitamente mostra que é mais chegado nos cuecas do grupo.


Parte de sua característica é o mau caratismo. Ele provoca a todos com piadinhas e comentários sarcásticos, e nem mesmo o chefe fica ileso de suas gracinhas.


A história é curta, e termina com Daken empalando Osborn com suas garras.


Não saquei muito se aquilo aconteceu mesmo ou se era a imagem de algum futuro alternativo, sei lá, mas enquanto ele dá uma lição no chefe, o que me parecem ser oráculos asgardianas o observam dizendo que ele é o arauto do Ragnarok (!). Blablablabla!

Na última edição de Homem de Ferro & Thor vimos o Doutor Destino apelando para a armadura do Destruidor para enfrentar o Deus do Trovão, e pela demonstração inicial achamos que o Thor se daria mal.


Tudo nos leva a crer que sim, até que o Senhor de Asgard vira o jogo e faz picadinho da armadura baseada em projetos de Odin, obrigando Destino a se escafeder antes de ser derrotado.



Enquanto a batalha entre Thor e Destino se decide, Balder recupera o coração da deusa Kelda e utilizando seus dons místicos, o traiçoeiro Loki, a fim de garantir a tolerância de seu meio-irmão, recupera a vida dela. Caindo nas graças de todos novamente por seus feitos, Loki sugere que todos voltem para Asgard, e após a vitória sobre Destino, Thor volta à sua vida normal, uma vez que foi banido da cidade reluzente após assassinar o próprio avô.


Os eventos mostrados na revista do Wolverine devem começar a envolver Thor e seus amigos em breve. Foi dada a largada para O Cerco.


Stark: A queda parte 3. Como vimos na edição anterior, seguindo as orientações do próprio Tony Stark, o Dr. Donald Blake, Maria Hill, o recém-ressuscitado Steve Rogers e Pepper Potts se unem para fazê-lo voltar à vida. O último reator ARK da Terra é implantado em Stark e o disco rígido recuperado por Hill é instalado, mas Tony não volta à vida como previsto.


É necessária então a intervenção mística do Doutor Stephen Strange que entra no plano astral para resgatar a mente de Stark enquanto o Capitão América e Potts protegem seu corpo físico.


O Fantasma, à serviço da Madame Máscara continua à espreita, e numa primeira investida ele quase dá cabo da senhoria dona da pensão onde o Doutor Blake reside. Graças à Maria Hill ele falha, mas isso não o impedirá de tentar de novo.


A edição termina com o Doutor Estranho encontrando a consciência de Stark e oferece ajuda para resgatá-lo.


Imagino que a enrolação termina no próximo número e Stark volte à vida para ajudar o Capitão e o Thor contra Norman Osborn.


É isso aí. Por hoje é só pessoal!


NAMASTE!

14 de março de 2011

Pensamentos soltos

Existe um ditado moderno que diz: “enquanto não acho a pessoa certa, vou me divertindo com as erradas”, e refletindo um pouco sobre isso cheguei a uma pergunta que se faz necessária: Existe mesmo a pessoa certa?
Os tempos são outros. O modo de se relacionar se tornou banal e efêmero, não há mais aquela avidez em conhecer uma pessoa à fundo, e o ser humano passou a se tornar cada vez mais descartável um para o outro. Os diálogos foram reduzidos aos 140 toques do Twitter e olhe lá se for tanto assim!
Esse texto não é uma crítica às redes sociais, de forma alguma. Fazendo isso, eu estaria como se diz, remando contra a maré. É notório que as redes sociais bem como elas foram criadas, tem servido para muitas pessoas como um alento na solidão cotidiana, e dando aquela falsa esperança de “companhia”, de que se tem alguém para se trocar uma ideia. A frieza do computador, daqueles bate-papos descontraídos das antigas salas ou mesmo do MSN foi substituída e reaquecida por fotos, vídeos e links que você pode compartilhar com os amigos que o “seguem” a qualquer momento e de qualquer lugar. Essas postagens dão vazão a “curtições”, comentários ou mesmo “cutucadas”, e criam aquela sensação de bem estar: “ah, estou sendo comentado. Todos me amam”. Isso quando a pessoa não é aquele tipo autista preso em seu próprio mundo e que pouco liga para o que os demais postam ou pensam. O que interessa é o que eu penso, dizem eles.
Voltando ao raciocínio que me fez sentar diante do computador para redigir esse texto. Penso que o relacionamento entre as pessoas está se tornando frio e distante assim como o é na internet e nas redes sociais. Não são todos que se preocupam com o calor humano, com a presença física de alguém querido e que tampouco se importam em conhecer pessoas novas para aumentar seu círculo social. Esses indivíduos, se o fazem, não se interessam pelo que se tem a dizer ou pelo que se pensa. É como se ninguém mais tivesse paciência de conhecer alguém a fundo, de fazer amizade ou de se relacionar seja lá como for. Como se tudo não pudesse mais sair da superficialidade, como se conteúdo não importasse mais.
Os relacionamentos amorosos atuais duram cada vez menos exatamente por essa “ansiedade crônica” que aflige o ser humano. O que é bom hoje amanhã já está gasto, assim como um celular ou um computador, e me soa meio absurdo imaginar um relacionamento íntimo dessa forma fria. Nós não somos máquinas. Não entramos em desuso depois de certo tempo (meu celular só tem 2 anos e vocês nem imaginam como ele está obsoleto!), nós temos sentimentos, possuímos coração e ele é alimentado por emoções e não por gigabytes de memória.
Os casais se juntam na avidez por atenção, às vezes na carência física (e vocês sabem do que estou falando), mas as relações não duram porque seja um ou outro está sempre querendo mais depois de certo tempo. “Estou com a Maria, mas como a Ana é gostosa, hein?”. Não há mais o apego. Você se dá para uma pessoa, cria uma expectativa em volta daquela relação e você é descartado tal qual um Ipad 1, que já virou entulho com o lançamento do Ipad 2. A tecnologia é necessária em nossas vidas hoje, mas não devemos levar nossa vida como se ela fosse uma corrida em busca do mais novo lançamento. Onde foi parar o sentimento? Onde o amor entra nessa história toda?
Cometemos vários erros ao longo de nossas vidas, e devemos ter humildade suficiente para reconhece-los e aprender com eles. Um relacionamento que não deu certo não pode servir como único parâmetro para os demais, caso contrário seria melhor desistir. É aí que volto à pergunta do início do post. Existe mesmo a pessoa certa?
O que não deu certo com a última funcionará com a próxima? Se eu consertar os erros cometidos e evita-los no futuro dará resultado ou isso só servirá para criar um novo ciclo de erros que resultarão em novos desentendimentos? E se eu achar o próximo “amor da minha vida” quanto tempo durará para que meu software se torne ultrapassado e ela ache um “amor 2.0”?
A superficialidade dos dias atuais tem me preocupado a ponto de não acreditar plenamente que ainda exista essa de “pessoa certa”. Talvez a pessoa certa seja aquela que te faz bem, cujo sorriso aquece seu coração e cujo abraço te faz esquecer dos problemas, mas somente pelo “eterno enquanto dure”. Talvez a pessoa certa não deva te acompanhar até que a morte os separe e sim enquanto durar o calor daquele aconchego. Quem sou eu para saber? De qualquer forma fica meu apelo aos ansiosos por novas aventuras: Dê valor a quem você ama. Faça cada momento valer a pena e que esses momentos durem o tempo necessário para se tornarem inesquecíveis e não temporários quanto os dados numa memória RAM.

"Eu sei que você sabe que nós tivemos alguns bons momentos,

Agora eles têm seus próprios caminhos a seguir

Eu posso te prometer amanhã

Mas eu não posso comprar de volta o ontem"

E assim as palavras se perdem com o vento na efemeridade das relações.

NAMASTE!

11 de março de 2011

Robocop de Elite


Na mesma semana em que foram divulgados boatos de que o talentoso Wagner Moura (Capitão Nascimento para os não tão íntimos) havia sido contratado para viver o papel de um vilão de uma ficção-científica dirigida por Neill Bomkamp, o mesmo do simpático Distrito 9, José Padilha, o diretor dos dois Tropa de Elite agora é nome certo à frente do projeto que vai revitalizar o policial do futuro Robocop.
Já comentei por aqui as ótimas impressões que tive com a direção firme e corajosa de Padilha com Tropa de Elite, e como ambos os filmes mexem com assuntos polêmicos e de âmbito nacional de forma extremamente competente. Violência e corrupção nunca antes haviam sido mostradas de forma tão escancarada no Brasil, e o Capitão Nascimento virou herói nacional de forma instantânea, representando o policial incorruptível que combate traficantes no primeiro filme e inimigos muito mais poderosos no segundo.




Mas o que Padilha tem a ver com Robocop?


A meu ver, a forma realista com que encara a violencia urbana o transforma em um nome perfeito para o posto, visto que o primeiro filme Robocop de 1987 falava justamente disso: Uma cidade tomada pela corrupção em todas as suas vertentes e que a lei está reduzida quase a pó, na forma de pouquíssimos policiais que tentam combater a criminalidade da forma tradicional, enquanto forças maiores nos bastidores se movimentam para transformar a lei numa nova forma de lucro.
Essa é a parte realista do filme. O cenário da "nova" Detroit é muito semelhante ao que Padilha encenou na figura do Rio de Janeiro em Tropa, basta saber como o diretor brasileiro irá lidar com a parte fantástica da história, do policial que é brutalmente assassinado por uma gangue e se transforma num ciborgue quase indestrutível.

O orçamento inicial para o filme disponibilizado pela MGM (que achei que estivessa falida)é de 80 milhões de dólares, um valor bem significante para a realidade brasileira e que provavelmente indica que o remake de Robocop está bem valorizado em Hollywood. Acho que a torcida aqui em terras brasilis é muito grande para o sucesso de nosso compatriota lá fora, em especial pela forma como Tropa de Elite cativou o público brasileiro. Tomara que Padilha saiba aproveitar esse seu grande momento e que ele utilize todo seu talento para convencer o público americano assim como conseguiu por aqui.

Até então pouco se sabe sobre a linha geral do roteiro que será escrito por Joshua Zetumer, que nada de muito expressivo tem no currículo senão talvez uma participação na colcha de retalhos que foi o roteiro de Quantum of Solace (do 007), e tudo que foi veiculado até então é que o filme será mesmo um recomeço para a franquia, que teve um final melancólico com Robocop 3, o pior dos 3 filmes.

Espero que mantenham firmes as origens do personagem e que a linha violenta enaltecida por Paul Verhoeven, o diretor do clássico de 1987, seja mantida. Oremos!


Impossível não lembrar de Robocop quando vasculho meus registros de memória da infância. Eu cresci praticamente vendo e revendo, e revendo e revendo os 3 filmes da série e até hoje acho a cena da morte do policial Alex Murphy uma das mais brutais e angustiantes da história do cinema. Tudo no filme de 1987, em especial, se mantém como algo mágico para mim na memória, desde as mortes fantásticas, as sequências de violência pura, os diálogos e até mesmo aquelas propagandas de TV absurdas mostradas ao longo do filme, criticando os exageros cometidos pela publicidade.


Como bem mencionei aqui ao falar sobre os Mercenários do Stallone, eu fui criado assim, ao som de tiros e explosões, e a meu ver, Robocop é um ícone do cinema brucutú (não é a toa que ganhará uma estátua em Detroit) e merece um novo filme à altura do que foi o antigo.
Boa sorte a José Padilha e a Joshua Zetumer nessa nova empreitada.


Enquanto escrevia o post o tema do filme estava tocando em minha cabeça. Na torcida para que o Padilha use a trilha original que é tão clássica quanto a do Rocky ou a do Superman.




De arrepiar! Eu pago um dólar por isso!

NAMASTE!

4 de março de 2011

Reviews de HQs

Como quem acompanha o Blog já deve saber, dentre os poucos vícios que tenho na vida, os quadrinhos são com certeza os que mais alimento. Costumo ir à banca regularmente para adquirir novos exemplares, e ainda precisarei de mais alguns anos de terapia para me livrar nesse mal. Fazer o que.

Como no mês passado no videocast, farei um resumo breve aqui das edições de fevereiro de Wolverine, Os Novos Vingadores e Homem de Ferro & Thor. Curte aí.

Como mencionei antes, eu odeio robôs gigantes em HQs (só em HQs, eu gostava do Daileon e do Change Robô) e após ser bombardeado por partículas Pym (no que essa piranha da Sharon Carter estava pensando??) o Caveira Vermelha, que estava em sua forma robótica ganhou uns 10 metros a mais e começou a ameaçar os Vingadores remanescentes.
A história em si, escrita ainda pelo até então fenomenal Ed Brubaker e desenhada pelo xexelento do Bryan Hitch, é um saco e só serve mesmo para mostrar o retorno "triunfal" de Steve Rogers ao mundo dos vivos. Com seus feitos heróicos e deixando o Capitão "Bucky Barnes" América em segundo plano, ele mostra que está de volta ao mundo todo e que aparentemente irá retomar seu velho posto como o Sentinela da Liberdade. Com a ajuda de Sharon Carter (enfim uma bola dentro, vadia!) Steve e os demais Vingadores derrotam o Megazord Caveira mandando-lhe mísseis no peito, e todos terminam certos de que desta vez ele está morto definitivamente. Tssscc! Como se alguém morresse de verdade nas HQs.

Pecado, a filha do Caveira é apanhada durante a explosão que derruba o corpo robótico de seu pai e termina aprisionada com o rosto totalmente destruído, ficando bem semelhante ao velho nazista. Norman Osborn, o manda-chuva atual no universo Marvel fica sabendo que Rogers está de volta (o idiota ajudou o Caveira, que por sua vez recebeu ajuda do Doutor Destino para reanimar o corpo do Capitão América), e deve ter sentido um calafrio na espinha com a notícia. Incrível como vilão faz merda nessas horas!
Dedicarei um post só pra criticar essa iniciativa de trazer o Capitão de volta. Aguardem.
Por fim descobrimos que enquanto viajava entre épocas diferentes perdido no espaço-tempo, Steve Rogers teve um vislumbre do futuro, onde ele viu todos seus amigos mortos em um mundo pós-apocalíptico. Desconfiado que seu retorno da "morte" tenha algo a ver com isso, ele começa a reconsiderar reassumir o escudo.

Curioso lembrar que num dos últimos episódios dos Poderosos Vingadores (o desenho animado) Kang, o conquistador, acusa Rogers de ser uma espécie de causador de um futuro igualmente apocalíptico e que ele jamais deveria ter retornado da sua animação suspensa (da qual ele foi retirado quando os Vingadores o acharam no Ártico). Coincidência de roteiros ou simplesmente uma unificação para que os dois públicos (do desenho e dos quadrinhos) tenham algo palatável com o que se apegar? Só Deus sabe.

Na última edição de Os Novos Vingadores, descobrimos que Norman Osborn havia plantado uma bomba no coração de Luke Cage enquanto ele havia sido seu prisioneiro, e os heróis só veem uma chance de salvar o vigilante do Harlem: Hank Pym, o Vespo (BWAHA-HAHAHA! Que codinome ridículo!!).

Sem hesitar, o cientista encolhe ele e o Doutor Estranho (que mesmo não sendo mais o Mago Supremo, continua agindo como se fosse!) para tentar remover o artefato do coração de Cage. Destaque para a piadinha que o Aranha faz com ele:

Cara! Michael Bendis é o rei dos diálogos infames!

Ficamos no suspense por algumas páginas se Hank Pym (me recuso a usar esse codinome idiota de novo) e o Doutor Estranho conseguiram ou não salvar Cage, nesse meio tempo, a bomba manda um sinal rastreador para Osborn e seus comandados entregando a localização dos Vingadores, mas quando ele e seus Vingadores Sombrios (que são tão paus-mandados que dá até raiva) chegam à fonte do sinal, descobrem que os heróis não estão lá e a bomba detona uma das residências do próprio Osborn. Puto é pouco para descrever o quanto o cara fica.

A história termina com os Vingadores comemorando a vitória, e o Capuz retornando para próximo de seu bando mostrando para eles quem manda de verdade:

Após meter um balaço místico nas fuças do Doutor Harrow (que foi o líder do bando do Capuz durante sua ausência sem poderes), o homem que agora detem os poderes das Pedras das Nornes (entregues a ele por Loki) reassume seu lugar, e aquieta os impacientes seguidores que temem servir às vontades de Osborn.
O ex-Duende Verde, no entanto, alegando que deixará o Capuz e seu bando livre pede um favor em troca: A destruição dos Vingadores.

A pancadaria comerá solta nas próximas edições.

A última história que fecha o mix da edição é na verdade uma aventura pra "encher linguiça", e une as duas equipes de Vingadores, a do Capitão América (Ainda o Bucky) e a equipe de Osborn.
Do nada Nova York é tomada por uma tempestade de gelo, e a realidade parece estar se perdendo equanto dois mundos começam a se fundir: O dos deuses e dos homens (!).
Também escrita por Michael Bendis e desenhada pelo talentoso Jim Cheung, a história começa com um Homem Aranha aparentemente perdido em meio à tempestade que cobre sua cidade de branco, é quando ele vê ninguém menos que o Poderoso Thor sendo abatido por uma criatura do gelo asgardiana gigante (De novo! DE NOVO!!). A história é meio fraca e não tem a menor importância cronológica. Só é válida mesmo pelas piadinhas do Homem Aranha, que é tipo o narrador.

No final Ares, o deus da Guerra, assume a liderança (!) das duas equipes, coloca ambas para cairem na porrada com alguns demônios guardiões de sei lá o que enquanto ele recupera a Espada do Crespúsculo (não, não tem nada a ver com aqueles vampiros frescos!), a única arma capaz de deter Ymir o super-mega-hiper Gigante do Gelo. Ares recupera a espada, os mundos param de colidir, Ymir é derrotado e Thor retorna para recuperar a espada de seu povo. O Deus do Trovão então vai embora (após servir única e exclusivamente para apanhar nessa história) não antes de fazer os joelhos de Osborn tremerem lhe dando uma ordem de deixar seus amigos livres. Bem, eu avisei que a história era fraca.

Destaque para outra piadinha do Aranha na hora de apresentar o Sentinela:
"O cara tem o poder de um milhão de sóis explodindo. Ou mil, um milhão... Seja como for, é um monte de sóis explodindo."

HAHAHAHA!

Nunca entendi os poderes desse bucha. Até agora a única coisa de útil que vi o Sentinela fazendo foi rasgar o Carnifina ao meio e jogá-lo no espaço.


A edição de nº10 de Homem de Ferro e Thor de fevereiro estava bem quente, começando com a parte 2 de Prometheu da Latvéria, onde o Poderoso Thor encara ninguém menos que o Doutor Destino.

Não sou um grande fã da arte de Billy Than, mas devo admitir que apesar de ainda desenhar rostos de pessoas extremamente mal, ele até que mandou razoavelmente bem nessa história. Kieron Gillen também não compromete no argumento após substituir J.M. Straczynski que se mandou para a DC, e a história contada pelos dois consegue manter a atenção.
Convencido por seu meio-irmão maligno Loki, Balder, então o novo senhor de Asgard leva os últimos sobreviventes de sua terra para a Latvéria, onde o Doutor Destino com o aval do deus da mentira começa a dissecar asgardianos em busca do segredo de sua imortalidade. Quando tais experimentos chegam ao conhecimento do enganado Balder, ele convoca as sua tropas para enfrentar Destino, que automaticamente envia zumbis-ciborgues asgardianos contra seus antigos amigos.

Movida por vingança, a deusa Kelda vai em busca de Destino, a fim de fazê-lo pagar pela morte do mortal Bill, por quem ela era apaixonada. Destino não só mata a deusa (após arrancar-lhe o coração) como arremessa seu corpo do alto de seu castelo, o que enfurece o Deus do Trovão. Thor dispara praticamente um kame hame ha de seu Mjolnir em cima de Destino, que obviamente, não é o verdadeiro Destino. O Destino-robô é incinerado, mas a energia mística absurda que é disparada por Thor é canalizada para animar uma versão mothafucker da armadura asgardiana do Destruidor.

O ápice da história acontece enquanto as tropas asgardianas se digladiam com os zumbis-ciborgues no pátio do castelo. Destino entra na armadura do Destruidor, do qual ele roubou projetos quando a "comitiva" asgardiana buscou refúgio em seu país.

Trajando a cópia da armadura criada pelo próprio Odin, o Doutor Destino aplica uma surra em Thor, que termina a edição aos pés do déspota latveriano.

Não via o Doutor Destino apelando desse jeito desde que ele era um dos mestres em Marvel Super Heroes, o jogo!
Grandes emoções para a próxima edição!

Na história do Homem de Ferro Stark: A queda parte 2, continuamos a acompanhar a saga dos amigos de Tony Stark para trazê-lo de volta à vida, depois que ele apagou sua própria memória para que Norman Osborn não tomasse posse dos segredos dos raios repulsores e da identidade de todos os Super-Heróis registrados pela Lei de Registro.
O plano maluco envolve o Dr. Donald Blake, seu alter-ego Thor, Pepper Potts e até mesmo o recém ressuscitado Steve Rogers.
Ao mesmo tempo que seus aliados seguem suas ordens gravadas na armadura Resgate de Potts, vemos a luta de Stark em sua própria mente para voltar à tona e lá ele recebe ajuda de seus pais mortos.

O plano envolve a implantação do último reator ARK ainda ativo no mundo em posse de Pepper Potts (no peito dela, na verdade) em Stark, e depois uma recarga violenta envolvendo um relâmpago de Thor canalizado até Stark pelo escudo do Capitão América (!!).

Curiosamente o experimento dá certo (aham, Cláudia, senta lá!), o corpo de Stark reage, mas ainda falta a parte principal que é recompor a sua mente com os dados gravados num HD em posse de Maria Hill. Em paralelo a isso, vemos que Osborn continua agindo, e coloca a Madame Máscara para rastrear qualquer atividade repulsora na área do estado de Oklahoma, uma vez que é sabido que a residência do Dr. Blake fica ali. De prontidão à mando de Madame Máscara, o espião Fantasma da equipe dos Thunderbolts capta um sinal repulsor e se teletransporta para lá através da linha telefônica. Sua missão é clara: Deletar Stark da Terra de uma vez!

Conseguirão os heróis "instalar o sistema operacional no hardware de Stark" antes da chegada do Fantasma? Teria Stark previsto um ataque desses?

Achei essa história muito viagem. Tudo bem que tem descrito Stark como um "futurista", mas é muito forçado que o cara tenha previsto cada ação que seus amigos teriam que fazer para trazê-lo de volta. E o plano então? Canalizar um raio de Thor rebatido pelo escudo indestrutível do Capitão para carregar o reator ARK? Que humano sobreviveria a uma merda dessas? Ele nem tem mais o vírus Extremis no corpo!

Eu estava gostando dos rumos tomados por essa história, mas acho que agora chutaram o balde. Essa bosta de roteiro é escrito por Matt Fraction e desenhado pelo regular Salvador Larroca. E olha que essas revistas vinham com o selo do prêmio Eisner na capa!!

Vamos ver onde isso tudo termina.

Já tem alguns anos que não estava dando a mínima para o universo mutante da Marvel, mas quando li a sinopse da história de Wolverine nº 75, não pude deixar de dar uma conferida.

O Capitão América parece ter alcançado a "crista da onda" na Marvel no ano em que completará 70 anos de existência. O cara não só voltou à vida como também parece ocupar todas as revistas e histórias da Marvel ao mesmo tempo. Mais do que o próprio Wolverine!
Na parte 1 de o Amanhã Nunca morre, escrita por Jason Aaron e desenhada por Ron Garney, o Wolverine decide levar o recém-ressuscitado Steve Rogers para uma comemoração em grande estilo por vários bares ao redor do mundo. Como o velho Logan sempre atrai confusão, após sair na porrada com alguns encreiqueiros com a ajuda de Rogers, Wolverine é interceptado por uma moça que diz ser capaz de ver o futuro e que lhe avisa que uma equipe de viajantes do futuro está no presente para eliminar além de alvos secundários ninguém menos que o próprio Capitão América.

A equipe de viajantes é composta por vários Deathloks, o soldado exterminador do futuro da Marvel, que está no presente para cumprir a misteriosa missão de eliminar diversos nomes de uma lista, exatamente como o Schwarzenegger no primeiro filme de James Cameron.

O alvo principal dos Deathloks é na verdade Bucky Barnes, o atual Capitão América, e o Wolverine se vê na obrigação de salvá-lo, entrando na linha de fogo dos mortais soldados do futuro.

Enquanto o mutante dos ossos de adamantium ajuda o Capitão a permanecer vivo, os leitores vislumbram um futuro pós-apocalíptico (por que nunca o futuro é lindo e com pessoas felizes??) onde Miranda Bayer (e se é Bayer é bom! TUDUM-TSSS!) é a líder de uma revolução contra a empresa Roxxon (dona do Deathlok) que parece ser a rainha do pedaço, eliminando a maioria dos super-heróis do mundo. Destaque para uma participação de um Homem Aranha do futuro, vestindo roupa preta, com pistolas que disparam dardos e barbudo.
O Wolverine do futuro também não tem as duas mãos (parece uma espécie de Capitão Gancho) e é um tipo de conselheiro de Miranda. Num mundo sem X-Men, Vingadores ou Justiceiro, a equipe de Bayer parece ser a única frente de batalha contra a Roxxon, mas eles não parecem muito competentes nessa tarefa.

No presente, quando alguns Vingadores (como o Aranha e o Luke Cage), mais o Coisa e o Punho de Ferro conseguem impedir a missão dos Deathloks, eles parecem alterar o futuro, e no final da história surge um novo e melhorado Deathlok, mesclando os poderes do Homem de Ferro, Homem Aranha e o próprio Wolverine!


O Amanhã nunca morre me agradou bastante e os desenhos do Garney deram uma boa enganada, mas a todo momento tive a impressão de já ter visto aquilo em algum lugar. O enredo é uma imitação descarada de o Exterminador do Futuro, e a própria Marvel já usou essa fórmula umas 200 vezes. Só com o Bishop e o Cable foram bem umas 100.
Já está meio batido ficar mostrando histórias onde o futuro dos personagens é pós-apocalíptico, que nenhum deles sobrevive e que tudo tem que ser resolvido no passado. Tomara que o desfecho do enredo seja mais criativo, e embora a história tenha sido bem divertida, não acrescentou muito no quesito inovação.

Destaque para a Panini que fez merda publicando essa história mostrando o novo uniforme do Steve Rogers antes mesmo da apresentação oficial na revista própria.

Isso me fez lembrar da Abril que publicou Marvel X DC antes do Peter Parker perder o cargo de amigão da vizinhança na revista do Homem Aranha para seu clone. Ninguém entendeu porque nas edições nacionais era o Peter com o uniforme do Ben Reilly ali enfrentando o SuperBoy!

Em breve a parte 2 dos Reviews com Homem Aranha nº 110 e Os Novos Vingadores nº 85.

NAMASTE!
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2 de março de 2011

Eu vi: A 1ª Temporada de Misfits

A primeira vez que ouvi falar sobre Misfits foi num fórum de discussão de um certo site sobre quadrinhos e outras nerdices, e o que me chamou a atenção para a série foi justamente o tema super-heróis, embora eu não esperasse grandes coisas por não se tratar de um enlatado popular.
Misfits (que quer dizer "desajustados") é uma série britânica de humor negro que relata a rotina de 6 jovens (mais tarde eles se tornam 5) delinquentes que prestam serviço comunitário por seus atos, quando são atingidos por uma misteriosa tempestade (não explicada até o fim da 1ª temporada), o que muda suas vidas radicalmente a partir de então. Algum tempo depois, quatro deles descobrem que a tal tempestade lhes concedeu certos dons especiais, enquanto os verdadeiros poderes do quinto só é descoberto no último episódio da primeira temporada.
A série foca bastante na personalidade de cada um dos jovens, dando ênfase na parte humana de ser um super-herói e no que seus dons podem fazer para ajudá-los (ou atrapalhá-los) com seus problemas pessoais.
É interessante notar que o poder que cada um recebe tem a ver com o maior desejo de cada um deles. Logo, Curtis (Nathan Stewart Jarrett), que é um ex-atleta cuja carreira é interrompida quando ele e a namorada são pegos portando drogas, recebe o poder de voltar no tempo (com relação a seu desejo de voltar no tempo e consertar as coisas), Kelly (Lauren Socha), que foi detida por ter batido numa garota que a chamou de lixo, ganha o dom de ler os pensamentos dos outros, Alisha (Antonia Thomas) que é uma garota atraente e que foi presa por dirigir bêbada passa a ter o poder de atrair as pessoas sexualmente falando e o retraído Simon (Iwan Rheon), preso por ter tentado incendiar a casa de um ex-amigo ganha o poder de se tornar invisível. Para o porra-louca Nathan (Robert Sheeran) resta apenas a dúvida de com qual dom ele foi agraciado, mas seu poder é algo surpreendente.
Assisti o episódio piloto com um pouco de pé atrás, embora já possuísse algumas informações básicas de o que encontraria ao longo da série. Ao término ainda não tinha uma opinião formada e decidi ver o 2º episódio apenas para ver onde daria tudo aquilo. Qual não foi a minha surpresa? Eu comecei a me interessar pela história e mais tarde fui cativado pelos personagens principais, que embora pareçam simples em personalidade, nos fazem pensar bastante ao longo da série levantando alguns assuntos como preconceito, bullyng e mesmo a intransigência quanto à algumas infrações cometidas por jovens.
Dirigida e produzida por Gordon Anderson, Ben Palmer e Christopher Young, a série foi transmitida em 2009 (!!) pelo canal inglês E4, deve ter episódios da 2ª temporada disponíveis em breve (cagando regra) e será sucesso, isso é, se não cometer os mesmos erros de Heroes, que começou muito bem cheia de fôlego e entrou com uma 2ª temporada pra lá de caída que espantou a maioria dos espectadores. Uma vantagem Misfits tem em relação a Heroes, uma vez que não trata o assunto heróis de forma espalhafatosa usando como muleta efeitos especiais, roteiro que se perde fácil com viagens no tempo e personagens fora de contexto. Por tratar mais da relação humana e da vida dura de jovens comuns (que podem espelhar muita gente em qualquer lugar do mundo) que se metem com drogas, que são rechaçados por amigos de forma preconceituosa, que bebem, que fazem sexo além da conta ou que se metem em brigas, dificilmente a série se perca nas armadilhas em que caem a maioria das produções americanas para TV, por exemplo.
A primeira temporada teve apenas 6 episódios iniciais bem amarrados que conseguiram prender minha atenção e que a partir do 2º capítulo me deram vontade de ver até o fim, por isso, acho que cumpre a sua missão. O grau de satisfação foi tão maior do que o esperado que até o personagem que eu mais odiava no começo da série (Nathan, o desmiolado, típico moleque do fundão da sala de aula que zoa todo mundo) se tornou um dos meus favoritos no final, e a forma como ele descobre seus poderes é no mínimo inusitada.
Até aqui me mantenho interessado por Misfits e espero que a 2ª temporada mantenha o padrão criado até então.

Nota: 9

Vale nota o tema de abertura "Echoes" cantado pela banda Rapture no maior estilo Sex Pistols.

"Misfits" também é um nome de uma banda de punk rock americana cuja logomarca eu já conhecia, embora não soubesse que se tratava necessariamente de uma banda.


NAMASTE!

Mamonas Assassinas: 15 anos depois

 
Eu era criança quando eles surgiram nas rádios e na televisão e conquistaram o Brasil todo com aquele seu jeito despojado e desinibido de fazer música. Eles faziam o chamado "som risal" que cativava não só as crianças como também seus pais, seus avós e tios. Sem que ninguém soubesse, na época, era a alegria transmitida por esse quinteto de Guarulhos chamado Mamonas Assassinas que começava a dominar a mídia.
Muita gente, como é comum acontecer no caso de celebridades que vão embora no auge, virou "fã" dos caras após o acidente que ceifou a vida deles no fatídico 02 de Março de 1996, mas um ano antes, quando o sucesso deles já despontava, eu já integrava a fileira de fãs de verdade da banda, daqueles que já sentia que o quinteto tinha um diferencial e se destacava de tudo que existia até então (e olhe que naquela época ainda nem existiam os EMOS!).
Eu já ouvia as músicas dos caras numa velha fitinha cassete (daquelas de ouvir no rádio), decorava as letras de tanto que ouvia e cantava as minhas preferidas quase que o dia todo. A passagem deles foi tão marcante, que até hoje, 15 anos depois, ainda me pego cantando algum refrão das canções na hora do banho. Aquela era uma época muito boa. Os velhos amigos ainda estavam presentes em minha vida, havia toda aquela inocência de se pensar no futuro como algo misterioso e de certa forma havia muita esperança.
As letras dos Mamonas não eram profundas ou transmitiam mensagens de fé e esperança. Elas tinham o único intuito de entreter. Você ouvia e caía no riso. Era inevitável. 

 
Tinham trechos um tanto quanto obscenos nas músicas, elas citavam surubas, peito, "bazucas anais", cachorros que comem a própria mãe, pistolas de Robocop Gay e mais um monte de sacanagens, mas na época funcionava de forma tão natural que quase ninguém se importava com o politicamente incorreto. A minha mãe se divertia muito com eles, mesmo com todas aquelas besteiras que eles cantavam em suas letras, e não dava para ser diferente. Dinho e companhia eram muito irreverentes. Aquele tipo de turma do fundão da escola que só sabe sacanear todo mundo e que acima de tudo se diverte bastante com isso.
Hoje a meu ver, a música pop no geral vive uma fase meio decadente onde por necessidade de se ter ao que se apegar, tudo vira modinha e qualquer um vira ídolo instantâneo. Caras que fazem ao menos a gente dar risada, fazem falta atualmente, já que qualidade musical parece ser uma exigência um tanto quanto alta.

Fica aqui a minha homenagem a Dinho (vocal), Samuel (Baixo), Sérgio (Bateria), Júlio (Teclado e vocais) e Bento (guitarra) 15 anos depois que eles fizeram a passagem. Suas músicas continuam em minha memória e dificilmente sairão porque o que é bom sempre deve ser lembrado.


"Atenção Creuzebek. Vamos lá que vai começar a baixaria!"





NAMASTE!


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26 de fevereiro de 2011

Eu vi: Cisne Negro

Eu tenho um grande preconceito com filmes denominados dramas na hora de escolher algo a ser visto diante da tela grande, mas é engraçado como sempre me surpreendo com minha ignorância quando decido conferir algum do gênero.
Quando decidi que iria ao cinema e olhei a lista dos filmes em cartaz acabei ficando em dúvida sobre o que ver, até porque a safra de começo de ano está boa, embora os filmes de ação e aventura, que costumam me atrair mais, não façam parte dessa safra. A tendência, claro, é colocar em cartaz a maioria dos filmes que disputam o Oscar esse ano, e Cisne Negro de Darron Aronofsky não foge à regra.
De início devo salientar que, apesar de ficar com um pé atrás sempre com dramas, com medo de ter que aguentar um filme chato e sem ritmo por quase duas horas, eu gostei e muito de Cisne Negro. Poucas vezes vi em um filme um clima tão tenso e desconcertante quanto o que Aronofsky consegue criar com o enredo, e de um ponto em diante da película parece que ficamos sempre tentando adivinhar o que é real e o que é ilusão.

A história gira em torno da vida de uma bailarina que vê próxima a grande chance de enfim estrelar um espetáculo, ao entrar na lista de preferidas de um diretor musical. A disputa pelo papel e toda a pressão que ela acaba sofrendo na preparação física, acabam por deixá-la perturbada e são essas nuances de realidade e ilusão que dão todo o mote para o filme, prendendo o espectador na poltrona até o fim.
Vivida magistralmente pela bela Natalie Portman, a bailarina Nina enfrenta várias crises até conseguir o papel de Cisne Branco e Cisne Negro no clássico Lago dos Cisnes, desde ter que conviver com a mãe superprotetora (Barbara Hershey) que deseja se realizar com o sucesso da filha (a mãe é uma ex-bailarina que teve que largar tudo ao engravidar dela), a pressão do diretor (Vincent Cassel) que nunca se convence que Nina é boa o suficiente para representar os dois papeis, a loucura da antiga dona do papel, a agora bailarina aposentada Beth Macintyre (Winona Ryder irreconhecível no papel) que não se conforma em perder o lugar para outra garota, e ainda com uma nova colega do corpo de balé chamada Lily (Mila Kunis), que se faz de amiga, mas que parece almejar o seu lugar.
Todo esse clima de tensão é passado para o espectador em várias cenas em que achamos que estamos diante da realidade quando na verdade estamos vivendo mais um dos delírios de Nina, que se vê perseguida por todos os lados. Não há passagens que indicam isso de forma clara como cena esfumaçada, em preto ou branco ou outros artifícios usados costumeiramente no cinema. A ilusão está tão intimamente ligada ao clima da narrativa que acabamos não percebendo na hora o que houve, e esse é um dos grandes méritos de Cisne Negro, brincar com esse limiar entre loucura e sanidade.

A narrativa por vezes é angustiante, como quando, por exemplo, Nina parece mutilar seu próprio corpo em alguns trechos. Causou arrepio a cena em que ela parece abrir uma ferida num dos dedos da mão com o maior sangue frio ou quando ela parece ter quebrado as próprias pernas. Há também a todo momento um clima de terror e suspense quando Nina se sente perseguida, e suas visões por vezes nos fazem pensar que estamos diante de um clássico de terror e não de um drama. Os dois gêneros, todavia, se mesclam com grande sucesso, o que tira completamente aquela sensação de que estamos vendo um filme de uma dançarina de balé e seu sonho. Vai muito além disso.
Em alguns momentos durante os ensaios de coreografia e de movimentos e toda a disciplina que uma bailarina deve ter, fiz um paralelo com um atleta olímpico e como a vida de ambos devem ser parecidas nos treinos para competições. É de admirar toda a força de vontade que um atleta ou uma bailarina devem ter para que nada dê errado na hora da competição ou do espetáculo, e isso me cativou de forma positiva no filme. Claro que uma das ideias de Cisne Negro é mostrar o quanto pode ser prejudicial quando alguém coloca sua profissão e a vontade de vencer acima dos limites do próprio corpo, mas também é digno de nota alguém que é capaz de chegar a esse nível quase de perfeição física.

Por falar em físico, Natalie Portman mostra nesse filme (para quem ainda duvidava) o quão seu talento não provém apenas e tão somente de seu corpo. Ela está extremamente magra na pele de Nina, exatamente como uma bailarina de balé, e não vemos nem de longe as belas curvas que ela tanto exibe em Closer ou dentro das roupinhas apertadas da Padmé Amidala da segunda Trilogia de Star Wars. Seu talento nesse filme é em especial o dramático. Embora ela exiba uma flexibilidade de causar inveja à muitas bailarinas, são suas expressões e sua interpretação que roubam a cena. Ela mostra que seu talento é algo precioso e ela não precisa estar despida para convencer alguém de que é boa atriz, para azar dos nerds de plantão.
Não vi nada vulgar ou gratuito no filme e até mesmo a sensualidade e as cenas de sexo são muito bem integradas ao enredo. O que dizer do "pega" entre Nina e Lily no ápice do filme e da excitante cena de sexo entre as duas?
A tensão sexual é uma marca no filme, mas como disse, nada é de graça. Não são mostradas relações apenas para atrair público e causar furor e sim para causar o impacto que o espectador necessita para se sentir preso e surpreso até o fim com as reviravoltas de roteiro. Isso o filme faz bem.
Gostei muito de Cisne Negro e diferente de outras porcarias esquecíveis que de vez em quando vemos no cinema, a película me deixou uma ótima impressão, o que me fez repensar bastante meu preconceito com filmes dramáticos. Estou aberto à experiência de conferir mais dramas na telona e não só filmes Blockbusters que Hollywood vomita em nossas caras de tempos em tempos.
Aronofsky provou que é um dos maiores diretores de cinema em atividade e tirou de Natalie Portman o que ela tem de melhor: Cara e talento de atriz de primeiro escalão.
Embora o filme mostre uma clara mensagem de que é preciso passar por uma intensa provação para se conseguir o que há de melhor em você (quando Nina enfim consegue encarnar o Cisne Negro), de entregar o que há de melhor em você, ele também nos mostra que deve-se ter cuidado com suas ambições, ou elas podem nos levar à ruína. Eu compreendi o filme dessa maneira, mas essa é uma das muitas interpretações a que Cisne Negro pode levar. Qual é a sua?

Notas:

Tive o grande azar de conferir o filme numa fileira onde uma "gracinha" de uma pré-adolescente acompanhada da sua mamãe ficava reclamando o tempo todo das cenas mais, digamos assim, picantes. O absurdo era tanto que ela cobria o rosto quando as tais cenas surgiam.
Aí me pergunto: Teria a "pequena" infante errado a sessão? O filme do Justin Bieber estava estreando na sala ao lado.
Falta de noção é pouco para aquela mãe que levou a "gracinha" para ver um filme obviamente adulto demais para seu gosto pudico.

A cena da masturbação de Nina provavelmente já entrou para o hall de uma das melhores do cinema.

E digo o mesmo para o sexo oral entre Nina e Lily.

Mila Kunis é lindíssima, e num determinado momento até entendemos porque o diretor Thomas fica em dúvida sobre quem deve estrelar o espetáculo Lago dos Cisnes.


Numa das sequências mais importantes do filme, Nina se transforma numa espécie de Fênix Negra. Estava esperando a qualquer momento ela explodir toda a plateia como a Jean Grey fez com os mutantes em X-Men 3. :P

Estou envergonhado, pai. Só saquei que Beth Macintyre era a Winona Ryder quando os créditos subiram. Ela estava muito diferente!

O que um cara como Darron Aronofsky estava pensando quando concordou em ser o diretor de Wolverine 2?? Alguém com um filme como Cisne Negro e tantos outros no currículo deveria se aventurar em filmes mais cults, não?
Tomara que pelo menos ele consiga criar o filme que todos sempre quiseram ver do Wolverine.

Natalie Portman está no elenco de Thor o que é mais uma garantia de que esse filme vai ser o melhor de todos, todos, TODOS esse ano no segmento filme Blockbuster.


NAMASTE!
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